"Se pudesse, se as pernas dessem pé. Se gritasse! desmiolasse! dormisse… Se tu soubesse… Da penitência que a vela reza. do terço de farinha preço do pão. metade da ironia, saudade suada. Molha camisa, um olho alegria, outro de raiva. coca-cola com vinho. Seco, rasgado. Pintado de verde o muro. Pichado de vermelho sangue. de penitência reza. de loucura preza. paciência espera. desepera! Passa lento. tempo pra quem conta dias. cadarço descalço corre, foge fogo! foge! Nem se a vela apagasse você eu soprasse. nem que endoidasse… diria: “Te Amo!” Porque te amo uai! Amém"
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Ver todas"é que você não dorme nem acorda. não fuma esse cigarro. nem joga fora. não tem prece. só pressa. as vezes não tem… outras jogando truco com o verbo, pronome e artigo “o”. nunca sei… só que não gosto da ênclise. de você eu gosto. até do gosto e do gasto. um dia eu aprendo.. aonde começa o sim e termina o não."
"A coisa mais linda... minha família! Minha vó, minha prima. Até minha tia que irrita… Barracos inesquecíveis! Abraços hereditários. Primos incríveis… Heróis imaginários. Programas de índio, até sessão da tarde. Banho de rio… e boteco da esquina. para pouca verba e muito verbo. Tudo combina... e vira tinta. Na cara de quem não se cansa, nem descansa. Só de pirraça. pra quem tem a raça.. de ser do carvalho!"
"Nunca sei ao certo. O que é certo, o que é discreto. O que é sensato. Sei o que quero! até quando não quero. ou até mudar de idéia. Não tenho razão, não tenho certeza. Nem anéis eu tenho. estou certa! e não sou discreta! por que as pessoas me irritam tanto?! eu fico tonta se penso. se não penso. não existo. nem fico tonta. Bebo café sem doce. escrevo sem nexo. Jogo baralho e falo palavrão. odeio sapatos e órdens. gosto de sorvete e do meu pai. Fico lendo. fico quieta, fico inquieta. fotografo o que se move. e o que nunca vai se mover. Esqueço do livro, da órdem, do progresso, da desordem. jogo baralho e falo palavrão."
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