"Há dias em que me perco. Vago em mim em busca de respostas. Que não são simples como parecem. Minha alma pesa. Minhas costas doem. O peso das decisões. O peso dos dias que deixo passar. O peso das pessoas que deixei para traz. O peso das dúvidas que me corroem. O peso das contas. E peço a Deus para que a dor vá embora."
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Agda Yokowo
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Frases - Página 4
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"A busca cessou-se. Enfim. Meus olhos podem fechar-se com calma. Minha cabeça pode recostar-se. Minha mão pode descansar na tua. Meu coração pode bater levemente. E minha alma pode retirar a antiga placa. Porque nos teus braços eu sinto gosto de paraíso. Gosto de pra sempre. Como nunca o meu faz-de-conta imaginou que ia ser."
"O que eu quero agora é achar respostas pras lágrimas que caem quietinhas embaixo do chuveiro. E pra dor que se sente quando se olha para o lado. Para o silêncio. Para o espaço ao meu lado enquanto caminho. E para o telefone que insiste em não tocar. Eu preciso de respostas, porque meu nome é egoísmo e o centro do mundo é o meu umbigo."
"É como deitar na rede, olhar o céu. Debaixo deste mesmo céu, estamos. Este céu que abriga todas as pessoas do coração da menina. E então, aqui, agora, faz de conta que não existe distância. E daí, nada mais importa. As metáforas fazem cosquinhas na sua cabeça. E seus olhos fazem poesia da vida. Sem o dever de ser tristeza ou alegria..."
"Pelo caminho fui tentando acertar. Deixei pistas, sorrisos, lágrimas e palavras. Tentei dançar sem me preocupar. Tentei voltar mesmo sabendo que não era possível. Tentei viver o sonho de uma simplicidade perdida. Tentei amar sem medida. Se este é o modo certo, não sei. Só sei que esta é a forma mais bonita que inventei para minha própria vida."
"Reservei o que há de melhor em mim para o amor. Reservei dores e decepções. Antigos amores incompreendidos. Velhas lágrimas que escorreram sem minha permissão. Reservei aquele elogio que não veio. Aquele atraso no primeiro encontro. Aquele ciúme desmedido. Aquele convite para o cinema que não aconteceu. Reservei o que há de melhor em mim, e enfim, me sinto pronta para o amor."
"As palavras não têm sentido. Não são sentidas pela tela fria. Nem pelo papel em branco. Nem ao menos por aquele que as lê. Não procure sentido, pois não há. Não há no que se vê. Não há no que se pega. Há no que se sente. No que se vive e se tenta escrever. Essas palavras são poucas. São vazias São frias. Eu tento juntá-las, tento apenas. Só porque eu não gosto do silêncio e não consigo suportar guardá-las aqui... ... dentro de mim."
"Se você tem um amigo, desses que enxugam as lágrimas. Que faz bobeiras só para te ver sorrir. Que diz que vai encher de pancada quem te fizer sofrer. Que dança abraçadinho sem malícia. E passa horas ouvindo suas lamentações e no final faz piada de tudo. Desses que acreditam que uma boa pizza e coca-cola podem consertar todos os seus problemas. Não deixe ele ir. Porque os amores passam, o dinheiro vai, mas o verdadeiro amigo estará sempre ao seu lado."
"A menina sempre reza. Baixinho. Embaixo do chuveiro. Pedindo para acreditar que suas preces são ouvidas. Para a vida deixar de querer ser cinza. Para o travesseiro deixar de ser seu único companheiro. Para a tela deixar de ser o único meio. Para as palavras terem vontade de ser mais alegres. Pede para o fardo ser mais leve. Pede para a cabeça deixar de ser dura. E para o coração parar de insistir em se contradizer. Ela reza. Baixinho. Tem medo. De falar sozinha, sempre."
"As palavras são concretas demais. Elas permanecem aqui, ainda que os sentimentos passem. Ainda que eles pereçam. Ainda que não façam mais sentido. No exato momento em que as coloco aqui, elas tomam o mundo. Me definem. Me torturam. Me salvam. Me aliviam. Travam uma batalha constante com meus sentimentos que teimam em correr de lá pra cá, como criança traquina. As palavras ficam. Contra a minha própria vontade. Na esperança, de que um dia, quem sabe, voltem a fazer sentido."
"Tem certas coisas que eu tenho medo de escrever. De escrever e de falar em voz alta. Porque tenho medo de minhas próprias dúvidas. E de minhas convicções abaladas. Tenho medo de perder as certezas que um dia tive... E de ver meus principios fazerem eco na escuridão. De perder o chão. ... Porque no exato momento em que me deito, as dúvidas preechem minha falta de sono. E me fazem doer a cabeça. E pedir ao relógio que pare. Ao mundo que silencie. E à vida que espere: porque a menina, agora, está perdida..."
"Quero saber. Do seu beijo. Seus olhos. Sua voz. Sua boca. Sua nuca. Seu coração. Ah, eu preciso saber. Que dia sua vida topa na minha. Que dia seus olhos seguirão meus passos. E minha imagem existirá em sua mente, em seus desejos, em seus sentimentos. A multidão passa. A passos lentos. Cansados. E a menina insiste em procurar. Reluta em meio ao passado. Contra seus próprios medos. Insiste em acreditar. Na sua voz calma. Suas mãos. Seu cheiro. Seu sentimento. Sua imagem desconhecida. E a tua ausência me move. Mesmo sem saber quem é você..."