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"Flores da ribalta Cenário sempre quase pronto Figurino ainda em retoques Texto passado por trás das rotundas Luzes ensaiam o anoitecer da cena Num paradoxo de já ser noite Platéia sempre cheia Com lugares reservados nunca usados. Roldanas levantam paredes Como se tudo fosse mentira. No espaço de um palco Cabe o mundo, o universo. Objetos ainda faltam! Que falta poderiam fazer? Completo pode ser qualquer vazio. E no abrir da cortina os atores! Sempre fingem representar, O que na vida sempre fazem. Apenas aguardam os aplausos finais, Que na vida é apenas silêncio, Com algum choro, flores e cortejo. Jaak Bosmans 19-04-09"

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"Lugar de te encontrar. Na conquista de cada altura do meu Himalaia. Busco transformar minhas vertigens em simples brincadeiras de amor. Retiro todas as impurezas do caminho, e lentamente vou te conquistando. No frio sopro de ventos e brancura alva de minha inocência, me perco. Tua beleza me sangra o olhar. Quando gotas vermelhas caem no branco de meus cabelos neve. Purifica assim minha presença. Desencanta e abre os portões, gelos, brumas e alegrias. A cada passo uma descida, galgando os montes da tua beleza. Himalaia de grandeza rude, perdido no horizonte de luares e sorrisos. Lugar de te abraçar, e escutar repetindo em ecos. Nossos beijos, ternura e paz. Jaak Bosmans 09 - 11 -2008"

"Um Em curtos e suaves acordes Despenquei em cenas lentas para te abraçar Amar, amor de carícias, ternuras e sonhos. Foste apenas passagem em vendaval, Quando me protegi de seus golpes cruéis. Implacáveis e assustadores. Hoje recebo a brisa suave de mãos que me querem Me recolhendo nos seus braços em ternos abraços Me fazendo em versos e numa nova e suave canção. Em breves e etenos sussurros Trocamos prazeres no toque dos corpos, Sentidos no encontro de uma só alma. Nos nossos aconteceres reais e fieis Tecemos luares, brincamos fantasias Nos permitindo loucuras de todo um viver só nosso. Não nos afasta nenhuma distância. Porque delas nos fazemos mais perto. Sempre na direção do sermos sempre juntos. Nos encontramos quebrados e abandonados em dores, Dos amores que acreditamos ser. E no calor de tantos abraços, derretemos os nossos pedaços, E nos fizemos de tudo, um! Jaak Bosmans 24 -05 -09"

"Perpétuo Caminho por lugares vastos Onde ouço apenas o arfar dos rochedos Ali, onde a liberdade se fixa Porque qualquer movimento é prisão. As cadeias fortes das cordilheiras. Algemam no seu ventre qualquer neblina. Apenas a presença forte de qualquer sol, Derrete e a liberta antes da condenação. E do sêmen deste calor e liberdade Rompe-se em nova aurora Do fecundo e perpétuo grito Um movimento, ainda que foragido. Quietude da escravidão dos ventos. Retorna aos mares a porção líquida e menor Que se fez liberto de toda essa corrente: A criatura, o criador e muita dor! Jaak Bosmans 31-12-08"

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