"NÃO DESPERDICES A VIDA Não te esqueças que a vida é um momento que voa um efêmero instante de beleza e alento; vive pois sem temor e com desprendimento o que ela te ofertar, sem maldize-la à-toa! E' uma nuvem que muda aos caprichos do vento! Se hoje a perdes... O tempo nunca te perdoa! Vida! Repara bem como a palavra soa! Não temas pronunciá-la com deslumbramento! Há alguém, não sei quem é, mas disto estou seguro, que nos há de intimar num remoto futuro a dar contas da vida que um dia ganhamos... E após tal julgamento estranho, com certeza havemos de sofrer e pagar, se em defesa não der-mos as razões porque a desperdiçamos..."
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Ver todas"" Último Pedido " Vida, que tanto me deste e que eu, desajeitado ou louco, por tédio, por orgulho ou por cansaço quebrei, gastei, perdi... Bem sei que não tenho direito a nada esperar de ti, - entretanto, ouve-me ainda, como se ouvisses o último pedido de um condenado, sem te importares se te maldigo: - arranja-me um outro amor, maior que aquele, e pior que aquele até, bem pior que aquele! Seja este o meu castigo!"
"Hoje estou triste Amor... Hoje estou triste... Nesses dias a vida de repente se reduz a um punhado de inúteis fantasias... ... Sou uma procissão só de homens nus... Olho as mãos, minhas pobres mãos vazias sem esperas, sem dádivas, sem luz, que hão semear vagas melancolias que ninguém vai colher, mas que compus... Amor, estou cansado, e amargo, e só... Estou triste mais triste e pobre do que Jó, - por que tentar um gesto? E para quê? Dê-me, por Deus, um trago de esperança... Fale-me, como se fala a uma criança do amor, do mar, das aves... de você! ("O Poder da Flor" - 1969)"
"Noturno Agora, à noite, fujo às vezes e aporto em algum bar Como antigamente. Marinheiro do amor, de porto em porto, a vida como um navio, de mar em mar... Pensei que tinha lançado ancora, que plantara raízes, que não partiria mais. E de repente, desarvoraste meu destino, e te foste - volto a ser o antigo marinheiro - e sozinho, preciso embebedar-me, agora num navio encalhado, sem mar..."
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