"O Ciclo A calmaria da noite agitada não me deixa dormir São tantos conselhos internos que chego a explodir E encontro minhas maneiras que só agora aprendi. Ela se revelará nas noites tranqüilas Com um diálogo bonito cheio de ternura Que lhe tocará a alma e entregar-se-á. "Após dois séculos diários a demora sai de cena e os corações se encontram. Tadinhos! Estão cansados". Então, sendo assim, a rosa que acalanta Deixa seus espinhos secos Em cima de algo que você esquecera de lembrar. Seu coração passeou sozinho e submisso Ele não foi capaz de retratar um rosto e guardar, Esqueceu as poucas feições ontem à noite Quando saiu e começou tudo de novo."
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Keidy Lee Jones
47 pensamentos
Frases - Página 4
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"Melancolia O arbítrio me cerca A realidade é a mesma Fico sozinha curtindo minha melancolia É livre, é preso, só, seco. O que posso fazer? Como um pássaro sem destino Curto ou longo, Momentos sós, a sós Não quero ficar, também não quero ir A dúvida existe, então pra que mentir? Quero um talento Só eu não quero, não posso Só quero viver Já nem quero mais Nada muda, as mudas são as mesmas A hora, o canto é anacrônico. Os sorrisos, os choros e o mundo É a vida, a gente entende e fica Preso, solto, o rio corre solto Da forma que a vida corre ou não corre A tristeza acontece O oposto do seu sorriso E a gente nem entende, aceita; Nem se conforma, mas fica."
"O Mestre Há cem anos indaguei um mestre Queria saber o que é sentir E, sair de minha vida anestesiada Longa demais em um só dia. Ele esperou o inverno chegar E o frio acalentar minhas vestes suadas Levou-me a ruas calmas, O mundo estava calado Só se ouviam suspiros raramente Quando até as matas se fechavam. Ele segurou minha mão E mortalmente intactos Escutamos um barulho inebriante do inexpressivo, Das pessoas paradas nas ruas desertas, Dos pingos de chuva Que insistiam em lavar minha alma E, em me dizer: você está vivo. Escutamos o puro inocente barulho do mundo Que não conseguia calar, Pois suas paredes riscadas insistiam em me comunicar. Entrara em mim. Senti."
"Rígida Justiça Passeando por entrelinhas Hoje estão rígidas, Quando as vi pareciam mais fracas. Ontem quando te vi Tentei consertar suas roupas rasgadas Meus nervos e minhas mãos Tremiam em plena harmonia, Não é crime chorar Estava me matando para agradar. Escorreguei com a agulha Até lhe furar Não foi por querer Por isso não foi crime. Palavrinhas destroçadas Assim como suas feridas Expostas sem expectativas De um dia curarem. Rodeando toda a lua Não há como se refrescar A agonia da agulha Até agora dilacera Seus errinhos que acabei de perdoar. Não, não foi por querer E, também não foi crime As paredes ameaçam desabar, Por sobre nossas enevoadas barracas de papel Não, não é crime."
"O Mestre (leia em: keidylee.blogspot.com) Há cem anos indaguei um mestre Queria saber o que é sentir E, sair de minha vida anestesiada Longa demais em um só dia. Ele esperou o inverno chegar E o frio acalentar minhas vestes suadas Levou-me a ruas calmas, O mundo estava calado Só se ouviam suspiros raramente Quando até as matas se fechavam. Ele segurou minha mão E mortalmente intactos Escutamos um barulho inebriante do inexpressivo, Das pessoas paradas nas ruas desertas, Dos pingos de chuva Que insistiam em lavar minha alma E, em me dizer: você está vivo. Escutamos o puro inocente barulho do mundo Que não conseguia calar, Pois suas paredes riscadas insistiam em me comunicar. Entrara em mim. Senti."
"Êxtase Descrito Já experimentou calar hoje à noite? Cruzar seus dedos, Abrir um livro que lhe cause êxtase? Molhar a pena com tinta vermelha, Escrever o que te sufoca. É engraçado. Sempre há algo Novo a revelar. Não consigo manipular todo o psicológico. Ninguém percebe que na verdade Pouco sabem sobre mim. Até eu. Custo a me entender. Às vezes chego a desistir. E a pena? Já molhou? Não, não acredito que está me dizendo essa bobagem, Algo te sufoca sim. Já se declarou hoje? Eu sei, como telepatia. Sei que ama. É mentira? Não. Você sabe que não. Experimenta desafogar. Ou afogar, como queira Afogar seus desamores e, Tentar entender seu eu. Talvez passe a noite tentando, Certamente prefere passar a noite sonhando."
"Ao meu amor Por você roubaria os anéis de Saturno; Gritaria para o mundo ouvir o que você quer escutar; Faria loucuras; No céu pegaria sua estrela favorita, você é uma estrela; E, por que as pessoas dizem que se pudessem escolher quem amar, amariam outro ser? Eu amo amar você, minha cabeça não escolheu isso, foi meu coração. Se eu pudesse escolher quem amar, você eu escolheria; Você tem nos olhos a beleza da vida; Tem na mente, sonhos bons e reais; Tem no coração o sentimento mais belo. Se eu nascesse mil vezes, mil vezes te amaria. Você enxerga em minha mente tudo o que eu ainda não declarei; Enxerga em meu coração, versos ainda não recitados; Enxerga em minha alma meu grande amor por você. Por você eu nem sei mais o que eu faria, mas faria! Por você eu nem sei mais o que diria, mas diria."
"O Moço da Esquina Eram seis e meia da manhã, ele estava se aprontando para o trabalho quando de repente escutou lá de fora algo que lhe chamou atenção. Ainda não dedilhou aquelas palavras como deveria e até como desejaria, mas algo em seu mundo parou e andou rapidamente, ele tentara acompanhar, mas de nada adiantava seu sentimento de perda e ganho. Trabalhou introspecto querendo ainda ter o pouco de nada ter. Queria ter o dom, a beleza que jurava estar na casa do vizinho. Ele queria mudar até o dia em que percebeu que não se entenderia de forma alguma. E continuou a viver com o peso silente de existir. Ainda não me contou o que aconteceu, ainda não sei o que havia escutado. Mas ele queria mudar o mundo e de tanto tentar acabou sendo modificado pelo mundo, mas não sobreviveu a tal e voltou a fazer do desentendimento seu fiel companheiro."
"Eu Nem Sei. Sou Leiga Eu já nem sei mais no que pensar, Eu nem sei porque insisto em procurar meus amores, Já que os encontro todos os dias E os perco todos dias. Amo cinco ou dez vezes no mês, Sabendo que nunca vou amar de verdade, nem quero. Ou talvez já ame, porque eu sei que quanto mais o tempo passa Mais você é única para mim. E que não importa quantas pessoas eu ame na vida Quantas eu conheça em um mês, Nenhuma delas me tocará como você, Nenhuma delas me fará sentir as certezas que você tem. E eu sei que cada dia fica mais difícil E, às vezes fico incrédula quanto a você Mas um dia talvez aconteça, ou não. Independente de tudo eu te amo. E eu acordo todos os dias sabendo disso. É por isso que eu não falo ‘eu te amo’ aos meus amores Porque só você é dona de mim Faço minha as palavras do poeta: “Se eu tivesse 30 segundos de vida Queria passar olhando nos seus olhos”."
"Contemporaneidades (keidylee.blogspot.com) Não gosto de pessoas, das multidões, Tampouco fazer amigos. Eu detesto fazer amigos! São poucos os que conseguiram quebrar minha barreira. Bem poucos. Poucos mesmo. Meu quarto, minha caneta e papel me bastam. Não gosto de conversas para conhecer pessoas, Perguntas bobas, convites... Não gosto de pessoas. Eu detesto coisas contemporâneas, Causam-me um nojo enorme Prefiro beber vinho, ler e fingir que vivo no ano um. Minha vida passada foi no ano um. E quando conversam comigo pela primeira vez, Rolam duas ou três palavrinhas de minha parte, O restante é observação, não das pessoas, mas do complexo. Nunca uma pergunta! Detesto responder e fazer perguntas de pessoas que nunca vi. E são perguntas bobas, cansativas. - O que gosta de fazer? Ah! Eu não gosto de responder. Poucos conseguem sobreviver ao pouco diálogo E ainda sim gostar de mim. Eu detesto fazer amigos. Eu gosto de coisas diferentes, Detesto as pessoas que me agradam por conveniência. Amigos são bem poucos, Os que realmente confio são meus amigos."
"A Razão de Nossas Vidas (keidylee.blogspot.com) Lá do alto das montanhas Sejamos firmes – alguém gritou. Friamente sinto um toque Algo desandou. Cumpria com paixão Cada ordem recebida Sim, estamos em busca, Da razão de nossas vidas Decifrando mapas Atrás de novas conquistas Às vezes esquecendo das velhas Que no passado nos livrara da guilhotina. O capitão havia esquecido as trilhas Caminhar com o coração, é essa nossa ida Atrás de alimentos que matem, toda a dor da partida Sejamos fortes – novamente o capitão gritou Nada vai nos parar enquanto houver vontade Aqui é nosso lugar, Novamente preocupados Pois tudo se perdeu. Um bando ameaça: – Rendam-se ou morram! Isso ainda não se ouviu Devemos continuar tentando Pois nada sucumbiu. Não me entrego, Não me entristeço Com a ira dos dragões Somos tão pequeninos Mas nossa coragem se entrelaça Com um desejo insano de vencer Enfrentamos mil ladrões Levantar é preciso quando o sol amanhecer Nem que amanheça dormindo E acorde quando o dia escurecer. É de onde sai toda a raça, Razão de nossas vidas Pois preferimos morrer a nos render A eternidade de nossas feridas."