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"O HOMEM IDEALIZADO. O homem idealizado é irreal; é submisso à vontade e ao egoísmo de quem o idealiza. É imaginário e se torna objeto principal da mais completa projeção de quem o deseja e é sempre alvo de ambição ou afeto. O homem idealizado é fictício em sua estrutura e não é icônico no seu conteúdo. Ele não é porque foi feito; ele não perdura porque acaba; ele é ilusivo porque achamos que se submete. O homem idealizado não é o ideal porque está longe de existir realmente. É pérfido, dissimulado e ausente. Ele não permanece, não se fixa, apenas deixa nuances. O homem idealizado não é verdadeiro e só aparece em representações imaginárias. Nelas, ele é o herói, é superprotetor, é galanteador, viril e muito másculo; enfim, ele é perfeito e suas características são tão organizadas; seu caráter é produtivo e o seu potencial humano é inigualável. O homem idealizado é mágico porque consegue reunir todas as virtudes numa só: ser o homem ideal. É elástico porque é capaz de esticar-se até as mais longas e loucas fantasias de quem o criou. É rígido porque é involuntário e é frágil porque é imaginado. O homem idealizado não é um homem é apenas um sonho bom ou um terrível pesadelo... Mariluci Carvalho de Souza"

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"Noite triste... Marcamos um encontro... Uma noite de amor! A dúvida, depois a certeza, Eu tinha que ir... Tu eras céu claro acima de mim; Eras profundo, eras assim como se fosses abismo de luz, Eu não podia resistir... Ao contemplar-te estremeci de loucos desejos. Erguer-me à tua altitude; Eis para a mim a profundidade. Encobrir-me em tua masculinidade; Eis a minha inocência. Não falaste, teus olhos anunciaram a tua dor... Másculo, vieste a mim, mais velado pelo teu porte do que pelo desejo. Silêncio... Mãos frias, lábios trêmulos, revelavam um fracasso... Adivinhei todos os sentimentos secretos de tua alma. Vieste a mim, mas, tu ainda não tinhas chegado. Tristeza, medo, terror; tudo naquele instante me foi comum. As lágrimas, nessas horas, também nos são comuns. Tentei encontrar-te... Na fúria indomável de me sentir possuída; Na vontade incontida de entregar-me inteiramente aos seus carinhos, Não pude avaliar a enorme distância que nos separava. Um pequeno ruído me fez voltar a realidade... Um leito, dois seres... Uma mulher magoada, Um homem arrasado... Algumas palavras deram vida ao cenário. Estávamos abraçados, mas ambos possuíam as mãos vazias. Nem sequer tentamos justificar o ocorrido. Cansado, tu dormiste, E os segundos foram todos meus, No silêncio daquela Noite Triste... Mariluci Carvalho de Souza"

"· Quando achamos que não estamos à altura do que exigem de nós, sentimo-nos inseguros. O pulo do gato é não deixar que ninguém determine esta altura! (Mariluci Carvalho)"

"INTROVERSÃO Saí do prumo... Perdi o meu rumo... Mergulhei na incerteza, Afoguei-me na estreiteza... Peguei a trilha totalmente errada e, Senti-me, de vez, acabada, Virei carta marcada, No jogo do vale nada... Meu barco ficou sem leme, Arrebentando-se em pedras e rochedos, E eu, impassível, assistia a tudo, Paralisada, diante dos meus próprios medos. O não me importo está tão próximo do me importo, Que não sei dizer a linha que os separam, Só sei que aquilo que tanto evitamos, É o que nós mais facilmente nos deparamos... Acertei o compasso? Soltei-me do laço? E agora, o que faço? O que não avança Também não retrocede Às vezes a apatia é tanta, Que você não sabe se ganha ou se perde Sem dúvidas, sem certeza... É assim que é a vida, Enquanto a vida é... É tão maior a tristeza, Quanto menor é a fé... A calmaria nem sempre significa paz, E a gente paga aqui o que aqui a gente faz Da escuridão veio a luz, Da claridade veio a certeza, Que o mesmo que nos seduz, Também nos leva à pobreza. Achei o prumo! Acertei o rumo! Novamente mergulhei... Só que agora me salvei! Mariluci Carvalho de Souza."

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