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"Eu queria ser menos intensa, menos inconstante e menos urgente. Por que pra mim, todas essas bobagens cotidianas são coisas urgentes e definitivas. E eu choro, sofro e me descabelo como se fosse a última das samaritanas na terra. Falo como se tudo fosse muito grave. Sofro por que não tem outro jeito e a vida é assim e uma hora eu aprendo a não ser tão manteiga derretida. A verdade é que depois de tudo isso eu penso por cinco minutos e vejo que tudo não passa de um drama. Não é proposital, mas minha vida é um drama. Eu choro demais, penso demais, analiso demais e quando eu percebo, tenho o maior trabalhão pra consertar tudo. Por tudo isso eu queria pensar menos, me deixar levar pelos momentos e sorrir quando não houvesse caminho disponível. Mas não dá. Eu preciso chorar sempre. Eu preciso sentir tudo ao mesmo tempo e me sentir a mais confusa e culpada criatura da terra. Eu preciso falar todas as loucuras que se passam nessa minha cabecinha de vento pra depois de dez minutos ver que não é nada daquilo e que eu me deixei, de novo, levar pelo calor momentâneo da minha dramaticidade visceral. É tudo visceral. O amor, a paixão, a loucura, a vontade e a não-vontade. As dúvidas pulam na frente dos meus olhos e me fazem imaginar todo o tipo de coisas. Principalmente as impossíveis. E mesmo quando todo mundo já se acostumou com as minhas viagens mentais, eu chego à conclusão de que eu cansei. E faria bem se pudesse ir morar no Alaska, sozinha, pra ser visceral assim apenas com os poucos esquimós que quisessem ver a minha cara inchada. Por que tem horas que até eu mesma fico cansada de conviver comigo."

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"Sem um último beijo, um último abraço, um último sorriso. Assim foi o nosso fim. Sem vontade, sem escolha e sonhos contidos. Assim foi o nosso fim... E o nosso fim. Sem motivos! Mas porque? Simplesmente porque assim o destino decidiu? Simplesmente pq planejava pregar uma peça em alguém e nos escolheu? Onde estávamos quando atravessamos o caminho desse Travesso Destino? Pq nós? Andamos diferentes, sorrimos diferente...? Será que não era possível enxergar que éramos felizes juntos, mesmo que ainda a felicidade apenas de longe sorrisse para nós, apontando um caminho glorioso? Pq o destino tapou nossa visão e nos fez caminhar por estradas distintas? Pq ele não nos fez sentir a tempo que estava muito quente ou muito frio, que precisávamos um do outro, de um ombro amigo, de braços, de abraços, daqueles sorrisos, daqueles sonhos...? Pq apenas hoje nos abrimos com sinceridade para o mundo, recuperamos os nossos sentidos, percebemos as feridas, reconhecemos as dores e também as necessidades, enquanto o destino ao nosso lado caminha, olhar travesso, sorriso sereno...? Ele sabe que a distância já se fez grande e que não mais conseguimos voltar... Nem para o último beijo, o último abraço, o último sorriso."

"pra todo mundo a minha cara é de alegria porque ninguém tem nada a ver a com a minha dor o meu lamneto ninguem não pode dar jeito se todo mundo tem a marca de um amor"

"Meu dilema Eu choro. Choro porque no nosso jogo você sempre ganha, porque você me conhece mais do que eu queria e porque eu não sou e nunca vou ser prioridade na sua vida. Não é charme, amor, é realidade. Choro porque você não está aqui quando eu preciso nem quando eu quero, porque eu vejo você, de longe, e não posso me aproximar, porque eu tenho que disfarçar para o mundo o que eu sinto, minha tristeza, minha raiva, minha paixão. Entristeço-me porque você não é quem eu gostaria que fosse, porque não age como eu espero, e mesmo assim eu te quero. Porque você está sempre ocupado e/ou com problemas, porque me pede desculpas com a cara lavada, só para transferir a responsabilidade pra mim, e não porque está arrependido. Não sei se o que eu quero é tirar de vez você da minha vida eu tomar a sua de uma vez para mim. Não sei se, caso estivesse aqui agora, iria matá-lo ou amaria você. Não sei se você me faz bem ou mal, se, nesse momento, eu o amo ou odeio. Você sente falta, eu saudade. Você quer ver, eu ouvir. Você está longe, eu aqui. Você é inconstante, eu previsível. Você vive dois, eu às margens de um. Você se diverte, eu me incomodo. Você me quer, eu não quero querer você. Você tem tudo, eu quero você. Eu escrevi isso tudo, você não vai ler..."

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