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"Sem um último beijo, um último abraço, um último sorriso. Assim foi o nosso fim. Sem vontade, sem escolha e sonhos contidos. Assim foi o nosso fim... E o nosso fim. Sem motivos! Mas porque? Simplesmente porque assim o destino decidiu? Simplesmente pq planejava pregar uma peça em alguém e nos escolheu? Onde estávamos quando atravessamos o caminho desse Travesso Destino? Pq nós? Andamos diferentes, sorrimos diferente...? Será que não era possível enxergar que éramos felizes juntos, mesmo que ainda a felicidade apenas de longe sorrisse para nós, apontando um caminho glorioso? Pq o destino tapou nossa visão e nos fez caminhar por estradas distintas? Pq ele não nos fez sentir a tempo que estava muito quente ou muito frio, que precisávamos um do outro, de um ombro amigo, de braços, de abraços, daqueles sorrisos, daqueles sonhos...? Pq apenas hoje nos abrimos com sinceridade para o mundo, recuperamos os nossos sentidos, percebemos as feridas, reconhecemos as dores e também as necessidades, enquanto o destino ao nosso lado caminha, olhar travesso, sorriso sereno...? Ele sabe que a distância já se fez grande e que não mais conseguimos voltar... Nem para o último beijo, o último abraço, o último sorriso."

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"A saga do vilão É, ando mesmo sem sorte no amor. Já não bastasse a minha dificuldade, tem que ter alguém pra atrapalhar, jogar areia na parada... Mas é assim, não tenho muito medo das pessoas, mas do que elas são capazes, e numa dessas descobri que nem todo mundo é vacinado; macaco velho, sabe como? Pois é, a vida é cheia desses vilõezinhos de quinta categoria, gente que sabe quem tá e quem não tá preparado para o bote, que não é difícil perceber quem é que eles escolhem pra envenenar. É sutil como uma serpente, e venenoso tanto quanto, mas não estou aqui pra falar do vilão, mas de mim. Eu me apaixonei nesses dias, de verdade, que apostei, mas perdi. Não por erro meu, ou por circunstâncias, mas por dedo alheio no angu, se é que você me entende... E agora? Não posso fazer nada? Não, não posso, foi game over. E ele, o vilão, ganha? Sim, ele ganha, ele ganha os meus amigos, a minha solidão, ele ganha tudo... Mas nas minhas histórias o vilão não se dá bem no final. E o final está por vir."

"Não poderia eu viver de mentiras, de máscaras e interesses. Não sou assim, não piso em ninguém pra conseguir o que eu quero. Ainda acho que o talento fala mais alto e que o sentimento move o mundo. E por mais que eu sofra e me decepcione com as pessoas, continuo querendo que seja assim. Amo intensamente, sou amada, tenho sempre a quem recorrer. E não tenho pena de quem não tem. Desculpa, mas eu não caio nessa. O fulano pode tentar, mas não me derruba, por que não sabe por onde me pegar: o que é fundamental pra ele, é insignificante pra mim. E eu quero que se f***! Vou ser feliz e já volto."

"Eu queria ser menos intensa, menos inconstante e menos urgente. Por que pra mim, todas essas bobagens cotidianas são coisas urgentes e definitivas. E eu choro, sofro e me descabelo como se fosse a última das samaritanas na terra. Falo como se tudo fosse muito grave. Sofro por que não tem outro jeito e a vida é assim e uma hora eu aprendo a não ser tão manteiga derretida. A verdade é que depois de tudo isso eu penso por cinco minutos e vejo que tudo não passa de um drama. Não é proposital, mas minha vida é um drama. Eu choro demais, penso demais, analiso demais e quando eu percebo, tenho o maior trabalhão pra consertar tudo. Por tudo isso eu queria pensar menos, me deixar levar pelos momentos e sorrir quando não houvesse caminho disponível. Mas não dá. Eu preciso chorar sempre. Eu preciso sentir tudo ao mesmo tempo e me sentir a mais confusa e culpada criatura da terra. Eu preciso falar todas as loucuras que se passam nessa minha cabecinha de vento pra depois de dez minutos ver que não é nada daquilo e que eu me deixei, de novo, levar pelo calor momentâneo da minha dramaticidade visceral. É tudo visceral. O amor, a paixão, a loucura, a vontade e a não-vontade. As dúvidas pulam na frente dos meus olhos e me fazem imaginar todo o tipo de coisas. Principalmente as impossíveis. E mesmo quando todo mundo já se acostumou com as minhas viagens mentais, eu chego à conclusão de que eu cansei. E faria bem se pudesse ir morar no Alaska, sozinha, pra ser visceral assim apenas com os poucos esquimós que quisessem ver a minha cara inchada. Por que tem horas que até eu mesma fico cansada de conviver comigo."

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