"Meu Cigarro de Paia Meu cigarro de paia Meu cavalo ligeiro Minha rede de malha Meu cachorro trigueiro Quando a manhã vai clareando Deixo a rede a balançar No meu cavalo vou montando Deixo o cão pra vigiar Cendo um cigarro vez em quando Pra me esquecer de me alembrar Que só me falta uma bonita morena Pra mais nada me faltar"
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Ver todas"Apologia ao Jumento É verdade, meu senhor Essa estória do sertão Padre Vieira falou Que o jumento é nosso irmão A vida desse animal Padre Vieira escreveu Mas na pia batismal Ninguém sabe o nome seu Bagre, Bó, Rodó ou Jegue Baba, Ureche ou Oropeu Andaluz ou Marca-hora Breguedé ou Azulão Alicate de Embau Inspetor de Quarteirão Tudo isso, minha gente É o jumento, nosso irmão Até pr'anunciar a hora Seu relincho tem valor Sertanejo fica alerta O dandão nuca falhou Levanta com hora e vamo O jumento já rinchou Bom, bom, bom Ele tem tantas virtudes Ninguém pode carcular Conduzindo um ceguinho Porta em porta a mendigar O pobre vê, no jubaio Um irmão pra lhe ajudar Bom, bom, bom E na fuga para o Egito Quando o julgo anunciou O jegue foi o transporte Que levou nosso Senhor Vosmicê fique sabendo Que o jumento tem valor Agora, meu patriota Em nome do meu sertão Acompanhe o seu vigário Nessa terna gratidão Receba nossa homenagem Ao jumento, nosso irmão"
"Cocota De manhã muito cedinho Lá vou eu para o meu banho de mar Visto o short, sai correndo No caminho é só dizendo Praia boa é Cocotá Pulo pra lá e pra cá Não me canso Sou forte que nem Sansão Tenho que ser véio macho Dá pra caça, é muito baixo Sou caboclo do sertão }bis Chego na beira da praia Com Helena meu amor Dou mais de vinte mergulho, opa! Véio macho! Sim senhor! Reumatismo foi embora Alergia se acabou Para um banho medicina Praia boa é Cocotá Ilha do Governador } bis"
"Seu Delegado Seu delegado, digo a vossa senhoria Eu sou fio de uma famia Que não gosta de fuá Mas tresantontem No forró de Mané Vito Tive que fazer bonito A razão vou lhe explicar Bitola no Ganzá Preá no reco-reco Na sanfona de Zé Marreco Se danaram pra tocar Praqui, prali, pra lá Dançava com Rosinha Quando o Zeca de Sianinha Me proibiu de dançar Seu delegado, sem encrenca eu não brigo Se ninguém bulir comigo Num sou homem pra brigar Mas nessa festa Seu dotô, perdi a carma Tive que pegá nas arma Pois num gosto de apanhar Pra Zeca se assombrar Mandei parar o fole Mas o cabra num é mole Quis partir pra me pegar Puxei do meu punhá Soprei o candieiro Botei tudo pro terreiro Fiz o samba se acabar."
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