"Fecha teus olhos, me dê a mão. Faz de conta que não existe distância. Só pro meu tolo coração acreditar. E pedir à nostalgia que pare de formular regras. Que feche os olhos e sinta. Somente. Cada palavra sua pulsar em minha alma. A dor da saudade me acalma, porque ainda que seja dor, é melhor que a da solidão. Todo medo foi embora, e eu posso respirar enfim. Por favor, fecha teus olhos, me dê a mão. Faz de conta comigo. Deixa eu sentir tua respiração, teu riso, tua voz. A ausência da ausência. Canta baixinho nossa música enquanto caminha. Faça dessas palavras a minha presença. E espera..."
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Ver todas"Foi assim que você chegou, com as gotas da primeira chuva de primavera. Com a água que molha a terra, já castigada pela seca. Com a sensação deliciosa de respirar fundo o cheiro de terra molhada. Foi assim. Assim você chegou... para provar que a primavera, benção de Deus, faz renascer tudo no mundo."
"Quero saber. Do seu beijo. Seus olhos. Sua voz. Sua boca. Sua nuca. Seu coração. Ah, eu preciso saber. Que dia sua vida topa na minha. Que dia seus olhos seguirão meus passos. E minha imagem existirá em sua mente, em seus desejos, em seus sentimentos. A multidão passa. A passos lentos. Cansados. E a menina insiste em procurar. Reluta em meio ao passado. Contra seus próprios medos. Insiste em acreditar. Na sua voz calma. Suas mãos. Seu cheiro. Seu sentimento. Sua imagem desconhecida. E a tua ausência me move. Mesmo sem saber quem é você..."
"Vamos fazer de conta. Que o beijo vai ser como a gente imaginou que ia ser. Sem meias palavras. Sem silêncios pertubadores. Só a doce ausência da saudade. Sentir o mesmo vento bater no rosto. Caminhar nas mesmas calçadas. E perceber que o sentimento faz sentido, enfim..."
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