"Mentiras Faça de conta que por mim, nunca sofreu. Que por me deixar sem adeus, não se arrependeu. Faça de conta ainda, que a ferida aberta, já curou. Que a lágrima escorrida, já secou. Minta quando disser, é claro! Quando disser que na sua vida, não há breu. Que de amor nesta vida, nunca ninguém morreu. E que nesse caso de amor, a única que sofre... sou eu!"
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Ver todas"Palavras de um Analfa_poeta Amores não deveriam morrer Lembranças sim A morte do amor É como a cegueira A eternidade do amor É luz para os olhos Amores não deveriam morrer Pessoas sim Se morremos amando e sendo amado é como se vivêssemos um pouco mais. Resposta ao Analfa_poeta: Dúvidas sobre o meu amor Não sei escrever como os grandes poetas Li tantos e tantas vezes, que nem o nome guardei Ficou em mim este misto de alma e sangue E foi assim que desejei Escrevo com a alma Às vezes, sem a rima pedida Como uma menina que vê uma paisagem Mas que deseja com traços de linha Assim o amor se fez em mim Amo, mas não sei falar Amo, e fico a esperar Que o ser amado perceba Só de ver meu olhar"
"Beleza Rara Existem raras belezas, das quais só podemos ver com os olhos da alma! A beleza dos gestos imperceptíveis: das mãos que acolhem, das que abraçam, consolam, amparam, estendem-se... A beleza da palavra amiga, consoladora. Do silêncio compartilhado. Do olhar que acalanta, do abraço caloroso, do beijo silencioso, do aceno que jura: ficarei aqui! Quando observo, procuro ver com os olhos fechados, para não deixar que a luz ofusque a realidade, aquela escondida, por trás de uma bela estampa, ou distorcida pelas lágrimas. Há também, aquela que disfarça numa deformidade física, que nada tem de real. O belo mesmo, este, é invisivel aos olhos. Por isso, mesmo ante à escuridão, acredite: ainda assim há luz, para que possas ver com os olhos fechados!"
"Humana Idade Hoje minha certidão de nascimento avisa: 50 anos. Sinto meu coração gelado, o sangue não percorre mais meu corpo, as narinas só percebem um cheiro: o do bolor! Penso sobre tudo, sobre o que restou de humanidade, humanitário, humano...serão apenas palavras em um dicionário? Cadê meu irmão de coração caridoso, de sangue pulsante e crédulo na humanidade, para me resgatar? Quantas Madalenas estarão espalhadas entre nós? Quantas pedras atiramos? Palavras que abrem as chagas com o desprezo e desdém. Como toda frieza arrogante, sequer percebemos que há muito estamos sós! Eis que aqui estou, coração frio, cheirando à mofo, sentindo apenas o que restou aos homens: a solidão!"
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