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"Apaixonado é mesmo urgente, exigente, isento de razão. Um ser recém contemplado pela inspiração. Com toda a simplicidade e fé de quem aposta em fazer o sentimento crescer, inventará que o pra sempre é pouco. Decretará nova opção. Inventará de amar pra sempre e mais um fim de semana."

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""Curioso não saber explicar como alguém tem o dom avassalador de ser o nosso ponto fraco. É como se eu estivesse em dieta e ele fosse a minha sobremesa predileta, armadilha , veneno e antídoto simultaneamente...inexplicável e irresistivelmente. É como se eu admitisse que existiam mais gentis, mais bonitos, mais inteligentes e até mais sinceros, mas ninguém conseguia a façanha de ser minha paz e minha loucura ao mesmo tempo, ninguém conseguia ser a razão e as contestações sobre todas as leis inventadas pro amor... a não ser ele, ele que me desarma, ele que estraga o meu show, ele que é único.""

"Não saber. Não há nada mais irritante do que respostas não-respostas. Engarrafamento irrita, trânsito de sexta-feira, buzina ignorante, gente contraditória, fila que não anda, vizinho com rádio potente e nenhum bom gosto irrita. Falta de educação, respostas atravessadas, atitude desnecessária, tudo isso. Mas nada mais desconcertante que um "não sei". "Não sei" é termo que não vale, "não sei" não é resposta, "não sei" não é cabível. Falo daquele "não sei" inteligente e esperto não o desprovido de informação. Aquele que é parente próximo do "talvez", vizinho do "pode ser", amigo fiel do "quem sabe". "Não sei" não rende assunto, não dá chance nem esperança. Não dá audiência. É preguiça, provocação. "Não sei" é arrancar as páginas de possibilidades e reflexões de um livro bom, é posição de impedimento, é tirar o corpo fora. Puro descaso, covardia. O boicote das justificativas. A alergia dos práticos. A úlcera dos ansiosos. É ter todas as respostas guardadas, preparadas, apontadas e ainda assim se esquivar. Ter a mancha de um crime nas mãos e negá-lo. "Não sei" é a fuga dos que não se comprometem. É vazio de sentido, tentativa frustrada de absolvição. Inconveniente, conservador, teste e tortura da paciência. "Não sei", piada mal contada. Cretina, infundada. Se esconde atrás da sombra e do suposto respaldo das abstenções. "Não sei" compactua com o "porque sim" e o "porque não" como escape de continuação do asssunto. Simbióticos e injustos. Tenta parar o trânsito da prosa, mas é atropelado pelas interrogações. É a pressa e o pecado da língua insana, o tormento das personalidades combativas, o desespero dos descordantes. "Não sei" é a negação do recurso. Não remete ao passado e não liga ao futuro, é a pedra no caminho da decisão, a pedra no sapato dos objetivos. "Não sei" como comodismo, escolha mais conveniente. Nada bobo o "não sei", bastante sábio. Um perigo, um abuso. Deveria ser censurado, abolido, abortado. Ahhh o "não sei"... descabido e desnecessário! Responda "não sei" pra mim e prepare-se para o show de questionamento. Tenha certeza de sua resposta, de sua falta de posição. Esteja seguro e armado. Armado de argumentação."

"Borboleta. Que se instala no corpo inteiro, não apenas no estômago como o habitual. Vistosa e incansável. Vaga por espaços inpensáveis. Ronda por capricho um campo de sentimentos já obsoletos, reaflorando desejos abandonados. Seu objetivo? Inquietá-los, cobrar-lhes qualquer atitude que ligitime sua razão de ser. De aparência leve e supostamente símbolo da liberdade, na verdade, nos tira o ar, devasta nosso jardim e deixa algumas pétalas na porta para também se fazer recordável, a opressora. Saudade, a hóspede non grata."

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