"TENTE OUTRA VEZ Veja Não diga que a canção está perdida Tenha fé em Deus, tenha fé na vida Tente outra vez Beba Pois a água viva ainda está na fonte Você tem dois pés para cruzar a ponte Nada acabou, não não não não Tente Levante sua mão sedenta e recomece a andar Não pense que a cabeça agüenta se você parar, não não não não Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira Bailando no ar Queira Basta ser sincero e desejar profundo Você será capaz de sacudir o mundo, vai Tente outra vez Tente E não diga que a vitória está perdida Se é de batalhas que se vive a vida Tente outra vez"
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Raul Seixas
Raul Seixas (1945-1989) foi um músico, cantor e compositor brasileiro, considerado um dos maiores representantes do rock no Brasil.
169 pensamentos
Frases - Página 13
Mostrando página 13 de 15 (169 frases no total)
"Sem Título (1984) Eu não quero ficar em silêncio Não mais! Eu não quero escrever no banheiro Jamais. Eu não quero ficar no escuro Não mais! Eu não quero me sentir solitário Nunca mais. Eu não quero viver com quem é fraco Não mais! Eu não quero me sentir tenso Jamais. Eu não quero sofrer Não mais Eu não quero peso nas costas Nunca mais. Eu não quero deixar de sorrir Jamais Eu não quero andar de passo leve Não mais. Eu não quero viver gastando palavras Pra quem não me ouve jamais! Eu não quero dúvidas de quem não me aceita, não mais! Eu não quero o silêncio De quem não me preenche com palavras de paz."
"Lua Bonita Lua bonita, Se tu não fosses casada Eu preparava uma escada Pra ir no céu te buscar Se tu colasse teu frio com meu calor Eu pedia ao nosso senhor Pra contigo me casar Lua bonita Me faz aborrecimento Ver São Jorge no jumento Pisando no teu clarão Pra que cassaste com um homem tão sisudo Que come dorme faz tudo, dentro do seu coração? Lua Bonita, Meu São Jorge é teu senhor, E é por isso que ele "véve" pisando teu esplendor Lua Bonita se tu ouvisses meus conselhos Vai ouvir pois sou alheio, Quem te fala é meu amor Deixa São Jorge no seu jubaio amuntado E vem cá para o meu lado Pra gente viver sem dor."
"Ollha aqui, esse show, essa pequena amostra, uma amostra compacta de alguns rocks, no tempo de 50, nos primordios, mas eu vou incluir um meu aqui, que pediram, é o rock das aranhas. Bom, vocês sabem, que existe, um dicionário, que saiu agora, chamdo 'dicionario da censura', o dicionario da censura é o seguinte: todo compositor brasileiro tem aobrigação dereceber um dicionario dessa grossura, com todas as palavras proibidas. Inclusive, uma palvra proibida, eu não sei porque, éé, povo, gente, universidade... escola, não pode se falar disso em música, inclusive pintou apalvra aranha depois de mim... eu fui o percursor da aranha... depois de Deus."
"Enquanto você Se esforça pra ser Um sujeito normal E fazer tudo igual... Eu do meu lado Aprendendo a ser louco Maluco total Na loucura real... Controlando A minha maluquez Misturada Com minha lucidez... Vou ficar Ficar com certeza Maluco beleza Eu vou ficar Ficar com certeza Maluco beleza... E esse caminho Que eu mesmo escolhi É tão fácil seguir Por não ter onde ir... Controlando A minha maluquez Misturada Com minha lucidez Eeeeeeeeuu!... Controlando A minha maluquez Misturada Com minha lucidez Vou ficar Ficar com certeza Maluco beleza Eu vou ficar Ficar com certeza Maluco beleza Eu vou ficar Ficar com toda certeza Maluco, maluco beleza..."
"Se esse amor ficar entre nós dois Vai ser tão pobre amor, vai se gastar Se eu te amo e tu me amas E um amor a dois profana O amor de todos os mortais Porque quem gosta de maçã Irá gostar de todas Porque todas são iguais Se eu te amo e tu me amas E outro vem quando tu chamas Como poderei te condenar Infinita tua beleza Como podes ficar presa Que nem santa no altar Quando eu te escolhi para morar junto de mim Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim Mas compreendi que além de dois existem mais O amor só dura em liberdade O ciúme é só vaidade Sofro mas eu vou te libertar O que é que eu quero se eu te privo Do que eu mais venero Que é a beleza de deitar"
"Lá vou eu aqui de novo falar de mim, porque não consigo mais falar de ninguém. Lá vou eu aqui de novo tentando me conhecer, porque sei que a gente não conhece ninguém. Acabei de tomar meu Diempax, meu Valium 10 e um Triptanol 25, e a chuva promete não deixar vestígios. Eu olho a janela, e quando vou percebendo algo me transporto para Feira Velha e não sei se sinto saudade ou se eu não tenho medo de morrer. Mergulho no baú. Revejo, repasso as minhas teorias, fico me perguntando porque eu não choro e qual a última vez que chorei. Fico com raiva de minha bobagem, digo que é isso mesmo, tocar o barco pra frente. Levanto e fico achando que o ser humano é engraçado."
"Oculos A grande novidade agora sou eu usando óculos. Todos fazem perguntas ao ver-me de cara nova, e a todos eu pareço dever uma explicação. Astigmatismo, digo. Uma rizada forçada, uma pileria sem graça e vamos partindo para outro. No entanto esse óculos veio me benificiar. Certas pessoas que não gostavam do meu aspecto pessoal passaram a gostar do novo "eu". Acham que assim eu pareço "gente direita", e "parecer" é muito importante para essa gente. Posso afirmar que é muito interessante ter um par de óculos de vidro pendurado nas orelhas e e nariz. Hoje pela tarde encontrei um conhecido que me perguntou tolamente. _Voce está usando óculos agora? É? E eu lhe respondi: "Ontem eu tomei banho de óculos, sabe? Agente fica enxergando tudo chuviscado... embaça o vidro"..."
"A LEI DA INSEQUABILIDADE Muita gente ainda hoje se pergunta se é insequapível ou não. A resposta é clilófricamente simples: A lei da insequapibilidade pode ser explicada baseando-se no método do "Diafragma de Aquiles". Tomando-se por base os crepúsculos de diferentes dimensões, alia-se ao pentagrama diluvial pela quinta lei de Newton, lei esta referente à gravitação das histórias em quadrinhos em torno dos velocípedes. Daí onde a teoria vigente entra em desacordo com a referida insequapibilidade. Insequapíveis? Sim, porém insequapóveis em certos aspectos, quando examinados pelo oblíquo lado da patinete. Fórmula (Segundo ou terceiro Godofredo IV do Irã) I - Retumblências transpurcar com azôto de carbono. II - 3% de Rataclenas quentes. III - 6 litros de pisceleto à gampôla na manteiga. Fórmula algébrica da insequapibilidade: X3 + nada = ou parecido."
"As vezes eu me olho no espelho Sinto medo, medo de mim Eu não me conheço Sou esquisito Sou humano Uso óculos, como, bebo, fumo e defeco Mijo Olho-me no espelho E esse da-me de volta quem saiu Eu riu, alto, assustado e engraçado. Duas longas coisas saindo do corpo: são os braços Buracos, pelos, peles, nariz ponteagudo Duas orelhas presas na minha cabeça Olho os dedos, meus olhos, me assusta. Falo, sinto emoções e tomo cerveja Rídícula coisa, ali em pé em frente ao espelho Eu me vejo de fora Faço uma abstração mental do que eu nunca vi Que sou humano, e me vejo. É esquisito. É realmente esquisito. Procuro-me no espelho Enão me acho. Só vejo aquilo ali. Parado. Um monte de carnes equilibradas por ossos duros que me mantem em pé. Ali no espelho. Eu sei que não sou aquilo, e o que sou, o espelho não pode me mostrar... AINDA... eu não brilho... ainda... fornecido por D. Maria Eugenia Seixas 08/90"
"Eu sou um pacifista, trabalho pela paz e para um mundo melhor. Trabalho contra os caretas do mundo, contra o torpor, a imprecação, contra a arapuca que nos foi armada e durante séculos vivemos conformados, presos nela comendo o alpiste que nos dão. E o pior é que os que prepararam a arapuca também caíram nela, comem do mesmo alpiste e não sabem disso. Trabalho para sair da arapuca com todos os que estão querendo ser pássaros livres outra vez. Os que estão cegos ficarão soterrados dentro dela quando ela desabar. Sou um pacifista, a mando de forças exteriores. Pensando que estão por cima, os imbecis vivem dentro do mesmo esquema: a neurose, a preocupação criminosa e doentia de manter-nos a todos dentro da armadilha. Mas é preciso sair dela de qualquer maneira, é a única salvação ou seremos eternos pássaros tristes, presos numa arapuca com alpiste racionado. Eu quero ver o mundo do cume alto de uma montanha!!!"
"Medo da Chuva É pena Que você pense Que eu sou seu escravo Dizendo que eu sou seu marido E não posso partir Como as pedras imóveis na praia Eu fico ao teu lado, sem saber Dos amores que a vida me trouxe E eu não pude viver... Eu perdi o meu medo O meu medo O meu medo da chuva Pois a chuva voltando prá terra Trás coisas do ar Aprendi o segredo O segredo, o segredo da vida Vendo as pedras que choram Sozinhas no mesmo lugar... Eu não posso entender Tanta gente Aceitando a mentira De que os sonhos Desfazem aquilo Que o padre falou Porque quando eu jurei Meu amor eu traí a mim mesmo Hoje eu sei! Que ninguém nesse mundo É feliz tendo amado uma vez Uma vez... Eu perdi o meu medo O meu medo O meu medo da chuva Pois a chuva voltando prá terra Trás coisas do ar Aprendi o segredo O segredo, o segredo da vida Vendo as pedras Que choram sozinhas No mesmo lugar Vendo as pedras Que choram sozinhas No mesmo lugar Vendo as pedras Que sonham sozinhas No mesmo lugar..."