"Perpétuo Caminho por lugares vastos Onde ouço apenas o arfar dos rochedos Ali, onde a liberdade se fixa Porque qualquer movimento é prisão. As cadeias fortes das cordilheiras. Algemam no seu ventre qualquer neblina. Apenas a presença forte de qualquer sol, Derrete e a liberta antes da condenação. E do sêmen deste calor e liberdade Rompe-se em nova aurora Do fecundo e perpétuo grito Um movimento, ainda que foragido. Quietude da escravidão dos ventos. Retorna aos mares a porção líquida e menor Que se fez liberto de toda essa corrente: A criatura, o criador e muita dor! Jaak Bosmans 31-12-08"
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Ver todas"Pedido (poemeu a Millôr) Não me abandones no início dos teus versos. Termina o poema... Vai! Jaak Bosmans 3-1-09"
"Estações (ler ouvindo as “quatro estações” de Vivaldi) Minha realidade sempre se transforma em sonhos. Em tuas mãos suaves carregas minhas alegrias. No brilho dos teus olhos sobrevoam gaivotas. No sentir de teus dançares me retorço em chamas, Me persigo em bandos e te abraço em solidão. Minha realidade sempre se esconde em mim. Ainda assim me esperas nas estações. Dos invernos às primaveras percorres meu corpo. Estendes teus braços sem nunca me alcançar! Me repito em prantos, risos e pratos rasos. Finais de outonos, ensaios de verão, vulcão em erupção. Deixa que tudo não aconteça e espera pela realidade. É quando nossos beijos se repartem em brilhos e se multiplicam. Permanecendo imóvel o vai e vem das ondas do mar! Minha realidade se parece muito com você! Obs. Se for disco vinil, recite mais uma vez! Jaak bosmans 19-12-2008"
"Não sei se o que escrevo é tão poético. Procuro apenas decifrar as angústias e as esperanças que me calam. Jaak Bosmans"
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