"Harpas De tudo que conheço Nada mais puro e íngreme que a altura de tua alma Nada mais esquivo que as lembranças que não se fizeram Perguntaria apenas se me existo. Na noite das grandes luas Tenho como companhia o uivar de cores berrantes E as chamadas pastéis, não me satisfazem a fome Ouço mais suave a cor de tua alegria. De tudo que reconheço Ainda me falta o ar puro do seu arfar ao tocar leve as cordas de uma harpa eólica. Ventos uivantes! Caminho sempre em círculos Evitando ângulos que possam distorcer minha visão. Antes certo de ser o centro de algum alvo. Tudo,porque tudo desconheço! Jaak Bosmans 7-5-2008"
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Ver todas"Dia da poesia Que pena Um dia dedicado à poesia. Que se perdeu entre a vaidade De ser poeta. Poesia não há que ter poetas Existe pela forma bela e simples De tudo que é. Poeta morre poesia não. Dia permitido para se ver e escutar Versos que inventamos ser nossos Que se fez antes mesmo de existir Por simples razão de ter sido a primeira Criação. Que pena. Um dia que se esquece a poesia Para o poeta se exaltar em si mesmo Pelos versos que apenas colheu. Ai de mim! Jaak Bosmans 14-03-09"
"Desembarque! Bagagem sempre leve, Carrego só no coração. Estação abandonada de chegadas Recorda ainda apenas as partidas No velho banco já gasto de lágrimas Sentado nele, ainda te sonhava ali Cabeça entre as mãos, em negações, Recordava teus abraços, adeuses e cartas. Num perder constante da hora do embarque Tornou-se mais fraco meu coração E num ímpeto de loucura e vertigem Me desfiz logo daquela leve bagagem. Apito distante eram ecos do passado Que se aproximou num real acontecer Parando entre ruídos e fumaças Quando em novo bater me fez o coração. Era o último desembarque possível Em te trazer de volta para nós! E assim meus olhos te viram, Afinada com meu sorriso. Triunfou todas as velhas vontades Como fogo que nos fez um louco-mover No trilho brilhante, um vagão em por do sol, Desliza agora em nova viagem de recomeço. Jaak Bosmans- 13-04-09"
"Vista a fantasia Passou o ano e é hora de brincar Carnaval na porta, na janela e no ar. Palhaços se vestem como se nunca tivessem sido, Mulheres que dançaram o ano todo, Sem perceber, se fantasiam em bailarinas. É hora de brincar apenas com ritmos e cantos repetidos, Serpentinas rasgam os céus e enforcam tristezas, mágoas e saudades. Confetes colorem os copos já cheios, logo tragados sem recatos. Olhares se confundem, beijos são trocados, outros só tocados. Agora bem juntos já não sabem nem brincar. Corpos vestidos de pele humana é fantasia barata. E na sua simplicidade faz mais sucesso que penas de pavão, Em desfiles, nos concursos, clubes e nas camas. Entre na brincadeira porque depois tudo vira cinza mesmo. Retira essa tua máscara de ano inteiro e desfile a fantasia que você é. Jaak Bosmans 21 -02-09"
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