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"Teu olhar faz a volta do meu coração, Uma roda de dança e de doçura, Auréola do tempo, berço noturno e seguro, E se não sei mais o que tenho vivido É porque teus olhos nem sempre me enxergaram. Folhas do dia e musgo do rocio, Caniços do vento, sorrisos perfumados, Asas que cobrem o mundo de luz, Barcos carregados de céu e mar, Caçadores de ruídos e fontes de cores. Aromas nascidos de uma ninhada de auroras Que sempre jaz sobre a palha dos astros, Como o dia depende da inocência O mundo inteiro depende dos teus olhos puros E o meu sangue todo flui nos olhares deles. De Capitale de la Douleur (Capital da Dor), 1926"

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