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"O sobressalto das quatro pernas. "As cadeiras vão esvaziando-se, e sendo esvaziadas. A sua cadeira permanece lá, até o fim, até a exaustão. Mas lá ela fica, com o rastro de uma presença, tecendo ilusões. A cadeira não está vazia, porque o vazio não é nada. O vazio não nos faz sentir alguma coisa, porque não existe nada para sentir. Não, o vazio seria ótimo, traria a paz. Mas é algo pior, entre a presença e a ausência, há a insignificância. O que torna a espera mil vezes mais perturbadora. Enlouquece, desvanece, esmorece. Não há nada mais absurdamente doloroso do que uma falsa chegada, um ensaio da felicidade. E no meio dessa sinestesia apropriada, a cadeira continua lá. Como um fantasma, para perseguir, cutucar, te provocar. Seria mais fácil não observá-la ali, parada e estática, como se em um passe de mágica fosse ser ocupada. Mas não, essa cadeira não será utilizada, não hoje, talvez amanhã... Quem sabe?""

""O Intrépido tique-taque" hoje tenho mais do que certeza o relógio encontra-se vivo e anseia pelo consumo de minha breve estadia pulsa, pulsa, pulsa suga, suga, suga não existe maior fatalidade se não uma porção de horas frias. A inofensiva engenhoca age com destreza engana-nos com seu suave convívio. bum, bum, bum. plim, plim, plim. e então golpeia o tempo cria pernas e trava uma injusta corrida sem linhas de chegada sem troféus ou comemorações. acabará em tudo ou nada. vou me deslocando contra um círculo inerte na ausência de progressos portando uma famigerada sorte dura e vazia."

"Quem ontem soube que nunca poderia voar, hoje criou asas e amanhã já está a rumo do sol."

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