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"Desembarque! Bagagem sempre leve, Carrego só no coração. Estação abandonada de chegadas Recorda ainda apenas as partidas No velho banco já gasto de lágrimas Sentado nele, ainda te sonhava ali Cabeça entre as mãos, em negações, Recordava teus abraços, adeuses e cartas. Num perder constante da hora do embarque Tornou-se mais fraco meu coração E num ímpeto de loucura e vertigem Me desfiz logo daquela leve bagagem. Apito distante eram ecos do passado Que se aproximou num real acontecer Parando entre ruídos e fumaças Quando em novo bater me fez o coração. Era o último desembarque possível Em te trazer de volta para nós! E assim meus olhos te viram, Afinada com meu sorriso. Triunfou todas as velhas vontades Como fogo que nos fez um louco-mover No trilho brilhante, um vagão em por do sol, Desliza agora em nova viagem de recomeço. Jaak Bosmans- 13-04-09"

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"Entardecer de sonhos No entardecer de meus sonhos, encontrei-te Escondida entre nuvens e canções, Dormias sobre plumas, flores e cores Beijavam-te borboletas e colibris. Acheguei-me a teu arfar. Roubar-te um só beijo! Não! Apenas retratei teu semblante em pinturas mágicas Me contive! Agora, guardo comigo seu retrato, nas asas de cada borboleta. E seu beijo parado no ar, nas multicores de cada beija-flor! Jaak Bosmans"

""Amargo recheio" Descubro-te desnuda E debruço, No escuro pra te embalar Como em noite de luar, Em toques de ternura. Te escuto o silêncio. Te falo calado. Sem enfado me descubro desnudo, E rebusco nestes dois corpos Aquele que é um só. Me recubro de lembranças, Mas recuso voltar no tempo. Me envolvo em travessuras, Travesseiros, mas sem teus seios. De culpas recheado, já percebo Apenas dormências. Reminiscências de um gostar de você, Na permanência da sua ausência."

"Iguais. Que bom ser assim Exatamente como todas as pessoas não são Ser igual a todos com todas as diferenças Ter tudo, que os outros têm e saber Que nada tenho! Eu divirto em sorrisos e gargalhadas, Enquanto choram pelo sorvete derretido. Roubo goiabas, cigarros e amores, Durante o tempo em que eles se roubam. Toco ainda as mesmas músicas e canto desafinado, Para o aplauso ébrio das mesmas pessoas. Tenho tanto pra fazer que, prefiro descansar primeiro, Vendo saltos altos, gravatas e paletós, Prontos para um encontro tosco. Luz de velas, champanhe ou vinho, A grande farsa que ainda é galanteio. Na mesa ao lado, converso em versos, Batatas fritas e como foi seu dia. E aí sim, vem o melhor: saímos a passear! Que bom ser tão igual. Jaak Bosmans 12-01-2008"

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