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Natali Azevedo

Natali Azevedo

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Frases de Natali Azevedo

11 frases de Natali Azevedo

"Não consigo pensar em nada, que não seja viver. Não o melhor, mas tudo que há nessa vida. Eu quero o melhor, o pior, TUDO da vida, pois dou a vida tudo de mim. Não importa o quão lixo eu seja, nem o quão doentia seja minha mete, entrego isso ao mundo com uma sinceridade que não cabe no meu ser, tenho que dividir o que sou com o mundo. Eu sinto necessidade física de sugar tudo que está nesse planeta pra dentro de mim, e depois, depois que eu sugo o mundo, preencho todos meus espaços, transbordo-os. Explodo! Devolvo ao mundo tudo renovado, e quero mais, mais, eu quero sempre mais..."
"A culpa é sua, Deus! Que me deu sonhos muito Maiores do que eu. A culpa é sua, Deus! Todas mentiras que Fizeram-me acreditar... Que eu encontraria alguém Que eu saberia amar. A culpa é sua, Deus. Precisava ouvir sua voz. Abraçar-te inteiro Conversar a sós. A culpa é sua, Deus. Que me inveja porque Tenho fim. E depois do fim, De poucas lágrimas Mal choradas, Vem o NADA. A dádiva de não ser lembrada. Sinto muito, Deus Se seu nome eternamente Será clamado! Sem descanso, nem pausa. Você nunca é perdoado. A culpa é sua, Deus. Mas tudo bem. Você nem tem para quem chorar. Chore pra mim, Deus. Eu saberei te perdoar"
"Tenho sede, a todo o momento. É uma sensação estranha de querer ter o que não se pode, ou se pode, mas não se sabe que pode. Não saber que “se pode uma coisa”, é o mesmo que não pode-la. Se você não sabe que pode andar, não anda, se você não anda não corre. Penso que talvez seja assim com a vida. É por isso que eu tenho sede. Sede de descobrir todas as coisas, coisas infinitas que eu posso fazer e ainda não sei. Quantas coisas maravilhosas deixam de ser feitas nessa vida por que nós não sabemos que podemos fazê-las, ou pior, porque nos dizem para não fazê-las. Eu não tenho nada haver com Deus, com a moralidade que criaram, com os bons costumes que foram inventados, portanto, isso não existe para mim. Só as coisas que eu imagino existem para mim, e eu só imagino as coisas que eu quero, e se eu quiser, posso imaginar o mundo do meu jeito,com minhas cores, minhas formas. E que tudo de doentio e assustador que houver no mundo, venha de mim, só de mim. Porque o meu mundo não será de nenhum jeito se não do meu jeito."
"QUE O AMOR Que o amor seja paciente e jamais aprisione, Que seja terno, doce e sutil, Que seja amigo, companheiro e leal. Que o amor seja gostoso como deve ser E que não seja nada que ele não é. Que o amor conquiste aos poucos bem devagarzinho Que seja sábio e verdadeiro para conquistar sem jamais possuir Que o amor nunca peça para o outro ficar se ele não quiser, Que não se confunda com carência, ciúme, egoísmo ou medo da solidão, Nem justifique nada de ruim que aconteça no mundo. Que nunca obriguemos o amor a amar Que o amor que sentimos se transforme na felicidade de outro alguém Que seja prazeroso e divertido, caso contrário, que não se chame de amor. Que não se chame de amor achar que o outro é perfeito, Ou se achar perfeito para o outro. Que não se chame de amor privar o outro das coisas que o fazem feliz, Que não se chame de amor se privar da própria felicidade na tentativa de fazer o outro feliz. Que não se chame de amor desistir de si mesmo, só porque o outro nos conforta da nossa própria ausência. Que o amor não busque no outro o que falta em nós. Que ofereça ao outro o que de melhor sobra em nós. Que o amor sempre sobre, mesmo que sobre sozinho. Que o amor sempre convide, nunca obrigue. Que quando acabar, o amor encontre a porta aberta para ir embora Que quando renascer, encontre novas portas abertas para voltar, E que quando as portas estiverem fechadas O amor entenda e não tente pular a janela, Pois, as portas certas estarão sempre abertas."
"Planetas Ela não sabia amar, só sabia que queria. Acho que é porque quando a gente ama de verdade, nunca tem certeza, apenas desconfia (mesmo que no fundo tenha certeza). Ter certeza que amamos alguém quando se é jovem, exige responsabilidade demais (tanto para quem ama, quanto para quem é amado), mas amor, amor é quase sempre irresponsável. Um dia, olhando fundo nos próprios olhos, ela conseguiu ver todas as cores bem de perto. Seus olhos pareciam um pedaço de terra. Eram a superfície de um novo planeta. Foi quando ela percebeu que todo mundo carrega um planeta nos olhos e que cada um sabe o que vê do seu planeta. E só cada um sabe o que vê do seu planeta. De vez em quando, quando ninguém está vendo nem Deus está ouvindo, os planetas choram sozinhos (é quando eles mais se parecem). O planeta dela tinha uma vista linda, mas quase sempre confusa demais. De qualquer forma, era lindo. Do planeta dela, as cores no céu eram sempre vivas, e a música sempre alta. O resto do mundo dançava, mesmo sem perceber, o resto do mundo dançava. Chegava a doer de tão bonito. Mas nem tudo era tão bom assim... Quando ninguém estava vendo, nem Deus ouvia, seu planeta congelava. Não tinha mais cor, nem som, nem gosto. Só o planeta congelado e uma saudade enorme de um lugar que não existia. Você já sentiu saudade de um lugar que não existe? De um abraço que não recebeu? De uma música que nunca ouviu? Ela sim. Ela sempre sentia. Até que um dia, como nunca se espera, ele surgiu de longe, estranho, fora de contexto. Carregava nos olhos um planeta que ela não entendia, mas que de certa forma matava um pouco da saudade que ela sentia daquele lugar que nunca tinha ido. Deve ser por isso que ela quase sempre o procurava. Depois que um planeta descobre outro, nunca mais é a mesma coisa. Dá vontade de saber como é a vista daquele novo lugar. Dá vontade de ser a melhor vista daquele lugar. Mas no caso dela, talvez fosse só saudade. Ele dizia coisas que faziam ela rir. Ou não dizia nada, mas sem ter o que dizer, ela também ria. Ela sempre ria dele. Ele a incomodava de um jeito estranho (de um jeito quase bom). Na hora de ir embora dava sempre uma tristeza, porque os dois sabiam que no fundo eram apenas dois planetas diferentes. Da última vez que ela foi embora, a tristeza foi maior do que de costume. Talvez ela não volte mais tarde. Antes de ir ela sentiu medo, um nó, que de tanto espremer o coração fez molhar aquilo, que bem de perto parecia um pedaço de terra(parecia outro planeta), mas na verdade eram apenas dois olhos. Ela queria dizer que ao encontrar ele teve a sensação de matar a saudade de um lugar desconhecido (mas que mesmo antes de se conhecer, já se sentia falta). Ela nunca vai conhecer bem esse lugar, mas vai continuar sentindo saudade dele. Ela não sabia amar, só sabia que queria. Acho que é porque quando a gente ama de verdade, nunca tem certeza, apenas desconfia (mesmo que no fundo tenha certeza). Foi quando ela percebeu que todo mundo carrega um planeta nos olhos e que cada um sabe o que vê do seu planeta. E só cada um sabe o que vê do seu planeta. O planeta dela tinha uma vista linda: as cores no céu eram sempre vivas, e a música sempre alta. O resto do mundo dançava, mesmo sem perceber, o resto do mundo dançava... A vida é sempre uma história mal terminada, porque ela nunca termina até terminar..."