"A saga do vilão É, ando mesmo sem sorte no amor. Já não bastasse a minha dificuldade, tem que ter alguém pra atrapalhar, jogar areia na parada... Mas é assim, não tenho muito medo das pessoas, mas do que elas são capazes, e numa dessas descobri que nem todo mundo é vacinado; macaco velho, sabe como? Pois é, a vida é cheia desses vilõezinhos de quinta categoria, gente que sabe quem tá e quem não tá preparado para o bote, que não é difícil perceber quem é que eles escolhem pra envenenar. É sutil como uma serpente, e venenoso tanto quanto, mas não estou aqui pra falar do vilão, mas de mim. Eu me apaixonei nesses dias, de verdade, que apostei, mas perdi. Não por erro meu, ou por circunstâncias, mas por dedo alheio no angu, se é que você me entende... E agora? Não posso fazer nada? Não, não posso, foi game over. E ele, o vilão, ganha? Sim, ele ganha, ele ganha os meus amigos, a minha solidão, ele ganha tudo... Mas nas minhas histórias o vilão não se dá bem no final. E o final está por vir."
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Ver todas"SAUDADE DÓI MUITO Tem coisa pior do que o sentimento de saudade? A angústia de esperar, de lembrar de momentos, relembrar e imaginar que nunca vai ser igual ao que foi, que o destino é incerto... O sentimento da agonia, de querer estar perto novamente, de sentir novamente, de querer... a frustração de saber que existem coisas que são apenas... SAUDADE! Tem coisa que nem o tempo apaga... e que a saudade insiste em DOER..."
"SAUDADE DÓI MUITO Tem coisa pior do que o sentimento de saudade? A angústia de esperar, de lembrar de momentos, relembrar e imaginar que nunca vai ser igual ao que foi, que o destino é incerto... O sentimento da agonia, de querer estar perto novamente, de sentir novamente, de querer... a frustração de saber que existem coisas que são apenas... SAUDADE! Tem coisa que nem o tempo apaga... e que a saudade insiste em DOER..."
"Eu queria ser menos intensa, menos inconstante e menos urgente. Por que pra mim, todas essas bobagens cotidianas são coisas urgentes e definitivas. E eu choro, sofro e me descabelo como se fosse a última das samaritanas na terra. Falo como se tudo fosse muito grave. Sofro por que não tem outro jeito e a vida é assim e uma hora eu aprendo a não ser tão manteiga derretida. A verdade é que depois de tudo isso eu penso por cinco minutos e vejo que tudo não passa de um drama. Não é proposital, mas minha vida é um drama. Eu choro demais, penso demais, analiso demais e quando eu percebo, tenho o maior trabalhão pra consertar tudo. Por tudo isso eu queria pensar menos, me deixar levar pelos momentos e sorrir quando não houvesse caminho disponível. Mas não dá. Eu preciso chorar sempre. Eu preciso sentir tudo ao mesmo tempo e me sentir a mais confusa e culpada criatura da terra. Eu preciso falar todas as loucuras que se passam nessa minha cabecinha de vento pra depois de dez minutos ver que não é nada daquilo e que eu me deixei, de novo, levar pelo calor momentâneo da minha dramaticidade visceral. É tudo visceral. O amor, a paixão, a loucura, a vontade e a não-vontade. As dúvidas pulam na frente dos meus olhos e me fazem imaginar todo o tipo de coisas. Principalmente as impossíveis. E mesmo quando todo mundo já se acostumou com as minhas viagens mentais, eu chego à conclusão de que eu cansei. E faria bem se pudesse ir morar no Alaska, sozinha, pra ser visceral assim apenas com os poucos esquimós que quisessem ver a minha cara inchada. Por que tem horas que até eu mesma fico cansada de conviver comigo."
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