"Aos que a felicidade É sol, virá a noite. Mas ao que nada espera Tudo que vem é grato."
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Ricardo Reis
Ricardo Reis (1887-1936)é um dos heterônimos do poeta português Fernando Pessoa. Tendo sido plural, como se definiu, criou personalidades próprias para os vários poetas que conviviam nele
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Frases de Ricardo Reis
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"Aquele momento em que subimos nossos olhos ao céu pra não deixar cair uma lágrima no chão."
"Mas tal como é, gozemos o momento, Solenes na alegria levemente, E aguardando a morte Como quem a conhece."
"Muitas vezes precisamos ser iguais ao golfinho, sair de nosso mundo apenas por instinto e sem perder nossas origens."
"Coroai-me de rosas, Coroai-me em verdade, De rosas — Rosas que se apagam Em fronte a apagar-se Tão cedo! Coroai-me de rosas E de folhas breves. E basta."
"Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio. Sossegadamente, fitemos o seu curso e aprendamos Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. Enlacemos as mãos..."
"Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive."
"A Cada Qual A cada qual, como a estatura, é dada A justiça: uns faz altos O fado, outros felizes. Nada é prémio: sucede o que acontece. Nada, Lídia, devemos Ao fado, senão tê-lo."
"Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos, Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias, Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro Ouvindo correr o rio e vendo-o."
"Breve o Dia Breve o dia, breve o ano, breve tudo. Não tarda nada sermos. Isto, pensado, me de a mente absorve Todos mais pensamentos. O mesmo breve ser da mágoa pesa-me, Que, inda que mágoa, é vida."
"A flor que és, não a que dás, eu quero. Porque me negas o que te não peço. Tempo há para negares Depois de teres dado. Flor, sê-me flor! Se te colher avaro A mão da infausta esfinge, tu perere Sombra errarás absurda, Buscando o que não deste."
"Temo, Lídia Temo, Lídia, o destino. Nada é certo. Em qualquer hora pode suceder-nos O que nos tudo mude. Fora do conhecido é estranho o passo Que próprio damos. Graves numes guardam As lindas do que é uso. Não somos deuses; cegos, receemos, E a parca dada vida anteponhamos À novidade, abismo."