"9 De madeira pintada de branco Foi teu primeiro e único berço Invólucro de mim em miniatura! Esquife de inestimável tesouro Em fétida carneira depositado Habitada por todas as ordens de insetos! Orgãos inertes Pulmões que não sorveram ao ar Olhos que não viram Perfeição inútil, imperfeita! Ordem invertida O translado, foi todo o tempo em que tive aos braços Haverias de carregar-me rumo ao Letes... Teu par e poucos de peso Fizeram-me suar, feriram-me aos músculos, nervos, carne Alma! Dei-te adeus, antes de haver-te conhecido por inteiro Vida esvaziada Alegria podada Sonho interrompido Esperança nati-morta!"
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Ver todas"Daquilo o que fomos, o que hoje ainda há? Somos quem pretendiámos ser? Fomos quem imaginávamos ser? Ainda somos capazes de sonhar? Nossos sorrisos, ainda são francos, ou tornaram-se sardônicos? Ainda cultivamos esperanças? Ou a ânsia, a agonia é que nos domina ao espírito? Somos capazes de ter compaixão? Ou...nem isto mais?!!"
"Tua loucura, me trouxe a lucidez Tua boca, me ventilou o ar que me faltava aos pulmões Teu calor, me aqueceu Tua jovialidade, tormou-me maduro Tua maturidade, me deu segurança Teu sorriso, semeou em mim a felicidade Teu silêncio, foi mais expressivo do que toda proxilidade possível Teu corpo, junto ao meu, pulsando ao ritmo do teu coração, fez o sangue ebulir em minhas artérias As lágrimas, que deslizaram em tua face, me mostraram o que é a dor O brilho dos teus olhos, me ensinou o que é o amor!"
"Em demasia Agonizei à espera de teu retorno! Agora sei o quão equivocado estive Ao alimentar tal ilusão! Hoje tenho consciência de que Não poderias à mim retornar! Pela simples razão De que: nunca, sequer por um átimo temporal Deixaste de aqui estar! Dominando meus sentidos Habitando em meu coração Compartilhando minh'alma Forjando o meu querer!"
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