"Deformação Cósmica De tudo que resta em espaços, Um profundo e raso poço de saudades faz-se alvo para tantas amarguras. Tenho só estrelas como testemunhas. Quebrei todos os cantos e perfurei apenas os vazios. Luas douradas me enchem de sorrisos. Estrelas decadentes de um céu, apenas como cenário, que se desmancha e retorna ao encanto quebrado. Te vejo dançante entre nebulosas mas teu vestido é de pedra Me estreito na doçura que tinhas, e como amargo te sinto agora Deixastes rastos perfumados, apenas como rastos Mas todo o infinito se finda e como passagem são apenas galáxias de vaidades vãs. Jaak Bosmans"
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Jaak Bosmans
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Frases - Página 23
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"Deformação Cósmica De tudo que resta em espaços, Um profundo e raso poço de saudades faz-se alvo para tantas amarguras. Tenho só estrelas como testemunhas. Quebrei todos os cantos e perfurei apenas os vazios. Luas douradas me enchem de sorrisos. Estrelas decadentes de um céu, apenas como cenário, que se desmancha e retorna ao encanto quebrado. Te vejo dançante entre nebulosas mas teu vestido é de pedra Me estreito na doçura que tinhas, e como amargo te sinto agora Deixastes rastos perfumados, apenas como rastos Mas todo o infinito se finda e como passagem são apenas galáxias de vaidades vãs. Jaak Bosmans"
""Como gostais" (a comédia e o drama) Poemas! Ah...Poemas! Isto me alegra com tanta tristeza que sempre me desperto para uma dor, que tenho cada vez mais certeza, que é a proximidade de amores possíveis, mas ainda passíveis! De longe percebo olhares e de perto não atrevo a levantar a cabeça. Tímido de cicatrizes e louco por ainda amar sozinho. Tenho retratos mas, só do passado. Agora fotografo apenas o futuro, mas sem revelar. Este ainda é um enigma que me pertence! Te convido a uma taça de Veuve Cliquot, mas apenas para ver teus lábios tocando as bordas do que pode ser ainda um amanhecer de almas..."
""Como gostais" (a comédia e o drama) Poemas! Ah...Poemas! Isto me alegra com tanta tristeza que sempre me desperto para uma dor, que tenho cada vez mais certeza, que é a proximidade de amores possíveis, mas ainda passíveis! De longe percebo olhares e de perto não atrevo a levantar a cabeça. Tímido de cicatrizes e louco por ainda amar sozinho. Tenho retratos mas, só do passado. Agora fotografo apenas o futuro, mas sem revelar. Este ainda é um enigma que me pertence! Te convido a uma taça de Veuve Cliquot, mas apenas para ver teus lábios tocando as bordas do que pode ser ainda um amanhecer de almas..."
""Alegre desconhecido" Apenas a beleza me conduz E como provérbio grego: "coisa difícil é o belo!" Me amparo no calor e no frio, na busca do que sei nunca encontrar! Sempre na dor, na cor, nos confins de todo começo. Aqui se torna mais longe o meu retorno Porque em choro silencioso escondo lágrimas. Tormentos em faces de alegrias! Enquanto dormem, faço versos! Sempre na dor, na cor, nos confins de todo começo. Busco lugares, destroços, e rios! Pinto todos de cores pálidas e depois rasgo! Caminho entre o tempo e escorrego pelo espaço. E encontro o desolar da solidão. Sempre na dor, na cor, nos confins de todo começo."
""Alegre desconhecido" Apenas a beleza me conduz E como provérbio grego: "coisa difícil é o belo!" Me amparo no calor e no frio, na busca do que sei nunca encontrar! Sempre na dor, na cor, nos confins de todo começo. Aqui se torna mais longe o meu retorno Porque em choro silencioso escondo lágrimas. Tormentos em faces de alegrias! Enquanto dormem, faço versos! Sempre na dor, na cor, nos confins de todo começo. Busco lugares, destroços, e rios! Pinto todos de cores pálidas e depois rasgo! Caminho entre o tempo e escorrego pelo espaço. E encontro o desolar da solidão. Sempre na dor, na cor, nos confins de todo começo."
"Harpas De tudo que conheço Nada mais puro e íngreme que a altura de tua alma Nada mais esquivo que as lembranças que não se fizeram Perguntaria apenas se me existo. Na noite das grandes luas Tenho como companhia o uivar de cores berrantes E as chamadas pastéis, não me satisfazem a fome Ouço mais suave a cor de tua alegria. De tudo que reconheço Ainda me falta o ar puro do seu arfar ao tocar leve as cordas de uma harpa eólica. Ventos uivantes! Caminho sempre em círculos Evitando ângulos que possam distorcer minha visão. Antes certo de ser o centro de algum alvo. Tudo,porque tudo desconheço! Jaak Bosmans 7-5-2008"
"Harpas De tudo que conheço Nada mais puro e íngreme que a altura de tua alma Nada mais esquivo que as lembranças que não se fizeram Perguntaria apenas se me existo. Na noite das grandes luas Tenho como companhia o uivar de cores berrantes E as chamadas pastéis, não me satisfazem a fome Ouço mais suave a cor de tua alegria. De tudo que reconheço Ainda me falta o ar puro do seu arfar ao tocar leve as cordas de uma harpa eólica. Ventos uivantes! Caminho sempre em círculos Evitando ângulos que possam distorcer minha visão. Antes certo de ser o centro de algum alvo. Tudo,porque tudo desconheço! Jaak Bosmans 7-5-2008"
"Flores da ribalta Cenário sempre quase pronto Figurino ainda em retoques Texto passado por trás das rotundas Luzes ensaiam o anoitecer da cena Num paradoxo de já ser noite Platéia sempre cheia Com lugares reservados nunca usados. Roldanas levantam paredes Como se tudo fosse mentira. No espaço de um palco Cabe o mundo, o universo. Objetos ainda faltam! Que falta poderiam fazer? Completo pode ser qualquer vazio. E no abrir da cortina os atores! Sempre fingem representar, O que na vida sempre fazem. Apenas aguardam os aplausos finais, Que na vida é apenas silêncio, Com algum choro, flores e cortejo. Jaak Bosmans 19-04-09"
"Desaparecer do dia Foi no primeiro desaparecer do dia Que com ternura e sonhos de aventura Te abracei nas matizes que se fizeram em cores. Olhei sereno o tempo e o espaço que se fundiram, Num silêncio perfeito para a criação de um Éden. Te criei em tanta beleza, que somente ali me permiti sorrir. Correste ao encontro do mais perfeito jardim. Colorindo as flores, fazendo cantar os pássaros, atrasando o tempo. E no suave tocar de tuas mãos me fizeste sentir os teus desejos. A todos satisfiz, porque a todos te pertenci. E, em retorno pelo tempo e no espaço, Ficaste ainda, no último desaparecer do dia. Jaak Bosmans 1-1-09"
"Flores da ribalta Cenário sempre quase pronto Figurino ainda em retoques Texto passado por trás das rotundas Luzes ensaiam o anoitecer da cena Num paradoxo de já ser noite Platéia sempre cheia Com lugares reservados nunca usados. Roldanas levantam paredes Como se tudo fosse mentira. No espaço de um palco Cabe o mundo, o universo. Objetos ainda faltam! Que falta poderiam fazer? Completo pode ser qualquer vazio. E no abrir da cortina os atores! Sempre fingem representar, O que na vida sempre fazem. Apenas aguardam os aplausos finais, Que na vida é apenas silêncio, Com algum choro, flores e cortejo. Jaak Bosmans 19-04-09"
"Sou Sou aquela pequena explosão estrelar Multicolorida aos teus olhos ingênuos Multi dolorido pelos sonhos desfeitos. Sou a estrela cadente que alegra os teus desejos Decadente em cada lágrima que te fiz derramar Deslizando sem rumo na infinita escuridão. Sou feito de brinquedos verdadeiros Perfeito nos gestos desastrosos De todos os dias que ainda me restam. Sou todas as cores vivas já desbotadas. Revelando apenas o branco de meus desejos E o negro dos teus nobres despejos. Sou ainda um pouco de esperança De poder te encontrar numa dança De novos acordes, ritmos perdidos E a melodia que sou! Jaak Bosmans 14-12-08"