"O Xote das Meninas (Mandacaru) Mandacaru Quando fulora na seca É o siná que a chuva chega No sertão Toda menina que enjôa Da boneca É siná que o amor Já chegou no coração... Meia comprida Não quer mais sapato baixo Vestido bem cintado Não quer mais vestir de mão... Ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar... De manhã cedo já tá pintada Só vive suspirando Sonhando acordada O pai leva ao dotô A filha adoentada Não come, nem estuda Não dorme, não quer nada... Ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar... Mas o dotô nem examina Chamando o pai do lado Lhe diz logo em surdina Que o mal é da idade Que prá tal menina Não tem um só remédio Em toda medicina... Ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar... Mandacaru Quando fulora na seca É o sinal que a chuva chega No sertão Toda menina que enjôa Da boneca É sinal que o amor Já chegou no coração... Meia comprida Não quer mais sapato baixo Vestido bem cintado Não quer mais vestir de mão... Ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar... De manhã cedo já está pintada Só vive suspirando Sonhando acordada O pai leva ao doutor A filha adoentada Não come, num estuda Num dorme, num quer nada... Porque ela só quer, hum! Porque ela só quer Só pensa em namorar... Mas o doutô nem examina Chamando o pai do lado Lhe diz logo em surdina Que o mal é da idade E que prá tal menina Não tem um só remédio Em toda medicina... Porque ela só quer, oh! Mas porque ela só quer, ai! Mas porque ela só quer Oi, oi, oi! Ela só quer Só pensa em namorar Mas porque ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar..."
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Ver todas"Apologia ao Jumento (O Jumento e Nosso Irmao) ajuda É verdade, meu senhor Essa estória do sertão Padre Vieira falou Que o jumento é nosso irmão A vida desse animal Padre Vieira escreveu Mas na pia batismal Ninguém sabe o nome seu Bagre, Bó, Rodó ou Jegue Baba, Ureche ou Oropeu Andaluz ou Marca-hora Breguedé ou Azulão Alicate de Embau Inspetor de Quarteirão Tudo isso, minha gente É o jumento, nosso irmão Até pr'anunciar a hora Seu relincho tem valor Sertanejo fica alerta O dandão nuca falhou Levanta com hora e vamo O jumento já rinchou Bom, bom, bom Ele tem tantas virtudes Ninguém pode carcular Conduzindo um ceguinho Porta em porta a mendigar O pobre vê, no jubaio Um irmão pra lhe ajudar Bom, bom, bom E na fuga para o Egito Quando o julgo anunciou O jegue foi o transporte Que levou nosso Senhor Vosmicê fique sabendo Que o jumento tem valor Agora, meu patriota Em nome do meu sertão Acompanhe o seu vigário Nessa terna gratidão Receba nossa homenagem Ao jumento, nosso irmão"
"Ovo de Codorna Eu quero um ovo de codorna pra comer O meu problema ele tem que resolver (bis) Eu tô madurão Passei da flor da idade Mas ainda tenho Alguma mocidade, Vou cuidar de mim Pra não acontecer Vou comprar ovo de codorna Pra comer Eu quero um ovo de codorna pra comer... Eu já procurei Um doutor meu amigo Ele me falou "Pode contar comigo" Ele me ensinou E eu passo pra você Vou lhe dar ovo de codorna pra comer Eu quero um ovo de codorna pra comer... Eu andava triste Quase apavorado Estavam me fazendo De um pobre coitado Minha companheira Tá feliz porque Eu comprei ovo de codorna pra comer Eu quero um ovo de codorna pra comer O meu problema ele tem que resolver"
"Vem Morena Vem, morena, pros meus braços Vem, morena, vem dançar Quero ver tu requebrando Quero ver tu requebrar Quero ver tu remechendo Resfulego da sanfona Inté que o sol raiar Esse teu fungado quente Bem no pé do meu pescoço Arrepia o corpo da gente Faz o véio ficar moço E o coração de repente Bota o sangue em arvoroço Vem, morena, pros meus braços Vem, morena, vem dançar Quero ver tu requebrando Quero ver tu requebrar Quero ver tu remechendo Resfulego da sanfona Inté que o sol raiar Esse teu suor sargado É gostoso e tem sabor Pois o teu corpo suado Com esse cheiro de fulô Tem um gosto temperado Dos tempero do amor Vem, morena, pros meus braços..."
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