Introdução
Howard D. Schultz, nascido em 19 de julho de 1953 em Brooklyn, Nova York, é amplamente reconhecido como o arquiteto da Starbucks moderna. Filho de uma família de classe trabalhadora judia, ele elevou uma pequena torrefadora de Seattle a uma das marcas mais valiosas do mundo, com presença em mais de 80 países até 2026. Como fundador, CEO intermitente e autor, Schultz enfatiza valores como dedicação, inovação e responsabilidade social. Seu livro "Pour Your Heart Into It" (1997), traduzido como "Dedique-se de Coração", detalha essa jornada e se tornou best-seller, vendendo milhões de cópias. Até fevereiro de 2026, sua influência persiste em debates sobre liderança corporativa e globalização do varejo. Schultz representa o sonho americano: de projeto habitacional público a bilionário listado na Forbes, com patrimônio estimado em bilhões via ações da Starbucks. Seus retornos como CEO em crises reforçam sua reputação de salvador empresarial.
Origens e Formação
Howard Schultz cresceu no projeto habitacional Canarsie Bayview Houses, em Brooklyn, em meio à pobreza. Seu pai, Fred Schultz, trabalhava como motorista de entregas e operário, mas sofreu uma lesão grave no tornozelo em 1960, aos 26 anos de Howard, perdendo o emprego sem rede de segurança. Essa experiência marcou Schultz profundamente, moldando sua visão sobre benefícios aos funcionários. Sua mãe, Elaine, sustentou a família como recepcionista.
Aos 18 anos, Schultz ganhou uma bolsa de futebol americano na Northern Michigan University, formando-se em 1975 com bacharelado em comunicações. Durante a faculdade, trabalhou como barista em cafeterias locais, despertando interesse pelo setor. Após a graduação, ingressou na Xerox como vendedor, depois na Hammarplast, fabricante sueca de utensílios, onde se destacou em vendas. Esses anos iniciais forjaram sua ética de trabalho e habilidades comerciais. Em 1982, aos 29 anos, juntou-se à Starbucks, então uma pequena empresa de Seattle com seis lojas focada em grãos e equipamentos de café, como diretor de marketing e varejo.
Trajetória e Principais Contribuições
A trajetória de Schultz na Starbucks começou em 1982. Inspirado por uma viagem à Itália em 1983, ele propôs transformar as lojas em "terceiros lugares" – entre casa e trabalho –, com cafés expressos como nas cafeterias milanesas. Os fundadores originais, Jerry Baldwin, Zev Siegl e Gordon Bowker, rejeitaram a ideia em 1985, levando Schultz a sair e fundar o Il Giornale, rede de cafeterias em Seattle.
Em 1987, Schultz reuniu US$ 3,8 milhões de investidores e comprou a Starbucks por US$ 3,75 milhões, fundindo-a ao Il Giornale. Renomeou tudo como Starbucks e expandiu agressivamente. Em 1992, a empresa abriu capital na bolsa NASDAQ, arrecadando US$ 25 milhões. Sob sua liderança como CEO (1987-2000), o número de lojas saltou de 11 para mais de 3.500 nos EUA. Introduziu benefícios como seguro-saúde para funcionários em tempo parcial, stock options e salário mínimo acima da média.
Schultz deixou o cargo de CEO em 2000, permanecendo como presidente do conselho, mas voltou em 2008 durante a crise financeira, fechando 600 lojas e demitindo 1.000 funcionários para reestruturar. Até 2017, expandiu para 28.000 lojas globais. Outras contribuições incluem o lançamento de produtos como Frappuccino (1995) e parcerias com Nestlé (2018) para cafés engarrafados. Como autor, "Dedique-se de Coração" (1997) compartilha lições de perseverança. Seguiram-se "Onward: How Starbucks Fought for Its Life without Losing Its Soul" (2011), sobre a crise de 2008, e "From the Ground Up: A Journey to Reimagine the Promise of America" (2019), sobre ativismo social.
Em 2019, considerou candidatura presidencial democrata, mas desistiu em 2020. Em 2022-2023, retornou brevemente como CEO interino após a saída de Laxman Narasimhan, estabilizando a empresa antes de passar para Brian Niccol em 2024.
Vida Pessoal e Conflitos
Schultz casou-se com Sheri Kersch em 1982; têm dois filhos gêmeos, Elia e David (nascidos em 1992), e uma filha, Sadie. A família mora em Seattle. Ele é judeu praticante, doando para causas judaicas e israelenses. Schultz enfrentou críticas por expansão rápida, acusações de gentrificação em bairros e tratamento trabalhista durante a pandemia de COVID-19, com fechamentos de lojas e resistência à sindicalização. Em 2022, audiências no Senado questionaram práticas antissindicais.
Conflitos internos incluíram disputas com acionistas em 2000 sobre diversificação e a crise de 2007-2008, quando ações caíram 50%. Sua decisão de fechar lojas nos EUA em 2008 gerou demissões polêmicas. Apesar disso, funcionários creditam a ele salários competitivos e cultura corporativa. Schultz também lidou com o falecimento do pai em 1997, dedicando seu primeiro livro a ele.
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Até 2026, o legado de Schultz é a Starbucks como ícone global, avaliada em centenas de bilhões. Ele pioneirou o modelo de café premium, influenciando rivais como Dunkin' e Costa Coffee. Sua ênfase em "parceiros" (funcionários) inspirou políticas de RH em varejo. Livros como "Dedique-se de Coração" são leitura obrigatória em MBAs, com lições sobre visão e resiliência.
Schultz fundou a Onward Ventures em 2023, investindo em empresas de impacto social. Sua fortuna, acima de US$ 3 bilhões, vem de ações Starbucks. Críticas persistem sobre desigualdade – ele é bilionário enquanto baristas lutam –, mas defensores destacam doações para veteranos, imigrantes e educação via Schultz Family Foundation. Em 2026, ele permanece chairman emérito, comentando liderança em entrevistas. Sua história motiva empreendedores, simbolizando ascensão por mérito em era de desigualdade.
