"Perpétuo Caminho por lugares vastos Onde ouço apenas o arfar dos rochedos Ali, onde a liberdade se fixa Porque qualquer movimento é prisão. As cadeias fortes das cordilheiras. Algemam no seu ventre qualquer neblina. Apenas a presença forte de qualquer sol, Derrete e a liberta antes da condenação. E do sêmen deste calor e liberdade Rompe-se em nova aurora Do fecundo e perpétuo grito Um movimento, ainda que foragido. Quietude da escravidão dos ventos. Retorna aos mares a porção líquida e menor Que se fez liberto de toda essa corrente: A criatura, o criador e muita dor! Jaak Bosmans 31-12-08"
Temas Relacionados
Mais de Jaak Bosmans
Ver todas"Desagravo de mim Hoje mergulhei no mar dos meus sonhos inacabados Subi as montanhas dos meus sucessos inacessíveis Corri ao tempo passado que levou as mais puras esperanças Lutei sem armas contra as barreiras de toda as intolerâncias. Hoje me matei com saudades Contorcendo sem do e sem dor, De toda amargura, de todo abandono. Derramei em gritos todas as agonias, tristezas e mágoas. Teci novos horizontes com fios novos e fortes Apertei os lábios num último desagravo ao que vivi E no pequeno jardim da minha antiga prisão Cantei a primeira canção, desacorrentado e livre! Jaak Bosmans 11-1-09"
"Capas Mais que os presentes A mim encanta seus embrulhos. Caixas e papéis me divertem muito mais. Seus brilhos, cordinhas e fitas têm sempre seus encantos. Nem se importam se é festa. Os adultos ali nem mexem. Com eles sempre podemos brincar! Rasgar, amassar, depois jogar fora. Faz parte da brincadeira. São apenas capas. Como nós. Jaak Bosmans 26-12-08"
"Ópera dos interior. Começam os acordes do velho acordeão, Em leque que brinca de abre e fecha. Entra junto, a melodia simples da rabeca. Que chora feliz fora do ombro. Nesse momento se inicia a ópera em uivos tristes. Da terrível dor, que faz o “tíu” latir. Falta ritmo! Falta um batido. E começa escondido o ritmo proibido De um triângulo amoroso. Ela, ele e ele; e às vezes ele, ela e ela. Assim a dança começa, Sem ter hora de nunca acabar. Apeia do cavalo o coronel Que manda calar o “tíu”. Aos pouco o ritmo diminui. Separando aqueles vértices. Acordeão e rabeca, Isto é casal comum. Não dá dança, e acaba a festa. Jaak Bosmans 2 -11- 2008"
Autores Populares
Em busca de mais sabedoria?


