"Sereia Castanhas madeixas, pendem sobre tua reluzente face Acentuando o brônzeo tom de tua acetinada pele Altiva Siren! Anseio ser encantado pelo hipnotizante som de tua voz Majestosa Nereida Se a areia eu fosse Que prazer seria, sentir sobre mim, teu corpo sensualmente repousado! Tua essência me inflama, tal e qual o sol, que irradia seu calor sobre teu corpo Aquecendo-te, levando-te a um lânguido relaxamento físico e mental Em meus devaneios, desejo ser o vento, a circundar-te, brincando em teus cabelos Soprando suavemente os pelos da tua nuca, fazendo percorrer por todo teu corpo um eletrizante calafrio! Desejo também ser o mar E, ver-te caminhar soberanamente em minha direção Adentrar ao meu ser, sem pedir ou vacilar Permitindo que eu vá aos poucos, envolvendo ao teu corpo, sentindo simultâneamente à cada centimetro do teu ser! Deixo em teus lábios, meu sal, ao qual recolhes com a ponta da língua! Sei que à noite, muito depois que me deixaste Meu calor ainda está em tua pele Que meus sussurros, ainda ecoam em teus ouvidos... Meu gosto, ainda está em tua boca! Assim... Mesmo distante Estou contigo Estou em tí!"
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Ver todas"Densa e gélida escuridão Sorrateiramente achega-se Cobrindo a tudo e a tudo tragando Sufocando aos sons do mundo Conduzindo os seres à inércia Tornando concreta a solidão do ser Isolando o indivíduo em sí Fazendo-o ciente De que seu corpo É seu cárcere E algoz!"
"Para que resistir? Porque não antecipar o fatal destino? Há limite para a dor? Humilhação incessante Recaídas constantes Certezas vacilantes Verdades mutantes Agonia dilacerante Angustia cortante! Nas chagas abertas Pululantes vermes Devorando mais do que a alma Aniquilando ao equilíbrio mental! A plateia ansiosa À espera do primeiro fraquejo Ao primeiro sinal de fadiga Pronta para em uníssono urrar! Vejam!! Este ser, não pertence à nossa estirpe Não possui nossa força Deixa-se arrastar pelas adversidades Fraqueja ao deparar-se com contrapontos! Tem sentimentos!"
"Daquilo o que fomos, o que hoje ainda há? Somos quem pretendiámos ser? Fomos quem imaginávamos ser? Ainda somos capazes de sonhar? Nossos sorrisos, ainda são francos, ou tornaram-se sardônicos? Ainda cultivamos esperanças? Ou a ânsia, a agonia é que nos domina ao espírito? Somos capazes de ter compaixão? Ou...nem isto mais?!!"
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