"-Romeu..Ah Romeu...Por que és tu Romeu? Renega teu pai e recusa teu nome,mas se não for possível,jura que me ama e não serei mais um Capuleto.Só o teu nome é meu inimigo.Tu és o que és e não um Montague.O que é um Montague? Nem mão,nem pé,nem braço,nem face,nenhuma parte pertencente a um homem..Oh tenha outro nome..o que é um nome? A flor que se chama rosa se lhe dermos outro nome deixa de ter perfume? Por favor Romeu,seja meu Romeu e guarda para ti o teu nome que o título vale mais...Ah Romeu renuncia o teu nome e em vez dele que não faz parte de ti fica comigo[...]"
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William Shakespeare
William Shakespeare (1564-1616) foi dramaturgo e poeta, reconhecido como o maior dramaturgo de todos os tempos.
517 pensamentos
Frases - Página 42
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"Let me not to the marriage of true minds Admit impediments. Love is not love Which alters when it alteration finds, Or bends with the remover to remove: O no! it is an ever-fixed mark That looks on tempests and is never shaken; It is the star to every wandering bark, Whose worth’s unknown, although his height be taken. Love’s not Time’s fool, though rosy lips and cheeks Within his bending sickle’s compass come: Love alters not with his brief hours and weeks, But bears it out even to the edge of doom. ——If this be error and upon me proved, ——I never write, nor no man ever loved."
"Espelho não me Prova que Envelheço O espelho não me prova que envelheço Enquanto andares par com a mocidade; Mas se de rugas vir teu rosto impresso, Já sei que a Morte a minha vida invade. Pois toda essa beleza que te veste Vem de meu coração, que é teu espelho; O meu vive em teu peito, e o teu me deste: Por isso como posso ser mais velho? Portanto, amor, tenhas de ti cuidado Que eu, não por mim, antes por ti, terei; Levar teu coração, tão desvelado Qual ama guarda o doce infante, eu hei. E nem penses em volta, morto o meu, Pois para sempre é que me deste o teu. (Tradução Ivo Barroso)"
"Shall I compare thee to a summer's day? Thou art more lovely and more temperate: Rough winds do shake the darling buds of May, And summer's lease hath all too short a date: Sometime too hot the eye of heaven shines, And often is his gold complexion dimmed, And every fair from fair sometime declines, By chance, or nature's changing course untrimmed: But thy eternal summer shall not fade, Nor lose possession of that fair thou ow'st, Nor shall death brag thou wand'rest in his shade, When in eternal lines to time thou grow'st, So long as men can breathe or eyes can see, So long lives this, and this gives life to thee."
"SONETO 18 Deverei comparar-te a um dia de verão? Tu és a mais serena e a mais amável Os fortes ventos de maio movimentam os brotos, e o prazo do verão é sempre inconsolável em um momento muito intenso, brilha o olho estelar, e freqüentemente se ofusca a luz do seu semblante, nefasto, o encanto da beleza irá renunciar, porventura ou pelo destino inconstante; Mas teu verão é eterno e jamais morrerá, não há de perder o encanto que possui; E pela sombra da morte não vagarás, pois em versos eternos tu e o tempo sois iguais. Equanto o homem possa respirar ou os olhos possam ver, viva este canto dar-te a vida é o seu dever."
"Soneto XLVII "Entre minha vista e meu coração estabeleceu-se um acordo, E agora cada qual faz ao outro um favor: Quando meu olho está faminto por um olhar, Ou o coração almejando amar com suspiros que ele mesmo abafa, Com o retrato do meu amor então a minha visão entra em festa, E ao banquete esboçado convida o coração: Assim, quer seja por teu retrato ou por meu amor, Estás, mesmo longe, presente sempre ainda comigo: Pois não estás mais distante que o alcance dos meus pensamentos, E eu estou unido a eles, e eles contigo; Ou se eles dormem, teu retrato na minha vista Desperta o meu coração para a alegria de vista e coração.""
"Soneto LXXVIII "Tão frequentemente te invoquei como musa, E um apoio tão lindo encontrei para o meu verso, Que toda caneta estrangeira pegou minha mania, E sob ti a poesia deles dispersa. Teus olhos, que ensinaram os mudos a cantarem, E a pesada ignorância a alto voar, Acrescentou penas às asas dos sábios, E deu graça uma dupla majestade. E contudo estejas super orgulhosa daquilo que eu compilo, Cuja influência é tua, e de ti proveio: Nos trabalhos dos outros apenas remendas o estilo E suas artes com tuas doces graças ficam melhoradas; Mas tu és toda minha arte e aumentas, Tão alto quanto o conhecimento, a minha rude ignorância.""
""Porventura tem a amizade um coração tão fraco, que numa noite ou pouco mais se muda?" "É preferível não ter amigos do que os ter mais nocivos que inimigos." "Por que precisaríamos de amigos, se nunca tivéssemos necessidade deles? Seriam as criaturas mais inúteis do mundo (...) e se assemelhariam a esses instrumentos agradáveis que permanecem nos estojos, guardando consigo suas harmonias." "Tem amigos quem nunca aos outros importuna." "O amigo comprovado, prende-o firme no coração com vínculos de ferro, mas a mão não calejes com saudares a todo instante amigos novos." "Sempre que a amizade adoece (...) lança mão de fórmulas forçadas.""
"Soneto XXIII Como o bisonho ator que, porque se arreceia, Do palco, sai daí, sem haver dito nada, Ou como quem, tendo a alma a estuar, de raiva cheia, Pelo excesso de força há de tê-la infirmada, Assim, pelo temor de te falar, esqueço O cerimonial que impõe do amor o rito, E a força do meu próprio amor perder pareço, Porque pesa demais seu poder irrestrito. Deixa os escritos meus, então, ser a eloquência Do meu íntimo peito, os mudos mensageiros Que, mais do que esta voz, mesmo acesa em veemência, Pleitearão para o amor prêmios alvissareiros. Ah! aprende a ler o que o silente amor escreve: Ouvir com o olhar é o dom que ao amor, só, se deve."
"Soneto LXXVI Por que está o meu verso tão vazio de rompantes novos? Tão longe de variações ou de tempos diferentes? Por que, com o tempo, não vislumbro eu Novos métodos e variantes inéditas? Por que escrevo eu ainda uno, sempre o mesmo E mantenho a invenção em uma região conhecida, Que cada palavra quase me conhece por nome, Mostrando o seu nascimento e de onde proveio? Ah, saiba, querido amor, eu escrevo sempre de ti, E tu e o amor são ainda meu argumento; Então todo o meu melhor é vestir de roupagem nova palavras velhas, Gastando novamente o que gasto já foi; Assim como o sol diariamente é novo e velho, Assim também está o meu amor a dizer o que é dito."
"Soneto XXIII Tal qual amador no palco, Que com seu medo é substituído em sua parte, Ou algo de feroz com seu excesso de raiva, Em sua abundância de força, fraqueja internamente; Assim eu, medroso com falta de confiança, me esqueço de dizer A cerimônia perfeita do rito amoroso, E na própria força do meu amor pareço decair, Sobrecarregado com o peso do próprio poder do meu amor. Ah, deixa então que os meus livros sejam a eloquência E mudos presságios do meu peito transbordante; Que roga por amor e tenta ser recompensado Mais do que aquela língua que mais já se expressou. Oh, aprenda a ler o que o amor silente escreveu; Ouvir com os olhos pertence ao fino senso do amor."
"Soneto XLVI "Minha vista e meu coração travam mortal combate, Sobre como dividir a conquista de tua visão: O meu olho barraria do meu coração o retrato de tua visão, Meu coração, ao meu olho a liberdade daquele direito. Meu coração acha que tu nele te quedas, (Um segredo jamais penetrado com olhos penetrantes) Mas o defensor nega a acusação, E diz que nele a tua bela aparição se queda. A decidir a peleja é convocada Uma busca dos pensamentos, que todos ligados ao coração; E com o seu veredito fica determinado A metade do olho límpido, e parte do caro coração: Assim, o devido ao meu olho é tua parte externa, E o direito do meu coração, o teu amor interior de coração.""