"Estações (ler ouvindo as “quatro estações” de Vivaldi) Minha realidade sempre se transforma em sonhos. Em tuas mãos suaves carregas minhas alegrias. No brilho dos teus olhos sobrevoam gaivotas. No sentir de teus dançares me retorço em chamas, Me persigo em bandos e te abraço em solidão. Minha realidade sempre se esconde em mim. Ainda assim me esperas nas estações. Dos invernos às primaveras percorres meu corpo. Estendes teus braços sem nunca me alcançar! Me repito em prantos, risos e pratos rasos. Finais de outonos, ensaios de verão, vulcão em erupção. Deixa que tudo não aconteça e espera pela realidade. É quando nossos beijos se repartem em brilhos e se multiplicam. Permanecendo imóvel o vai e vem das ondas do mar! Minha realidade se parece muito com você! Obs. Se for disco vinil, recite mais uma vez! Jaak bosmans 19-12-2008"
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Ver todas"Sentido da seta! Término da vida! Sentido de uma seta que Aponta para baixo Para os lados Nunca para cima Onde possa alcançar Manuscritos do aMar Morto! 3-3-2008"
"Poema aos meus inimigos Comecei debruçado sobre uma grande bola achatada nos seus extremos Tombada em seu próprio eixo Ás vezes iluminada, outras numa grande escuridão. À medida que crescia me parecia ser cada vez menor dentro desta bola. Amava sem medidas, corria pelos campos. Brincava com ecos que me respondiam sempre a mesma coisa. Sabia que era assim. Apenas repetições. Me desencontrei em vários encontros e me perdi em estradas sem fim. Conheço lugares, gente e pessoas. Me reconheço mesmo nas fotos antigas, onde só passou um pedaço de mim. Tenho queixas dos meus inimigos. Gosto deles!Eles só não sabem, porque são meus inimigos. E olhando esta gaveta aberta, com traças, perfumes e chinelo, estou apenas procurando. As pessoas que eu perdi no tempo, debruçado nesta grande bola chata. Jaak Bosmans"
"Desembarque! Bagagem sempre leve, Carrego só no coração. Estação abandonada de chegadas Recorda ainda apenas as partidas No velho banco já gasto de lágrimas Sentado nele, ainda te sonhava ali Cabeça entre as mãos, em negações, Recordava teus abraços, adeuses e cartas. Num perder constante da hora do embarque Tornou-se mais fraco meu coração E num ímpeto de loucura e vertigem Me desfiz logo daquela leve bagagem. Apito distante eram ecos do passado Que se aproximou num real acontecer Parando entre ruídos e fumaças Quando em novo bater me fez o coração. Era o último desembarque possível Em te trazer de volta para nós! E assim meus olhos te viram, Afinada com meu sorriso. Triunfou todas as velhas vontades Como fogo que nos fez um louco-mover No trilho brilhante, um vagão em por do sol, Desliza agora em nova viagem de recomeço. Jaak Bosmans- 13-04-09"
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