"Apologia ao Jumento É verdade, meu senhor Essa estória do sertão Padre Vieira falou Que o jumento é nosso irmão A vida desse animal Padre Vieira escreveu Mas na pia batismal Ninguém sabe o nome seu Bagre, Bó, Rodó ou Jegue Baba, Ureche ou Oropeu Andaluz ou Marca-hora Breguedé ou Azulão Alicate de Embau Inspetor de Quarteirão Tudo isso, minha gente É o jumento, nosso irmão Até pr'anunciar a hora Seu relincho tem valor Sertanejo fica alerta O dandão nuca falhou Levanta com hora e vamo O jumento já rinchou Bom, bom, bom Ele tem tantas virtudes Ninguém pode carcular Conduzindo um ceguinho Porta em porta a mendigar O pobre vê, no jubaio Um irmão pra lhe ajudar Bom, bom, bom E na fuga para o Egito Quando o julgo anunciou O jegue foi o transporte Que levou nosso Senhor Vosmicê fique sabendo Que o jumento tem valor Agora, meu patriota Em nome do meu sertão Acompanhe o seu vigário Nessa terna gratidão Receba nossa homenagem Ao jumento, nosso irmão"
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Ver todas"O ABC do Sertao Lá no meu sertão pros caboclo lê Têm que aprender um outro ABC O jota é ji, o éle é lê O ésse é si, mas o érre Tem nome de rê Até o ypsilon lá é pissilone O eme é mê, O ene é nê O efe é fê, o gê chama-se guê Na escola é engraçado ouvir-se tanto "ê" A, bê, cê, dê, Fê, guê, lê, mê, Nê, pê, quê, rê, Tê, vê e zê."
"Danca Mariquinha Dança, dança, Mariquinha Para o povo apreciar Essa boa mazurquinha Que pra você vou cantar Ouça, meu bem, A sanfona tocar Quitiribom, quitiribom, Toca no baixo desse acordeom Quitiribom, quitiribom, Que mazurquinha Que compasso bom Quando pego na sanfona A turma se levanta E pede uma mazurca Quando bato a mão no fole Sei que a turma toda Vai ficar maluca Todo mundo se admira Do fraseada que a sanfona diz Quando acaba a contradança O povo admirado ainda pede bis."
"Orelia Caminheiro sem destino O destino é Deus quem dá Sempre em paz comigo mesmo Coração só pra cantar Um xamego hoje aqui Amanhã, um dengo acolá E o pó das estrada apagando Os xodós que eu tive por lá Foi entonce que ela surgiu Tava escrito Orélia chegar Orélia, ai, ai, Orélia Só de olhar teu olhar magneto Vi logo o meu fim Que paixão, foi um choque da peste Meu corpo tremeu que nem curumim Orélia, ai, ai, Orélia Ai, bichinha, se tu me deixar Vai ser muito ruim Faço arte no leste e no oeste No sul, no nordeste Dou cabo de mim"
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