"Desalmada Eu só quero que você me beije. Que você me toque até descobrir a minha alma. Deixe-a encontrar a sua por alguns instantes. Acaricie-a. Afague-a. Faça-me flutuar, gemer, gritar, sorrir. Faça meu corpo tremer. Abrace-me. Sinta meu coração descompassado, minha respiração acelerada, minha pele suada, mas devolva-me a alma. Ela não pertence sequer a mim mesma! Feche a porta. Siga em frente. E tente não sofrer."
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Ver todas"O que fazer das sobras do amor? O que fazer das lembranças do cheiro, da voz, do toque, dos olhos, das cócegas, dos risos, das viagens, das imagens? O que fazer das lembranças do abraço, das mãos, do carinho sutil, do carinho voraz, do banho, do café à mesa, dos filmes vistos, criticados, admirados, inacabados? O que fazer da música escolhida, do beijo prolongado, roubado, do amor no carro, na sala, no quarto? O que fazer quando o telefone toca e do outro lado não se ouve mais a mesma voz? O que fazer das mensagens gravadas, das cartas escritas, dos sentimentos impressos, dos presentes guardados? Mas o que fazer também das ofensas do amor? O que fazer das lembranças dos gritos, das afrontas, dos olhos marejados, decepcionados, das palavras cortantes, do filme repetido, dos sonhos ruídos, da sensação do desconhecido? O que fazer com a sensação de culpa, fracasso, impotência, incoerência? O que fazer dos sentimentos revirados, transformados, do ódio repentino, do amor estilhaçado, quebrado, tantas vezes remendado? O que fazer da ausência que se sente? Ausência de paz, ausência da ausência, ausência de si mesmo? O que fazer? Talvez o tempo se encarregue de apagar as lembranças, de mudar o cenário, de reinventar o passado...Por hoje, não sei o que fazer com tudo isso..."
"De volta! De volta porque preciso gritar ao mundo que tudo que eu queria sempre esteve aqui. Aqui bem pertinho de mim. Aqui, bem à minha frente, bem ao alcance das minhas mãos. De volta porque preciso confessar minha cegueira, minha ignorância, minha teimosia. De volta porque só assim consigo ser completa, compreendida, ouvida. De volta porque palavras me sufocam, me queimam, me aprisionam, mas também são elas que me alforriam, me devolvem o ar, e me curam. De volta porque não percebia que ainda estava em você. Em seus olhos, sua boca, seu corpo, seu abraço, seus sonhos, seus desejos, sua corrente sanguínea. Mas, sabe aquela história de que só quem conhece o veneno, conhece o antídoto? Por isso voltei. E voltei curada. Voltei ao cubo pelas palavras que me libertam! Curada tão somente para também levar-te à cura!"
"O sorriso é o termômetro do amor, e o olhar, a certeza de que ele ainda existe..."
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