""Até..." Atrevi a um pequeno brilho em noite de estrelas Me perdi em cantigas como em criança brinquei Procurei no esconde-esconde minha namorada Mesmo a vendo não queria apontá-la. Procurei pelo melhor amigo Que em criança eu sabia existir Escondido correu e me fez outra vez esconder o rosto. Contar até dez continua sendo meu trabalho Deixando de ver a namorada Acreditando que ainda existem amigos Mas sempre escondendo meu rosto! A noite acabou! Não me lembro das cantigas A namorada foi embora, Com o amigo que correu na frente! Vou tentar ainda Contar de novo até ..."
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Ver todas"Suíte quebra – nós. Uma suíte para nós dois Apenas para nós dois. Harmonia e melodia Para os nossos corações. Uma suíte alegre Com peças bem colocadas Com ritmo de alegria Num estalar de nozes. Quebrando o gelo com os corpos Doçura, no paladar de cada beijo. Jaak Bosmans -14 – 10 - 2008"
"Poema aos meus inimigos Comecei debruçado sobre uma grande bola achatada nos seus extremos Tombada em seu próprio eixo Ás vezes iluminada, outras numa grande escuridão. À medida que crescia me parecia ser cada vez menor dentro desta bola. Amava sem medidas, corria pelos campos. Brincava com ecos que me respondiam sempre a mesma coisa. Sabia que era assim. Apenas repetições. Me desencontrei em vários encontros e me perdi em estradas sem fim. Conheço lugares, gente e pessoas. Me reconheço mesmo nas fotos antigas, onde só passou um pedaço de mim. Tenho queixas dos meus inimigos. Gosto deles!Eles só não sabem, porque são meus inimigos. E olhando esta gaveta aberta, com traças, perfumes e chinelo, estou apenas procurando. As pessoas que eu perdi no tempo, debruçado nesta grande bola chata. Jaak Bosmans"
"Amor sem passado sem futuro No caminhar sobre o resto das lembranças Percebo perdidos pedaços que já esqueci Foi a força de toda uma história de paixão Terminada no início de um amor que nunca tive Me perdia no sentido vago de algumas alegrias Que me sorria à noite, me acordando em lágrimas. Era um tempo presente, pretérito do não saber. Me conjugando na primeira pessoa, singular e inexplorável. A ela pertencendo lugar fixo na segunda do mais que perfeito. Assim me desfiz no desejo de conjugações. Onde apenas a primeira pessoa deve ser sempre plural Pertencendo ao mágico mistério do amor. O nós que se faz um! Jaak Bosmans"
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