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"9 De madeira pintada de branco Foi teu primeiro e único berço Invólucro de mim em miniatura! Esquife de inestimável tesouro Em fétida carneira depositado Habitada por todas as ordens de insetos! Orgãos inertes Pulmões que não sorveram ao ar Olhos que não viram Perfeição inútil, imperfeita! Ordem invertida O translado, foi todo o tempo em que tive aos braços Haverias de carregar-me rumo ao Letes... Teu par e poucos de peso Fizeram-me suar, feriram-me aos músculos, nervos, carne Alma! Dei-te adeus, antes de haver-te conhecido por inteiro Vida esvaziada Alegria podada Sonho interrompido Esperança nati-morta!"

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