Voltar para Autores
Luis Gonzaga

Luis Gonzaga

25 pensamentos
Ler biografia completa

Frases - Página 2

Mostrando página 2 de 3 (25 frases no total)

"Baiao de Sao Sebastiao Vim do Norte O quengo em brasa Fogo e sonho do sertão E entrei na Guanabara Com tremor e emoção Era um mundo todo novo Diferente meu irmão Mas o Rio abriu meu fole E me apertou em suas mãos Ê Rio de Janeiro Do meu São Sebastião Pára o samba três minutos } bis Pra cantar o meu baião Ai meu São Sebastião Te ofereço este baião } bis No começo eu tive medo Muito medo meu irmão Mas olhando o Corcovado Assusseguei o coração Se hoje guardo uma saudade É enorme a gratidão E por isso Rio amigo Te ofereço este baião"
"Riacho do Navio Riacho do Navio Corre pro Pajeú O rio Pajeú vai despejar No São Francisco O rio São Francisco Vai bater no meio do mar O rio São Francisco Vai bater no meio do mar Ah! se eu fosse um peixe Ao contrário do rio Nadava contra as águas E nesse desafio Saía lá do mar pro Riacho do Navio Saía lá do mar pro Riacho do Navio Pra ver o meu brejinho Fazer umas caçada Ver as "pegá" de boi Andar nas vaquejada Dormir ao som do chocalho E acordar com a passarada Sem rádio e nem notícia Das terra civilizada Sem rádio e nem notícia Das Terra civilizada."
"Asa Branca Quando olhei a terra ardendo Qual fogueira de São João Eu preguntei a Deus do céu, uai Por que tamanha judiação Que braseiro, que fornaia Nem um pé de prantação Por farta d'água perdi meu gado Morreu de sede meu alazão Inté mesmo a asa branca Bateu asas do sertão "Intonce" eu disse adeus Rosinha Guarda contigo meu coração Hoje longe muitas léguas Numa triste solidão Espero a chuva cair de novo Para eu voltar pro meu sertão Quando o verde dos teus oio Se espalhar na prantação Eu te asseguro não chore não, viu Que eu voltarei, viu Meu coração"
"Vem Morena Vem, morena, pros meus braços Vem, morena, vem dançar Quero ver tu requebrando Quero ver tu requebrar Quero ver tu remechendo Resfulego da sanfona Inté que o sol raiar Esse teu fungado quente Bem no pé do meu pescoço Arrepia o corpo da gente Faz o véio ficar moço E o coração de repente Bota o sangue em arvoroço Vem, morena, pros meus braços Vem, morena, vem dançar Quero ver tu requebrando Quero ver tu requebrar Quero ver tu remechendo Resfulego da sanfona Inté que o sol raiar Esse teu suor sargado É gostoso e tem sabor Pois o teu corpo suado Com esse cheiro de fulô Tem um gosto temperado Dos tempero do amor Vem, morena, pros meus braços..."
"Ovo de Codorna Eu quero um ovo de codorna pra comer O meu problema ele tem que resolver (bis) Eu tô madurão Passei da flor da idade Mas ainda tenho Alguma mocidade, Vou cuidar de mim Pra não acontecer Vou comprar ovo de codorna Pra comer Eu quero um ovo de codorna pra comer... Eu já procurei Um doutor meu amigo Ele me falou "Pode contar comigo" Ele me ensinou E eu passo pra você Vou lhe dar ovo de codorna pra comer Eu quero um ovo de codorna pra comer... Eu andava triste Quase apavorado Estavam me fazendo De um pobre coitado Minha companheira Tá feliz porque Eu comprei ovo de codorna pra comer Eu quero um ovo de codorna pra comer O meu problema ele tem que resolver"
"Suplica Cearense Oh! Deus, perdoe este pobre coitado Que de joelhos rezou um bocado Pedindo pra chuva cair sem parar Oh! Deus, será que o senhor se zangou E só por isso o sol se arretirou Fazendo cair toda chuva que há Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho Pedir pra chover, mas chover de mansinho Pra ver se nascia uma planta no chão Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe, Eu acho que a culpa foi Desse pobre que nem sabe fazer oração Oh! Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água E ter-lhe pedido cheinho de mágoa Pro sol inclemente se arretirar Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno Desculpe eu pedir para acabar com o inferno Que sempre queimou o meu Ceará"
"Seu Delegado Seu delegado, digo a vossa senhoria Eu sou fio de uma famia Que não gosta de fuá Mas tresantontem No forró de Mané Vito Tive que fazer bonito A razão vou lhe explicar Bitola no Ganzá Preá no reco-reco Na sanfona de Zé Marreco Se danaram pra tocar Praqui, prali, pra lá Dançava com Rosinha Quando o Zeca de Sianinha Me proibiu de dançar Seu delegado, sem encrenca eu não brigo Se ninguém bulir comigo Num sou homem pra brigar Mas nessa festa Seu dotô, perdi a carma Tive que pegá nas arma Pois num gosto de apanhar Pra Zeca se assombrar Mandei parar o fole Mas o cabra num é mole Quis partir pra me pegar Puxei do meu punhá Soprei o candieiro Botei tudo pro terreiro Fiz o samba se acabar."
"Apologia ao Jumento É verdade, meu senhor Essa estória do sertão Padre Vieira falou Que o jumento é nosso irmão A vida desse animal Padre Vieira escreveu Mas na pia batismal Ninguém sabe o nome seu Bagre, Bó, Rodó ou Jegue Baba, Ureche ou Oropeu Andaluz ou Marca-hora Breguedé ou Azulão Alicate de Embau Inspetor de Quarteirão Tudo isso, minha gente É o jumento, nosso irmão Até pr'anunciar a hora Seu relincho tem valor Sertanejo fica alerta O dandão nuca falhou Levanta com hora e vamo O jumento já rinchou Bom, bom, bom Ele tem tantas virtudes Ninguém pode carcular Conduzindo um ceguinho Porta em porta a mendigar O pobre vê, no jubaio Um irmão pra lhe ajudar Bom, bom, bom E na fuga para o Egito Quando o julgo anunciou O jegue foi o transporte Que levou nosso Senhor Vosmicê fique sabendo Que o jumento tem valor Agora, meu patriota Em nome do meu sertão Acompanhe o seu vigário Nessa terna gratidão Receba nossa homenagem Ao jumento, nosso irmão"
"Apologia ao Jumento (O Jumento e Nosso Irmao) ajuda É verdade, meu senhor Essa estória do sertão Padre Vieira falou Que o jumento é nosso irmão A vida desse animal Padre Vieira escreveu Mas na pia batismal Ninguém sabe o nome seu Bagre, Bó, Rodó ou Jegue Baba, Ureche ou Oropeu Andaluz ou Marca-hora Breguedé ou Azulão Alicate de Embau Inspetor de Quarteirão Tudo isso, minha gente É o jumento, nosso irmão Até pr'anunciar a hora Seu relincho tem valor Sertanejo fica alerta O dandão nuca falhou Levanta com hora e vamo O jumento já rinchou Bom, bom, bom Ele tem tantas virtudes Ninguém pode carcular Conduzindo um ceguinho Porta em porta a mendigar O pobre vê, no jubaio Um irmão pra lhe ajudar Bom, bom, bom E na fuga para o Egito Quando o julgo anunciou O jegue foi o transporte Que levou nosso Senhor Vosmicê fique sabendo Que o jumento tem valor Agora, meu patriota Em nome do meu sertão Acompanhe o seu vigário Nessa terna gratidão Receba nossa homenagem Ao jumento, nosso irmão"
"O Xote das Meninas (Mandacaru) Mandacaru Quando fulora na seca É o siná que a chuva chega No sertão Toda menina que enjôa Da boneca É siná que o amor Já chegou no coração... Meia comprida Não quer mais sapato baixo Vestido bem cintado Não quer mais vestir de mão... Ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar... De manhã cedo já tá pintada Só vive suspirando Sonhando acordada O pai leva ao dotô A filha adoentada Não come, nem estuda Não dorme, não quer nada... Ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar... Mas o dotô nem examina Chamando o pai do lado Lhe diz logo em surdina Que o mal é da idade Que prá tal menina Não tem um só remédio Em toda medicina... Ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar... Mandacaru Quando fulora na seca É o sinal que a chuva chega No sertão Toda menina que enjôa Da boneca É sinal que o amor Já chegou no coração... Meia comprida Não quer mais sapato baixo Vestido bem cintado Não quer mais vestir de mão... Ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar... De manhã cedo já está pintada Só vive suspirando Sonhando acordada O pai leva ao doutor A filha adoentada Não come, num estuda Num dorme, num quer nada... Porque ela só quer, hum! Porque ela só quer Só pensa em namorar... Mas o doutô nem examina Chamando o pai do lado Lhe diz logo em surdina Que o mal é da idade E que prá tal menina Não tem um só remédio Em toda medicina... Porque ela só quer, oh! Mas porque ela só quer, ai! Mas porque ela só quer Oi, oi, oi! Ela só quer Só pensa em namorar Mas porque ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar..."
"Respeite Januario Quando eu voltei lá no sertão Eu quis mangar(zombar) de Januário Com meu fole prateado Só de baixo, cento e vinte, botão preto bem juntinho Como nêgo empareado Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito Foram logo me dizendo: "De Itaboca à Rancharia, de Salgueiro à Bodocó, Januário é omaior!" E foi aí que me falou mei' zangado o véi Jacó: "Luí" respeita Januário "Luí" respeita Januário "Luí", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso E com ele ninguém vai, "Luí" Respeita os oito baixo do teu pai! Respeita os oito baixo do teu pai! Eita com seiscentos milhões, mas já se viu! Dispois que esse fi de Januário vortô do sul Tem sido um arvorosso da peste lá pra banda do Novo Exu Todo mundo vai ver o diabo do nego Eu também fui, mas não gostei O nego tá muito mudificado Nem parece aquele mulequim que saiu daqui em 1930 Era malero, bochudo, cabeça-de-papagaio, zambeta, feeei pa peste! Qual o quê! O nêgo agora tá gordo que parece um major! É uma casemiralascada! Um dinheiro danado! Enricou! Tá rico! Pelos cálculos que eu fiz, ele deve possuir pra mais de 10 ontos de réis! Safonona grande danada 120 baixos! É muito baixo! Eu nem sei pra que tanto baixo! Porque arreparando bem ele só toca em 2. Januário não! O fole de Januário tem 8 baixos, mas ele toca em todos 8 Sabe de uma coisa? Luiz tá com muito cartaz! É um cartaz da peste! Mas ele precisa respeitar os 8 baixos do pai dele E é por isso que eu canto assim! "Luí" respeita Januário "Luí" respeita Januário "Luí", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso Nem com ele ninguém vai, "Luí" Respeita os oito baixo do teu pai! Respeita os oito baixo do teu pai! Respeita os oito baixo do teu pai!"
"Dezessete e Setecentos Eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Dezessete e setecentos! Dezesseis e setecentos!... Mas se eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos! Porque dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Mas se eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos! Dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Sou diplomata Freqüentei academia Conheço geografia Sei até multiplicar Dei vinte mango Prá pagar três e trezentos Dezessete e setecentos Você tem que me voltar... É dezessete e setecentos! É dezesseis e setecentos! É dezessete e setecentos! É dezesseis e setecentos! Mas se eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Mas olha aqui Se eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos! Mas dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Eu acho bom Você tirar os nove fora Evitar que eu vá embora E deixe a conta sem pagar Eu já lhe disse Que essa droga está errada Vou buscar a tabuada E volto aqui prá lhe provar... Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! É dezessete e setecentos! É dezesseis e setecentos!... Mas se lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Porque dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Mas rapaz olha aqui Se eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas é dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Mas se lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos! Porque dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Não, pera aí Mas se lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas porque Dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Mas olha aqui rapá Dezesseis e setecentos! Dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos! Mas não é dezessete e setecentos? Dezesseis e setecentos! Dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Então deixa É por isso que não gosto De discutir com gente ignorante Por isso é que o Brasil Não "progrede" nisso..."