"A esperança não faz pó."
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Paul Éluard
Paul Éluard é o pseudônimo de Eugène Emile Paul Grindel (1895-1952), um poeta francês. Escreveu "Poemas" (1990), "Últimos poemas de amor" (2005), entre outras obras.
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Frases de Paul Éluard
7 frases de Paul Éluard
"A curva dos teus olhos faz o tour do meu coração."
"Muito antes é poeta aquele que inspira do que aquele que é inspirado."
"NOITE Acaricia o horizonte da noite, busca o coração de azeviche que a aurora recobre de carne. Ele te porá nos olhos pensamentos inocentes, chamas, asas e verduras que o sol ainda não inventou. Não é a noite que te falta, mas o seu poder. De Capitale de la Douleur (Capital da Dor), 1926"
"LEMBRANÇA AFETUOSA Houve um grande riso triste O pêndulo parou Um bicho do mato salvava seus filhotes. Risos opacos em quadros de agonia Tantas nudezes transformando em irrisão a [ sua palidez Transformando em irrisão Os olhos virtuosos do farol dos náufragos. De La Vie Immédiate (A Vida Imediata), 1932"
"Teu olhar faz a volta do meu coração, Uma roda de dança e de doçura, Auréola do tempo, berço noturno e seguro, E se não sei mais o que tenho vivido É porque teus olhos nem sempre me enxergaram. Folhas do dia e musgo do rocio, Caniços do vento, sorrisos perfumados, Asas que cobrem o mundo de luz, Barcos carregados de céu e mar, Caçadores de ruídos e fontes de cores. Aromas nascidos de uma ninhada de auroras Que sempre jaz sobre a palha dos astros, Como o dia depende da inocência O mundo inteiro depende dos teus olhos puros E o meu sangue todo flui nos olhares deles. De Capitale de la Douleur (Capital da Dor), 1926"
"SEUS OLHOS SEMPRE PUROS Dias de lentidão, dias de chuva, Dias de espelhos quebrados e agulhas perdidas, Dias de pálpebras fechadas ao horizonte [ dos mares, De horas em tudo semelhantes, dias de cativeiro. Meu espírito que brilhava ainda sobre as folhas E as flores, meu espírito é desnudo feito o amor, A aurora que ele esquece o faz baixar a cabeça E contemplar seu próprio corpo obediente e vão. Vi, no entanto, os olhos mais belos do mundo, Deuses de prata que tinham safiras nas mãos, Deuses verdadeiros, pássaros na terra E na água, vi-os. Suas asas são as minhas, nada mais existe Senão o seu vôo a sacudir minha miséria. Seu vôo de estrela e luz, Seu vôo de terra, seu vôo de pedra Sobre as vagas de suas asas. Meu pensamento sustido pela vida e pela morte."