"Me disse ela Que também tem saudade Do beijo nunca dado Do toque nunca trocado Do sorriso nunca efetuado Da música nunca compartilhada Do silêncio respeitado Do olhar inesperado Do encontro nunca marcado De mim ao seu lado!"
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Ver todas"Sereia Castanhas madeixas, pendem sobre tua reluzente face Acentuando o brônzeo tom de tua acetinada pele Altiva Siren! Anseio ser encantado pelo hipnotizante som de tua voz Majestosa Nereida Se a areia eu fosse Que prazer seria, sentir sobre mim, teu corpo sensualmente repousado! Tua essência me inflama, tal e qual o sol, que irradia seu calor sobre teu corpo Aquecendo-te, levando-te a um lânguido relaxamento físico e mental Em meus devaneios, desejo ser o vento, a circundar-te, brincando em teus cabelos Soprando suavemente os pelos da tua nuca, fazendo percorrer por todo teu corpo um eletrizante calafrio! Desejo também ser o mar E, ver-te caminhar soberanamente em minha direção Adentrar ao meu ser, sem pedir ou vacilar Permitindo que eu vá aos poucos, envolvendo ao teu corpo, sentindo simultâneamente à cada centimetro do teu ser! Deixo em teus lábios, meu sal, ao qual recolhes com a ponta da língua! Sei que à noite, muito depois que me deixaste Meu calor ainda está em tua pele Que meus sussurros, ainda ecoam em teus ouvidos... Meu gosto, ainda está em tua boca! Assim... Mesmo distante Estou contigo Estou em tí!"
"Mulher, tu'alma é como um rio Serena e ao mesmo tempo, impetuosa Pode-se afogar em tua correnteza Pode-se nela lavar as impurezas Devasta a tudo em teu redor, quando irada Se calma, nos alimenta e sacia à todas as sedes! Tua essência, pode-se compreender Jamais decifrar! A única forma de dominá-la É abandonar a pretensão de contê-la! Alma guerreira Teu fruto destroi impérios Geradora da vida Teu fruto ergue impérios! Por ti, bárbaros choraram, qual pueris infantes Por ti, santos pecaram! A ciência desvendou cada átimo do ser humano Mas, só tu és capaz de dar-nos à vida! Por não compreender-te Atrocidades foram cometidas Buscando compreender-te Legaram-nos os poetas, os mais admiráveis poemas!"
"9 De madeira pintada de branco Foi teu primeiro e único berço Invólucro de mim em miniatura! Esquife de inestimável tesouro Em fétida carneira depositado Habitada por todas as ordens de insetos! Orgãos inertes Pulmões que não sorveram ao ar Olhos que não viram Perfeição inútil, imperfeita! Ordem invertida O translado, foi todo o tempo em que tive aos braços Haverias de carregar-me rumo ao Letes... Teu par e poucos de peso Fizeram-me suar, feriram-me aos músculos, nervos, carne Alma! Dei-te adeus, antes de haver-te conhecido por inteiro Vida esvaziada Alegria podada Sonho interrompido Esperança nati-morta!"
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