"Aguardo, equânime, o que não conheço — Meu futuro e o de tudo. No fim tudo será silêncio, salvo Onde o mar banhar nada. Aqui, Dizeis Aqui, dizeis, na cova a que me abeiro, Não 'stá quem eu amei. Olhar nem riso Se escondem nesta leira. Ah, mas olhos e boca aqui se escondem! Mãos apertei, não alma, e aqui jazem. Homem, um corpo choro! Aqui"
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Ver todas"Temo, Lídia Temo, Lídia, o destino. Nada é certo. Em qualquer hora pode suceder-nos O que nos tudo mude. Fora do conhecido é estranho o passo Que próprio damos. Graves numes guardam As lindas do que é uso. Não somos deuses; cegos, receemos, E a parca dada vida anteponhamos À novidade, abismo."
"Breve o Dia Breve o dia, breve o ano, breve tudo. Não tarda nada sermos. Isto, pensado, me de a mente absorve Todos mais pensamentos. O mesmo breve ser da mágoa pesa-me, Que, inda que mágoa, é vida."
"A flor que és, não a que dás, eu quero. Porque me negas o que te não peço. Tempo há para negares Depois de teres dado. Flor, sê-me flor! Se te colher avaro A mão da infausta esfinge, tu perere Sombra errarás absurda, Buscando o que não deste."
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