"Poema aos meus inimigos Comecei debruçado sobre uma grande bola achatada nos seus extremos Tombada em seu próprio eixo Ás vezes iluminada, outras numa grande escuridão. À medida que crescia me parecia ser cada vez menor dentro desta bola. Amava sem medidas, corria pelos campos. Brincava com ecos que me respondiam sempre a mesma coisa. Sabia que era assim. Apenas repetições. Me desencontrei em vários encontros e me perdi em estradas sem fim. Conheço lugares, gente e pessoas. Me reconheço mesmo nas fotos antigas, onde só passou um pedaço de mim. Tenho queixas dos meus inimigos. Gosto deles!Eles só não sabem, porque são meus inimigos. E olhando esta gaveta aberta, com traças, perfumes e chinelo, estou apenas procurando. As pessoas que eu perdi no tempo, debruçado nesta grande bola chata. Jaak Bosmans"
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Ver todas"Amor sem passado sem futuro No caminhar sobre o resto das lembranças Percebo perdidos pedaços que já esqueci Foi a força de toda uma história de paixão Terminada no início de um amor que nunca tive Me perdia no sentido vago de algumas alegrias Que me sorria à noite, me acordando em lágrimas. Era um tempo presente, pretérito do não saber. Me conjugando na primeira pessoa, singular e inexplorável. A ela pertencendo lugar fixo na segunda do mais que perfeito. Assim me desfiz no desejo de conjugações. Onde apenas a primeira pessoa deve ser sempre plural Pertencendo ao mágico mistério do amor. O nós que se faz um! Jaak Bosmans"
"Minguante A lua em quarto Penetra meu quarto Onde guardo retratos de tudo que foi..."
""Meus arcos são sempre de dor, nunca de Triunfos.""
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