"Estranha arte, a de morar sozinho. Arte dos adiamentos eternos e das conversas com a geladeira. Arte de ter fome e não ter nada no armário. De chegar cansada em casa e dormir de calça jeans e tudo. De não ter quem te cuide quando estás com febre. De ter somente água na geladeira. E uma única toalha limpa. De chorar baixinho enquanto toma banho. Arte de ligar a TV pra não ficar no silêncio. E de ficar quietinha ouvindo o barulho lá fora. Dolorida arte, doce arte, estranha arte. É exercitar a loucura de nascer todos os dias no tempo. É caminhar entre os meses como quem chuta pedras no chão. E a campainha - a campainha continua quebrada."
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Ver todas"A doce arte de esperar. Porque além do que se vê, a vida não tem pressa. A vida pede calma. Os laços e sentimentos brotam. Devagar, como o novo dia nasce... E tem que se ter paciência, para enfim, sentir o verdadeiro amor."
"As palavras são concretas demais. Elas permanecem aqui, ainda que os sentimentos passem. Ainda que eles pereçam. Ainda que não façam mais sentido. No exato momento em que as coloco aqui, elas tomam o mundo. Me definem. Me torturam. Me salvam. Me aliviam. Travam uma batalha constante com meus sentimentos que teimam em correr de lá pra cá, como criança traquina. As palavras ficam. Contra a minha própria vontade. Na esperança, de que um dia, quem sabe, voltem a fazer sentido."
"Relaxa baby e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. “E cansou de tempestades... abriu a janela, pra ver o sol sair no céu!” Que comece agora e que seja permanentemente essa vontade de ir além do que me espera." Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio – viria? virá? – e minto não, já não preciso. O fim do inverno levou as amarguras e tudo se renovou... Lembro dos sorrisos, das conversas, dos divãs, dor hormônios, de tudo… e me dá uma saudade irracional de você. Uma vontade de chegar perto, de só chegar perto, te olhar sem dizer nada, talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas… dizer que te considero "Gosto das tuas notícias e do teu feeling. Claro, claro que vem. O amor tá solto no ar de setembro… Ando cheio de fé." Aumente o volume. Ou desligue para sempre, você me entende? Você vê? as pedras parecem luas também. Ou estrelas, ele diz. Chão de estrelas. Vamos pisar nos astros distraídos? Ele ri". "Eu olho para você e tenho tanta, mas tanta alegria em saber que você existe"! Estou cada vez mais bossa-nova, espiritualmente sentado num banquinho, com o violão no colo. Deus, como eu quero paz. Mas no final o que importa é o que tem que ser, joga a alma, bota fé e não deixa o sonho morrer. "Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa (...) ...quero adoçar tua vida" Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo. (. . .) É de minha responsabilidade não ficar triste, não deixar ninguém me magoar, não deixar que nada de ruim me aconteça porque você me ama e não aguentaria. Claro que me cuido, nem precisava pedir. Te cuida, dissera ele. E eu ouvi como se fosse um te amo. Ando assim, descontínuo, exaltado, mas sempre com carinho por você. Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e recadinhos bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone… Menino, menino, tenho uma ternura enorme por você —e para mim é muito difícil isolar essa ternura da razão. Do teu dia, quase não sei, mas sei do teu labirinto em ti."
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