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"Gritam sempre lá de baixo Se em alguns momentos me permito quietude Busco apenas o silêncio que me transporta algumas vezes a uma ternura que imagino existência,e, outras a um mar apenas com reflexos de estrelas. Transponho a quietude ainda mais E já não ouço nem mesmo algum pensar Tudo me eleva e me assusta poder ser tudo que eu imagino. E sou! Aqui diante desta quarta feira que me aborrece, pulo de pedra em pedra, até alcançar o profundo do nada. Assim me distraio e até perco o sono. Louco!!! Gritam lá de baixo. E despenco suavemente no silêncio. Onde abro os braços e te recebo."

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"Desembarque! Bagagem sempre leve, Carrego só no coração. Estação abandonada de chegadas Recorda ainda apenas as partidas No velho banco já gasto de lágrimas Sentado nele, ainda te sonhava ali Cabeça entre as mãos, em negações, Recordava teus abraços, adeuses e cartas. Num perder constante da hora do embarque Tornou-se mais fraco meu coração E num ímpeto de loucura e vertigem Me desfiz logo daquela leve bagagem. Apito distante eram ecos do passado Que se aproximou num real acontecer Parando entre ruídos e fumaças Quando em novo bater me fez o coração. Era o último desembarque possível Em te trazer de volta para nós! E assim meus olhos te viram, Afinada com meu sorriso. Triunfou todas as velhas vontades Como fogo que nos fez um louco-mover No trilho brilhante, um vagão em por do sol, Desliza agora em nova viagem de recomeço. Jaak Bosmans- 13-04-09"

"Te esperando Giro no sentido contrário de quem passa o tempo. porque só assim, posso permanecer fiel ao tempo que volta. Nas fotografias ainda em negativos, que se revelam na química do que sei de amor. Em ternuras, e no brando e suave tocar-te, me aconchego. Vens de longe em púrpura carruagem, que te traz. Corro pelos campos em pureza de alegrias. Abro os braços, como surpresa para de te receber. Passaste. Jaak Bosmans 24 – 11 -2008"

""Pierrot le Fou" (ou contracenando com Godard) A realidade me faz sorrir de medo !!! Me incomoda poder saber que é realidade! Me inspira na transpiração dos meus desejos. Me faz confiante,errante e livre. É o encontro do entardecer, na praia do amanhecer. Me escondo! Não quero os ferimentos, cicatrizados, abertos novamente. Quero pertencer ao que ainda não aconteceu. Quero explodir como um Pierrot Fou! Mas jamais ser triste porque apenas morri."

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