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Ro Smith

Ro Smith

35 pensamentos

Frases - Página 3

Mostrando página 3 de 3 (35 frases no total)

"Solidão Acordei hoje com o gosto salgado e amargo da tristeza na boca Tinha nos olhos inchados, resquícios da tristeza da noite anterior Dificil olhar para trás achando que deixou pegadas cravadas no chão Pra que te achassem, que te seguissem... Para saber que passou por ali. Foi triste, vi que logo atrás, (acho mesmo que era dentro de mim) um vento gelado tocava minha pele e sacudia meus cabelos Percebi então, uma chuva fina molhando minha pele, encharcando meus cabelos, meu corpo...Senti tanto frio! Mas foi bom... Pelo menos assim, ninguem percebeu que dos meus olhos também chovia..."
"Minha Vida A vida segue via única: Só podemos ir. Não há como voltar, nem por palavras, nem por gestos e nem por pedidos de desculpas apenas por polidez. Melhor é não pensar. Aje pelo coração. Deixa que as palavras, atos e emoções sejam conduzidos pelo coração. Terás uma certeza ao menos: Foste sincero o tempo todo, contigo e com os que te rodeiam. Amanhã, quando fores sorriso perdido na foto amarelada, quando fores apenas terra molhada, que partas com a sinceridade de ter ido por inteiro, e não somente, parte de ti. Vivestes por inteiro, e não partiste fragmentado. Só, apenas só. Assim é!"
"Humana Idade Hoje minha certidão de nascimento avisa: 50 anos. Sinto meu coração gelado, o sangue não percorre mais meu corpo, as narinas só percebem um cheiro: o do bolor! Penso sobre tudo, sobre o que restou de humanidade, humanitário, humano...serão apenas palavras em um dicionário? Cadê meu irmão de coração caridoso, de sangue pulsante e crédulo na humanidade, para me resgatar? Quantas Madalenas estarão espalhadas entre nós? Quantas pedras atiramos? Palavras que abrem as chagas com o desprezo e desdém. Como toda frieza arrogante, sequer percebemos que há muito estamos sós! Eis que aqui estou, coração frio, cheirando à mofo, sentindo apenas o que restou aos homens: a solidão!"
"Humana Idade Hoje minha certidão de nascimento avisa: 50 anos. Sinto meu coração gelado e o sangue não percorre mais meu corpo, as narinas só percebem um cheiro: o do bolor! Penso sobre o que restou de humanidade, humanitário, humano...serão apenas palavras em um dicionário? Cadê meu irmão de coração caridoso, de sangue pulsante e crédulo na humanidade para me resgatar? Quantas Madalenas estarão espalhadas entre nós? Quantas pedras atiramos? Palavras que abrem chagas com o desprezo e o desdém. Como toda frieza arrogante, nem ao menos percebemos que há muito tempo já estamos sós! Eis que aqui estou de coração frio (cheirando à mofo), sentindo apenas o que restou aos homens: a solidão!"
"Humana Idade Hoje minha certidão de nascimento avisa: 50 anos. Sinto meu coração gelado e o sangue não percorre mais meu corpo, as narinas só percebem um cheiro: o do bolor! Penso sobre o que restou de humanidade, humanitário, humano...serão apenas palavras em um dicionário? Cadê meu irmão de coração caridoso, de sangue pulsante e crédulo na humanidade para me resgatar? Quantas Madalenas estarão espalhadas entre nós? Quantas pedras atiramos? Palavras que abrem chagas com o desprezo e o desdém. Como toda frieza arrogante, nem ao menos percebemos que há muito tempo já estamos sós! Eis que aqui estou de coração frio (cheirando à mofo), sentindo apenas o que restou aos homens: a solidão!"
"Palavras de um Analfa_poeta Amores não deveriam morrer Lembranças sim A morte do amor É como a cegueira A eternidade do amor É luz para os olhos Amores não deveriam morrer Pessoas sim Se morremos amando e sendo amado é como se vivêssemos um pouco mais. Resposta ao Analfa_poeta: Dúvidas sobre o meu amor Não sei escrever como os grandes poetas Li tantos e tantas vezes, que nem o nome guardei Ficou em mim este misto de alma e sangue E foi assim que desejei Escrevo com a alma Às vezes, sem a rima pedida Como uma menina que vê uma paisagem Mas que deseja com traços de linha Assim o amor se fez em mim Amo, mas não sei falar Amo, e fico a esperar Que o ser amado perceba Só de ver meu olhar"
"LIÇÕES DE VIDA Tive que morrer para aprender a viver. Não importa o quanto ama alguém, mas fique preparado para perdê-lo a qualquer momento, de uma forma ou outra. Não importa o quanto confia nos amigos, num determinado momento eles irão decepcioná-lo. Não importa quantas vezes você foi sincero, porque em alguns momentos, também mentiu! Não importa o quanto idealiza, pois só os sonhos palpáveis se tornarão verdade. Por mais que ande, uma hora terá que correr. Por mais que corra, uma hora irá cair. Por mais que caia, sempre ficará em pé. Assim é! Nascemos, crescemos, envelhecemos e partimos. Mas por mais longa que seja a viagem, ainda assim, preferimos nos manter no vagão. Pelo menos (se Deus permitir) até a próxima estação!"
"Beleza Rara Existem raras belezas, das quais só podemos ver com os olhos da alma! A beleza dos gestos imperceptíveis: das mãos que acolhem, das que abraçam, consolam, amparam, estendem-se... A beleza da palavra amiga, consoladora. Do silêncio compartilhado. Do olhar que acalanta, do abraço caloroso, do beijo silencioso, do aceno que jura: ficarei aqui! Quando observo, procuro ver com os olhos fechados, para não deixar que a luz ofusque a realidade, aquela escondida, por trás de uma bela estampa, ou distorcida pelas lágrimas. Há também, aquela que disfarça numa deformidade física, que nada tem de real. O belo mesmo, este, é invisivel aos olhos. Por isso, mesmo ante à escuridão, acredite: ainda assim há luz, para que possas ver com os olhos fechados!"
"Sinto-me tão estranha. E não só na aparência! Acho que tudo em mim está fora dos eixos! Coração não pulsa, o sangue não percorre pelo meu corpo, minhas narinas não percebem o odor. O que acontece em mim então? Percebo as veias congelarem, o coração esfriar e o único cheiro que percebo é o de bolor. Tudo ao meu redor cheira à mofo. Idéias, conceitos, comportamentos, até as pessoas! - Onde estais ó humanidade proclamada? Onde está o teu filho de coração bom, de idéias inovadoras, de sangue pulsante nas veias? Será que a palavra "humano" só tem significado nos velhos dicionários? Será que os homens de bem sumiram quando a primeira pedra foi atirada? Onde estarão as Madalenas? Não há mais arrependimentos, nem frio, nem fome...Só restou àquele que se diz homem, a triste solidão."
"Solidão Estou na solidão, mas não me sinto só. Aprendi a conviver com ela, não por falta de amigos, mas porque preciso me conhecer. Descobrir as coisas que gosto sem a necessidade de saber o porquê gosto. Preciso me descobrir. E não havia outro modo de conhecer-me; se não estivesse só em minha companhia. Olhei pela primeira vez e me vi por inteira. Não diante do espelho, pois minha imagem sempre esteve lá, mas não era eu. Foi na sombra que me vi pela primeira vez. Eu sou essa que agora se expõe; que se desnuda em palavras e mostra sua fragilidade. Sou fraca quando preciso da força, sou amante quando o que preciso é ser amada, sou risos quando a lágrima desponta. Eu sou a que cai, mas sempre levanto! Desta maneira assim, descobri a minha mortalidade, a fragilidade, a simplicidade da minha vida. Não sou o ontem, quiçá nem venha ser o amanhã, mas com certeza sou a urgência do hoje!"
"Servidão Numa época de senhores e escravos, certa feita, um causo se sucedeu. Um dos escravos, o mais velho e obediente que já houvera por aquelas bandas, teve seu único filho envolvido numa pendenga. A sinhazinha, moça de poucos atributos e coração de pedra, vira o menino comendo uma fruta. Coisa boba, pedaço de sobra da refeição anterior, mais que ele tivera a ousadia de pegar. Antes os porcos do que os serviçais da casa. Caso passado ao sinhozinho, o menino fora chamado a responsabilidade: iria pagar com seu lombo franzino e a carne magra, os desaforos do arroubo. Assim fora marcado: o menino ia apanhar do capataz da fazenda no alvorecer do dia, para que diante de toda a negrada ficasse bem claro: só poderiam comer do angú que lhes fossem servidos. O pai do negrinho, vendo que o capataz não ia tremer a mão na hora do castigo, tomou de força e pediu: - Sinhô, sei que meu filho errou, sei que vosmecê tem filho também, e coisa que aprendi morando aqui como vosso servo, é que pai educa filho. Deixa eu educar o meu também. Permita que eu dê a coça, mode ele aprende a não pegar nada que não seja dado. E assim foi. O pai bateu até que o sinhô desse a ordem de parar, que foi quando o menino desmaiou. Menino franzino, 10 ou 12 anos, tanto fazia. Se fosse pela mão do capataz, duas e teria tombado morto. Na madrugada, Quando o choro miúdo do menino se fazia grande na senzala, ouviu-se um sussurro: pai, por quê você me bateu? Bem sabe que eu só tinha fome, e as sobras iam para os porcos... O pai entre lágrimas respondeu: bati porque eu sabia onde podia bater sem te matar. Cada chicotada que dei, tua pele eu parti, mas meu coração eu sangrei!"