"Um dia, mais um. Desses que acontecem depois de ontem, e antes de amanhã. Começa antes do sol,e termina depois .. sabe-se lá quando termina, ainda não chegou. talvez não termine. “O fim… é belo e incerto” já dizia a música. São mais bonitas quando tristes. Assim como os filmes, ou as palavras. mas não o tempo. o tempo não fala. E o despertador grita. relembrando que meus 5 minutos de acréscimo terminaram. A seleção não fez nada, porquê eu faria? meu patriotismo está de greve. e também o ânimo, e a fome, e a lucidez. Depois de atirar o tempo pela janela, me virei. Decidí matar o dia. Afinal se ele começa quando acordo, termina quando durmo."
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Ver todas"ah meu coração… que nem vermelho é mais. nem branco. nem preto. bate assim… listadinho! e bate tanto…. eu tenho uma arquibancada dentro de mim. tenho um estádio, um hino. alguns refrões tolos e lindos… Tenho o Willy Gonser, o Alberto Rodrigues e até o Galvão Bueno dentro do meu coraçãozinho listradinho. Já perdi a conta dos palavrões e dos galateios que destinei-os. Ah… quando as buzinas tocam. quando os meninos gritam. quando as bandeiras sacodem… quando eu asseno e quase choro. Quando eles dizem aos prantos: “sooobe galo”. e eu sinto tanto orgulho dos que rasgaram a carteira de torcedor, e no outro dia voltaram roucos de tanto cantar o hino preto e branco… como se pedissem desculpa pela heresia. Eu me encanto, e não me canso de encatar… por toda essa gente preta e branca, que dorme na fila, que grita, e chora, e canta, e luta, e acredita!!! Já vi atleticano chorar e enxugar as lágrimas na bandeira… Já vi atleticano com as mãos juntas e os olhos fechados dizendo “ave atlético cheio de graça”… já ouvi promessa, mandinga, novena, simpatia. Só nunca vi atleticano calar. Porque esse povo tem eletricidade, raça, expressão. Tem garra! e por mais que eu faça, por mais que eu diga, ninguém nunca vai entender o bater preto e branco do meu coração. Porque eu posso até votar no Lula, virar homossexual, vegetariana, evangélica… mas não deixo meu galo, nem se ele voltar a ser um time de fundo de quintal. Porque eu tenho essa tal de “raça” que dizem por aí. Enquanto houver uma camisa preta e branca pendurada no varal durante uma tempestade… eu vou estar na lá… torcendo contra o vento."
"Se pudesse, se as pernas dessem pé. Se gritasse! desmiolasse! dormisse… Se tu soubesse… Da penitência que a vela reza. do terço de farinha preço do pão. metade da ironia, saudade suada. Molha camisa, um olho alegria, outro de raiva. coca-cola com vinho. Seco, rasgado. Pintado de verde o muro. Pichado de vermelho sangue. de penitência reza. de loucura preza. paciência espera. desepera! Passa lento. tempo pra quem conta dias. cadarço descalço corre, foge fogo! foge! Nem se a vela apagasse você eu soprasse. nem que endoidasse… diria: “Te Amo!” Porque te amo uai! Amém"
"vinho tinto. seco. rasgado. suado. molhado. desce cortando. sangrando. uma dose. duas. três. mão na cabeça. encrenca. hoje não. a taça que caiu da mão. alí. no chão. agora não. ainda sangra. enquanto entorpeço. e esqueço. um brinde. então! peço-te, entre tanto… que não me cuide. hoje… juntar-me-ei à taça."
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