"Tem certas coisas que eu tenho medo de escrever. De escrever e de falar em voz alta. Porque tenho medo de minhas próprias dúvidas. E de minhas convicções abaladas. Tenho medo de perder as certezas que um dia tive... E de ver meus principios fazerem eco na escuridão. De perder o chão. ... Porque no exato momento em que me deito, as dúvidas preechem minha falta de sono. E me fazem doer a cabeça. E pedir ao relógio que pare. Ao mundo que silencie. E à vida que espere: porque a menina, agora, está perdida..."
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Ver todas"Muitas vezes acreditei no amor. Outras tantas me decepcionei com ele. E desde então, me divirto... Foi assim que aprendi. Acho graça de uma data esquecida. De uma demora pra se arrumar. De uma promessinha não cumprida. De uma cueca furada. Não me estresso com a toalha na cama. Com o banheiro molhado. Com um presente sem pé nem cabeça. Faço piada dos seus antigos amores, chamo de baranga e invento até apelido. Não alimento um ciúmes desses, com certeza. Gosto de rir dos seus erros e perdôo com mais facilidade os percalços da vida a dois. O amor pra mim é diversão. Foi o que aprendi com todas as desilusões do passado. Pelo menos tento."
"Vai, menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca, somente."
"A busca cessou-se. Enfim. Meus olhos podem fechar-se com calma. Minha cabeça pode recostar-se. Minha mão pode descansar na tua. Meu coração pode bater levemente. E minha alma pode retirar a antiga placa. Porque nos teus braços eu sinto gosto de paraíso. Gosto de pra sempre. Como nunca o meu faz-de-conta imaginou que ia ser."
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