"Não poderia eu viver de mentiras, de máscaras e interesses. Não sou assim, não piso em ninguém pra conseguir o que eu quero. Ainda acho que o talento fala mais alto e que o sentimento move o mundo. E por mais que eu sofra e me decepcione com as pessoas, continuo querendo que seja assim. Amo intensamente, sou amada, tenho sempre a quem recorrer. E não tenho pena de quem não tem. Desculpa, mas eu não caio nessa. O fulano pode tentar, mas não me derruba, por que não sabe por onde me pegar: o que é fundamental pra ele, é insignificante pra mim. E eu quero que se f***! Vou ser feliz e já volto."
Temas Relacionados
Mais de ALIMDUL
Ver todas"A saga do vilão É, ando mesmo sem sorte no amor. Já não bastasse a minha dificuldade, tem que ter alguém pra atrapalhar, jogar areia na parada... Mas é assim, não tenho muito medo das pessoas, mas do que elas são capazes, e numa dessas descobri que nem todo mundo é vacinado; macaco velho, sabe como? Pois é, a vida é cheia desses vilõezinhos de quinta categoria, gente que sabe quem tá e quem não tá preparado para o bote, que não é difícil perceber quem é que eles escolhem pra envenenar. É sutil como uma serpente, e venenoso tanto quanto, mas não estou aqui pra falar do vilão, mas de mim. Eu me apaixonei nesses dias, de verdade, que apostei, mas perdi. Não por erro meu, ou por circunstâncias, mas por dedo alheio no angu, se é que você me entende... E agora? Não posso fazer nada? Não, não posso, foi game over. E ele, o vilão, ganha? Sim, ele ganha, ele ganha os meus amigos, a minha solidão, ele ganha tudo... Mas nas minhas histórias o vilão não se dá bem no final. E o final está por vir."
"E tudo que eu queria agora era que a gente voltasse a ser o que era antes. mas o “nós” acabou se perdendo em algum lugar do caminho e não conseguiu chegar até aqui. E eu não sei mais o que eu quero, nem o que eu não quero. Tudo mudou demais. Eu mudei demais e me tornei uma pessoa amarga e mimada. Você também mudou, e não sobrou nem a lembrança do que você era. E eu acho que daria pra voltar atrás se fizéssemos um esforço enorme. Mas não sei até onde isso seria bom. Ou até onde nós estaríamos realmente dispostos. E agora fica essa dor enorme, essa sensação de fracasso, de tempo perdido, de incapacidade. Até pra escrever."
"Eu queria ser menos intensa, menos inconstante e menos urgente. Por que pra mim, todas essas bobagens cotidianas são coisas urgentes e definitivas. E eu choro, sofro e me descabelo como se fosse a última das samaritanas na terra. Falo como se tudo fosse muito grave. Sofro por que não tem outro jeito e a vida é assim e uma hora eu aprendo a não ser tão manteiga derretida. A verdade é que depois de tudo isso eu penso por cinco minutos e vejo que tudo não passa de um drama. Não é proposital, mas minha vida é um drama. Eu choro demais, penso demais, analiso demais e quando eu percebo, tenho o maior trabalhão pra consertar tudo. Por tudo isso eu queria pensar menos, me deixar levar pelos momentos e sorrir quando não houvesse caminho disponível. Mas não dá. Eu preciso chorar sempre. Eu preciso sentir tudo ao mesmo tempo e me sentir a mais confusa e culpada criatura da terra. Eu preciso falar todas as loucuras que se passam nessa minha cabecinha de vento pra depois de dez minutos ver que não é nada daquilo e que eu me deixei, de novo, levar pelo calor momentâneo da minha dramaticidade visceral. É tudo visceral. O amor, a paixão, a loucura, a vontade e a não-vontade. As dúvidas pulam na frente dos meus olhos e me fazem imaginar todo o tipo de coisas. Principalmente as impossíveis. E mesmo quando todo mundo já se acostumou com as minhas viagens mentais, eu chego à conclusão de que eu cansei. E faria bem se pudesse ir morar no Alaska, sozinha, pra ser visceral assim apenas com os poucos esquimós que quisessem ver a minha cara inchada. Por que tem horas que até eu mesma fico cansada de conviver comigo."
Autores Populares
Em busca de mais sabedoria?


