"'Querendo dizer que não, que agora não, que desse jeito não, que assim não, que não mais, quem sabe nunca.' 'De repente a gente se encontra numa esquina, num outro planeta, no meio duma festa ou duma fossa, a gente se encontra, tenho certeza.' 'Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente.' 'Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.' 'Uma vontade de chegar perto, de só chegar perto, te olhar sem dizer nada, talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas… Dizer que te considero e que hoje, só por hoje ou a partir de hoje de ontem, de sempre e de nunca), é sincero.' O sol brilha tanto lá fora, o céu tá tão azul e a vida tão divertida que não vale a pena lamentar! Porque já não temos mais idade para, drasticamente, usarmos palavras grandiloquentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."
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Ver todas"Reservei o que há de melhor em mim para o amor. Reservei dores e decepções. Antigos amores incompreendidos. Velhas lágrimas que escorreram sem minha permissão. Reservei aquele elogio que não veio. Aquele atraso no primeiro encontro. Aquele ciúme desmedido. Aquele convite para o cinema que não aconteceu. Reservei o que há de melhor em mim, e enfim, me sinto pronta para o amor."
"Por favor, fecha teus olhos, me dê a mão. Faz de conta comigo. Deixa eu sentir tua respiração, teu riso, tua voz. A ausência da ausência. Canta baixinho nossa música enquanto caminha. Faça dessas palavras a minha presença. E espera..."
"Há dias em que me perco. Vago em mim em busca de respostas. Que não são simples como parecem. Minha alma pesa. Minhas costas doem. O peso das decisões. O peso dos dias que deixo passar. O peso das pessoas que deixei para traz. O peso das dúvidas que me corroem. O peso das contas. E peço a Deus para que a dor vá embora."
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