"Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente. Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você. Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça. Não espere. Promessas, vão e vem. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos, se realizam, ou não. Os olhos se fecham um dia, pra sempre. E o que importa você sabe, menina. É o quão isso te faz sorrir. E só."
Voltar para Autores

Agda Yokowo
56 pensamentos
Frases - Página 5
Mostrando página 5 de 5 (56 frases no total)
"Fecha teus olhos, me dê a mão. Faz de conta que não existe distância. Só pro meu tolo coração acreditar. E pedir à nostalgia que pare de formular regras. Que feche os olhos e sinta. Somente. Cada palavra sua pulsar em minha alma. A dor da saudade me acalma, porque ainda que seja dor, é melhor que a da solidão. Todo medo foi embora, e eu posso respirar enfim. Por favor, fecha teus olhos, me dê a mão. Faz de conta comigo. Deixa eu sentir tua respiração, teu riso, tua voz. A ausência da ausência. Canta baixinho nossa música enquanto caminha. Faça dessas palavras a minha presença. E espera..."
"Estranha arte, a de morar sozinho. Arte dos adiamentos eternos e das conversas com a geladeira. Arte de ter fome e não ter nada no armário. De chegar cansada em casa e dormir de calça jeans e tudo. De não ter quem te cuide quando estás com febre. De ter somente água na geladeira. E uma única toalha limpa. De chorar baixinho enquanto toma banho. Arte de ligar a TV pra não ficar no silêncio. E de ficar quietinha ouvindo o barulho lá fora. Dolorida arte, doce arte, estranha arte. É exercitar a loucura de nascer todos os dias no tempo. É caminhar entre os meses como quem chuta pedras no chão. E a campainha - a campainha continua quebrada."
"Muitas vezes acreditei no amor. Outras tantas me decepcionei com ele. E desde então, me divirto... Foi assim que aprendi. Acho graça de uma data esquecida. De uma demora pra se arrumar. De uma promessinha não cumprida. De uma cueca furada. Não me estresso com a toalha na cama. Com o banheiro molhado. Com um presente sem pé nem cabeça. Faço piada dos seus antigos amores, chamo de baranga e invento até apelido. Não alimento um ciúmes desses, com certeza. Gosto de rir dos seus erros e perdôo com mais facilidade os percalços da vida a dois. O amor pra mim é diversão. Foi o que aprendi com todas as desilusões do passado. Pelo menos tento."
"Você já teve vontade de sumir? Simples, assim. Você já teve? Sumir, como se todas as dores e amores fossem em vão? Para ver se as dúvidas saem da sua cabeça? Se o ódio sai dos seus sentimentos? E se a distância volta a fazer sentido para o coração? Simplesmente porque a vida cansou, e nada mais faz sentido. Será que essa vontade passa rápido? Ou será que a gente precisa de um beliscão para voltar para a realidade? E voltar a acreditar que a rotina, ônibus lotado, salário mal pago, frio, stress, sorrisos forçados, conveniências, contas no fim do mês, distância de quem se gosta, e tudo o mais faz parte da vida que se tem. É, tomara que passe rápido."
"Ouvi certo dia: "Quem te merece, não te faz chorar!" Pura balela. Primeiro, porque formular regras para o amor, já é começar errando. E o amor, meu bem, é tentativa! Tentar, errar, recomeçar e amar sempre a cada sorriso ou lágrima derramada. Quem nunca falou algo de que se arrependeu em um momento de raiva? Quem nunca esqueceu uma data importante? Ou demorou a ligar quando chegasse em casa? Quem nunca se estressou no trabalho e sem querer "descontou" em quem se ama? Quem nunca fez cena de ciúmes e depois se arrependeu? Ou futricou o celular alheio sem permissão? Que mulher um dia não se arrumou toda e esperou um elogio que não veio? Quem nunca fez nada disso, não amou, não errou, não viveu! Porque amar vai além de lágrimas derramadas, decepção ou sorrisos ganhos. Amor é se entregar, se permitir errar e perdoar dia-a-dia. Por isso, menina, não ouça essas tolas regras sobre o amor! Construa as suas próprias e vá ser FELIZ!"
"'Querendo dizer que não, que agora não, que desse jeito não, que assim não, que não mais, quem sabe nunca.' 'De repente a gente se encontra numa esquina, num outro planeta, no meio duma festa ou duma fossa, a gente se encontra, tenho certeza.' 'Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente.' 'Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.' 'Uma vontade de chegar perto, de só chegar perto, te olhar sem dizer nada, talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas… Dizer que te considero e que hoje, só por hoje ou a partir de hoje de ontem, de sempre e de nunca), é sincero.' O sol brilha tanto lá fora, o céu tá tão azul e a vida tão divertida que não vale a pena lamentar! Porque já não temos mais idade para, drasticamente, usarmos palavras grandiloquentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."
"Relaxa baby e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. “E cansou de tempestades... abriu a janela, pra ver o sol sair no céu!” Que comece agora e que seja permanentemente essa vontade de ir além do que me espera." Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio – viria? virá? – e minto não, já não preciso. O fim do inverno levou as amarguras e tudo se renovou... Lembro dos sorrisos, das conversas, dos divãs, dor hormônios, de tudo… e me dá uma saudade irracional de você. Uma vontade de chegar perto, de só chegar perto, te olhar sem dizer nada, talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas… dizer que te considero "Gosto das tuas notícias e do teu feeling. Claro, claro que vem. O amor tá solto no ar de setembro… Ando cheio de fé." Aumente o volume. Ou desligue para sempre, você me entende? Você vê? as pedras parecem luas também. Ou estrelas, ele diz. Chão de estrelas. Vamos pisar nos astros distraídos? Ele ri". "Eu olho para você e tenho tanta, mas tanta alegria em saber que você existe"! Estou cada vez mais bossa-nova, espiritualmente sentado num banquinho, com o violão no colo. Deus, como eu quero paz. Mas no final o que importa é o que tem que ser, joga a alma, bota fé e não deixa o sonho morrer. "Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa (...) ...quero adoçar tua vida" Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo. (. . .) É de minha responsabilidade não ficar triste, não deixar ninguém me magoar, não deixar que nada de ruim me aconteça porque você me ama e não aguentaria. Claro que me cuido, nem precisava pedir. Te cuida, dissera ele. E eu ouvi como se fosse um te amo. Ando assim, descontínuo, exaltado, mas sempre com carinho por você. Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e recadinhos bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone… Menino, menino, tenho uma ternura enorme por você —e para mim é muito difícil isolar essa ternura da razão. Do teu dia, quase não sei, mas sei do teu labirinto em ti."