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"INTROVERSÃO Saí do prumo... Perdi o meu rumo... Mergulhei na incerteza, Afoguei-me na estreiteza... Peguei a trilha totalmente errada e, Senti-me, de vez, acabada, Virei carta marcada, No jogo do vale nada... Meu barco ficou sem leme, Arrebentando-se em pedras e rochedos, E eu, impassível, assistia a tudo, Paralisada, diante dos meus próprios medos. O não me importo está tão próximo do me importo, Que não sei dizer a linha que os separam, Só sei que aquilo que tanto evitamos, É o que nós mais facilmente nos deparamos... Acertei o compasso? Soltei-me do laço? E agora, o que faço? O que não avança Também não retrocede Às vezes a apatia é tanta, Que você não sabe se ganha ou se perde Sem dúvidas, sem certeza... É assim que é a vida, Enquanto a vida é... É tão maior a tristeza, Quanto menor é a fé... A calmaria nem sempre significa paz, E a gente paga aqui o que aqui a gente faz Da escuridão veio a luz, Da claridade veio a certeza, Que o mesmo que nos seduz, Também nos leva à pobreza. Achei o prumo! Acertei o rumo! Novamente mergulhei... Só que agora me salvei! Mariluci Carvalho de Souza."

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"Autoestima A sua autoestima só depende de você, da forma como você está se olhando... Ninguém tem o poder de eleva-lá ou jogá-la no chão ... Se você se permite sentir-se um lixo é exatamente assim que as pessoas vão lhe tratar! Portanto, está na hora de você dar uma parada e pensar porque você está se maltratando e que motivos você se deu para se sentir diminuída... Garanto que você não encontrará nada que justifique esse julgamento que fez de si mesma e, com certeza, sua autoestima aumentará na exata medida que você permitir! "Você é a única responsável pela forma como se sente"!"

"Noite triste... Marcamos um encontro... Uma noite de amor! A dúvida, depois a certeza, Eu tinha que ir... Tu eras céu claro acima de mim; Eras profundo, eras assim como se fosses abismo de luz, Eu não podia resistir... Ao contemplar-te estremeci de loucos desejos. Erguer-me à tua altitude; Eis para a mim a profundidade. Encobrir-me em tua masculinidade; Eis a minha inocência. Não falaste, teus olhos anunciaram a tua dor... Másculo, vieste a mim, mais velado pelo teu porte do que pelo desejo. Silêncio... Mãos frias, lábios trêmulos, revelavam um fracasso... Adivinhei todos os sentimentos secretos de tua alma. Vieste a mim, mas, tu ainda não tinhas chegado. Tristeza, medo, terror; tudo naquele instante me foi comum. As lágrimas, nessas horas, também nos são comuns. Tentei encontrar-te... Na fúria indomável de me sentir possuída; Na vontade incontida de entregar-me inteiramente aos seus carinhos, Não pude avaliar a enorme distância que nos separava. Um pequeno ruído me fez voltar a realidade... Um leito, dois seres... Uma mulher magoada, Um homem arrasado... Algumas palavras deram vida ao cenário. Estávamos abraçados, mas ambos possuíam as mãos vazias. Nem sequer tentamos justificar o ocorrido. Cansado, tu dormiste, E os segundos foram todos meus, No silêncio daquela Noite Triste... Mariluci Carvalho de Souza"

"A pior mentira! É aquela que contamos para nós mesmos... Aquela que, por medo ou comodismo, acreditamos realmente nela como se fosse a mais pura verdade! A gente começa a achar que ela é o princípio maior de nossa existência e que não existe nada mais claro e tão definido nessa verdade mentirosa! O tempo vai passando e junto com ele chega a nossa impotência em aceitarmos e admitirmos que estivemos nos enganando por muito tempo, que até mesmo, nós já não conhecemos mais a nossa verdade e o motivo de termos dado a ela uma tamanha proporção e enorme poder. Neste exato momento em que já a consideramos nossa verdade, ela começa a se revelar, cada dia mais, como sendo a maior e a pior das mentiras que já contamos. Quando chegamos a reconhecê-la ela se nega a mostrar a sua verdadeira face e começa a gerar uma confusão mental tamanha que é praticamente impossível você refletir sobre o que é certo ou errado nas consequências de sua mentira, agora tão verdade! Começa então a briga interior e a cobrança que o nosso instinto maior de busca da felicidade real faz. Tentamos procurar o início da criação da mentira e os porquês de termos criados tamanho monstro que agora ameaça nos devorar. Junto também vem a culpa por não termos enfrentado os nossos problemas como eles eram e de termos criado uma outra realidade totalmente incompatível com a que vivenciamos no presente!é a tomada de consciência falando mais alto, às vezes aos gritos, sem o menor temor de machucar a nossa integridade, E queremos consertar o que, na maioria das vezes, não já não o podemos fazê-lo! Essa é, sem dúvida, a trajetória da mentira perigosa e mais enganosa que todas as outras inventadas por nós: A mentira que vira verdade!"

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