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"Verdade absoluta. Construída de tripas e vísceras. Escondida em mim. Silenciando a língua e maltratando o coração. Exposta, permanente, no meu ser. Oculta do outro, não vista, nem ouvida. È dor de alma e encanto de paz.. Corre seguindo o fluxo do sangue. É um vai e vem sem fim. Busca permanente de coerência. Na sua construção participam órgãos Fígado, coração, rim, testículos, braços e pernas. O corpo é mente? Meu corpo? A verdade, que cedo, é relativa. É a verdade social. É medida do convívio. Limite de relacionamento pleno. Buscar a verdade absoluta é a inversão do ser. Verdade absoluta é caminho a ser trilhado por poucos. Construo com o silencio da boca E se mata sempre com o ouvido alheio. Falta-me respeito impor a alguém. Minha verdade social é relativa. Cedo como pão a alimentar a relação É medida justa. A verdade integralizada Sabida, tudo escapa. Inclusive minhas mentiras Pois é da mente que se tira. A que permito dizer é relativa Digna de bons relacionamentos. E de medida coletiva com dimensão Da possibilidade da escuta do outro."

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