"DANDO UM JEITO NA ALMA Lembranças... É como a marca que a brasa deixa na pele, depois de cair acidentalmente, ou não.Lembranças são poderosas! Elas tem o poder de sustentar um amor por toda uma vida, ou apagá-lo de vez; pode devolver a vida, ou tirá-la de vez. Lembranças que fazem sorrir, chorar, ter medo, desespero, borboletas no estômago, raiva, arrependimento, desejos, ou, simplesmente, não nos causam nada. Quem me conhece sabe que as lembraças me acompanham e costumam me monitorar, no entanto, elas me incentivam a escrever o que eu sinto de uma maneira quase concreta e abstrata. Hoje, as lembranças me impulsionam a seguir meus sonhos, a ser persistente, teimosa, a conquistar aquilo que eu acredito e a acreditar naquilo que eu sonho. Mas são essas mesmas lembranças que me fazem chorar agarrada ao meu travesseiro "meia-lua", que me fazem ter medo do escuro e, muitas vezes, procurar abrigo num aperto de mão, num olhar. Todas as vezes que trilho um caminho diferente, que não sei onde vai dar, as lembranças voltam e, junto, trazem o medo. Aí, eu procuro descobrir pra onde aquele caminho vai me levar e, eu defino uma trajetória e presumo tudo o que vai acontecer e como eu devo agir. Mas eu nunca aprendo! Sempre que faço isso, as coisas saem do meu controle e, eu ajo impulsivamente por não saber como agir. Consequentemente, alguns sonhos ficam machucados, outros, traumatizados, e eles se escondem na gaveta do criado mudo perto da janela, no canto da minha alma. E, eu, sem notar as suas faltas, não me importo. Às vezes, algumas pessoas se importam e perguntam por eles, eu finjo não saber, mas, no fundo, eu posso sentir o cheiro deles apodrecendo trancados ali, naquela gaveta, infectando toda a minha alma. Sonhos são como borboletas, eles devem ser livres para pousar em nosso ombro no tempo certo. Eu andei dando um "jeito" na minha alma. Desde a última vez que aquele vendaval destruiu quase tudo, eu não tinha voltado lá. As janelas estavam abertas, alguns vidros quebrados e estilhaçados no chão. "...certas bençãos de Deus entram estilhaçando todas as vidraças." O vaso que ficava no cantoda minha alma estava quebrado, alguns sonhos já podres, as últimas tulipas que eu havia colocado para enfeitar a minha alma estavam no chão. Era hora de arrumar tudo aquilo! Já havia se passado tempo suficiente para que eu criasse força e coragem para ver o estrago que aquele vendaval havia feito. Cada caco de vidro, cada sonho, cada restinho de tulipa, me trazia lembranças de bons momentos que eu não queria ter vivido. Os bons momentos são como anestesia, que impedem que a dor seja sentida e que nos faça ter ilusão de que não vai doer. Os bons momentos impedem que você pense e perceba que vai sofrer, que vai ser difícil esquecer. Varri o chão da minha alma, joguei os cacos, os sonhos apodrecso e os restos de tulipas. Troquei as vidraças, colhi outras flores e coloquei outro vaso no canto da minha alma. Quem vê a minha alma agora, não imagina o quanto aquele vendaval feriu e bagunçou tudo o que eu havia arrumado com tanto amor. As lembranças não me fazem esquecer. E isso é bom! Só assim eu posso dar valor a minha alma, em como é bom vê-la arrumada, com cheiro de flores e com a leve brisa entrando pelas vidraças. E, o melhor, eu não espero mais que me tragam flores, eu mesma as colho e enfeito a minha alma. Porque, para a gente se sentir bem, só depende da gente."
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Ver todas"E se fosse pra escolher alguém pra passar a agitação de uma sexta-feira à noite, eu escolheria você. E se fosse pra escolher alguém pra passar a calma e entediante tarde de domingo, eu ainda escolheria você. Os momentos ao seu lado são incríveis. Incríveis."
"Nesses dias a minha alma tem pedido um pouco mais de espaço, um pouco mais de ar. Eu quero mesmo é saber onde você está. Ou você acha que eu ainda consigo ser feliz longe de você? O nosso dia ta chegando, e faz quase um ano que a gente não se fala. Ultimamente, tenho me considerado uma atriz nata em conseguir esconder a falta que me faz você. É ainda dolorido te ter tão longe, procurar você nos olhos dos seus amigos, contar a nossa história como se fosse uma ferida que não dói mais. Dói sim. Todos os dias pela manhã, eu acordo primeiro que todos, para ninguém me ver lavando a ferida, cuidando dela, colocando remédio, fazendo curativo e depois, escondendo-a na base e no pó compacto. Depois, ainda, lavo o rosto com água gelado, foco meus pensamentos numa realidade futuro, leio até ficar inconsciente, isso tudo é pra tentar esquecer de você. Eu nem sei como consigo dizer que não te amo mais, se meus olhos não mentem. Nunca mentiram. Não posso ter sido a única a sofrer desse jeito, ainda desejo apertar a sua mão e dizer que conheço dessa dor. Que não é fácil, mas que eu posso te ajudar. Oras! O que estou dizendo? Não te quero mais! Não quero te desejo mais! Não te amo! Não!"
"Eu não tenho travas na língua. Sempre fui tão impulsiva, tão exagerada, tão sincera. Desde que fosse a verdade do que sinto, nunca me envergonhei de dizer nada do que se passa aqui dentro, do que eu penso. E, mesmo sendo tão cruel, tão injusta, tão desumana; ainda continuou amando sozinho. Isso foi nobre. Mais nobre do que as verdades que eu disse, do que as vezes que insiste com fé ou sem fé nenhuma. Foi mais nobre do que todas as vezes que eu te procurei querendo conversar. Eu te olhei sem querer olhar, sem querer dizer que eu andei errado, de novo; e que seus conselhos estavam certos. Que você fez até onde pode e, depois, me entregou pra alguma coisa que nunca existiu. E foi bom te olhar e descobrir que eu ainda encontrava o conforto, o abrigo que eu sempre tive. O amigo, acima de tudo, que sempre me viu como eu realmente sou, e nem por isso deixou de me amar. Que não se importou com todas as verdades que eu te disse, que eu sei que te machucaram. Mas ficou ali, calado, me ouvindo, rindo de mim por ser tão boba, tão sonhadora e tão sincera. Perguntando se ainda compro flores, se ainda olho a lua e se eu notei que ultimamente uma estrela tem brilhado mais que todas as outras. Sabe quando você implora que alguma coisa aqui dentro te faça amar esse alguém como nunca antes? Que você o ame como ele merece, que possa retribuir todo esse amor consentido? Mas, eu não consigo. E foi lindo ouvir você dizer que também me entendia por eu não conseguir te amar como devia. É exatamente por isso que eu continuo. Eu posso perder algumas pessoas, mas, eu sempre ganho uma que me surpreende, às vezes nem ganho, ela já está ali do meu lado, só esperando ser notada. Obrigada por ter ido atrás de mim, por pedir pra eu te olhar, sem medo, como sempre fiz. Obrigada pelo suco que eu não queria, por me ouvir, por querer saber de cada detalhe, e por parecer tão certo do que sempre sentiu. Eu te admiro e te respeito, e te amo, de alguma forma, mas amo. Amo pelo tempo que me conhece, que se dedica, que se importa, que se preocupa, que cuida, que liga, que me atura, que me entende, que me olha, que me ouve, que me toca, que me abraça, que cala, que fala, que sente, que dedica tanto da sua amizade, do seu amor. Obrigada por amar sem pedir nada em troca. Uma hora ou outra a gente sempre é amado como merece... Que alguém te ame e cuide de você como você merece. Eu, aqui, trancada dentro de mim há dias, continuo sem a esperança de ser um dia tão nobre como você. É confuso demais, suspeito demais, exagerado. Não seria a minha vida se não fosse assim, não é verdade? Não seria eu se não tivesse um bocadinho de drama. Buenas... Vem o vento e muda tudo de lugar. Um dia eu vou dizer que ISSO É BOM. Por enquanto, ainda estou meio perdida com a bagunça que o vento fez aqui em casa, também terei que me acostumar com a antiga situação, eu nem lembrava mais como era. Bom... Que as coisas boas voltem, e que essa coisa seca aqui fique por pouco tempo. Sinto cheiro de bons ventos no ar :) E isso é bom, de novo. A luz volta a brilhar de manhã e você sabe que eu estou esperando você sorrir, sempre. Todos os dias tem pôr-do-sol e eu não pretendo ir tão cedo...!"
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