Voltar para Autores
Monique Frebell

Monique Frebell

44 pensamentos

Frases - Página 4

Mostrando página 4 de 4 (44 frases no total)

"TENHO MEDO Tenho medo de me machucar por isso, não me atrevo a arriscar. Tenho medo de me envolver por isso, não me atrevo a te ter. Tenho medo de me iludir por isso, nem tento te conseguir. Tenho medo de me expor por isso, vivo sufocando o amor. Tenho medo de me apaixonar por isso, estou sempre a chorar. Tenho medo de querer por isso, nem quero mais te ver. Tenho medo de me abrir por isso, estou a ponto de explodir. Tenho medo de falar por isso, não consigo te escutar. Tenho medo de poder por isso, vivo a me esconder. Tenho medo de pedir por isso, estou sempre a fugir. Tenho medo de errar por isso, nem chego a lutar. Tenho medo de sofrer por isso, chego a te ofender. Tenho medo de sentir por isso, estou sempre a resistir. Tenho medo de mudar por isso, eu não posso confiar. Tenho medo de morrer por isso, não consigo ter você. Tenho medo de confundir por isso, eu não posso permitir. Tenho medo de decepcionar por isso, não consigo te agradar. Tenho medo de me encontrar por isso, não vou te procurar. Tenho medo de precisar por isso, eu não vou me entregar. Tenho medo de perder por isso, não consigo combater. Tenho medo de terminar por isso, nem chego a começar. Tenho medo de me apegar por isso, eu não posso te lembrar. Tenho medo de amar por isso, eu não posso nem sonhar. Tenho medo de vencer por isso, me contento em viver."
"CONFLITOS Eu te amei, mas me iludi. De sonhos alimentei minha paixão, mas você nem quis me ouvir. Depois de um certo tempo cansei de te amar. Saí à procura de alguém que gostasse de mim. Enfim, o encontrei... Conheci a fundo esta pessoa, e nela encontrei o prazer de viver. Pensei que havia esquecido você. Que pretensão! Esta pessoa se esforçou para me agradar. Me deu asas para voar. Me amou sem se importar com o que os outros iam pensar. Foi bom enquanto durou. Pena que tudo acabou! Atravessamos obstáculos e vencemos preconceitos. Aprendi a ser amada e aprendi a amar. Mas de um tempo pra cá esse amor começou a esfriar. O ciúme apoderou-se do corpo e da mente. Brigas desenfreadas de um casal de adolescentes. Tudo acabou, infelizmente! Então você chegou. Voltou a me procurar. Me pedindo um beijo e uma chance pra me amar. Fiquei encantada e ao mesmo tempo desconfiada, com medo que a ilusão se apoderasse do meu coração. Mas quando te vejo, me encanto com tanta beleza. Querendo te chamar e dizer com toda clareza, que eu te quero com toda certeza. E eu espero com toda força e vigor, que essa nossa amizade um dia se transforme em amor. Me responda claramente: Por que isso aconteceu tão de repente? Uma força estranha envolveu a gente. Um dia terei a oportunidade de beijar a sua boca, olhar dentro dos seus olhos, sussurrar no seu ouvido, nossos corações unidos. Em torno de nós o mundo girando. Todas as câmeras nos filmando. Os invejosos reclamando. Porque estamos nos amando."
"Um amor de verdade É aquele que surpreende com seu carinho cotidiano e matutino. Ele sempre me acorda com beijos e abraços bem apertados, como se quisessem dizer algo além do alcance de suas palavras. É aquele que liga pro que eu sinto, pro que eu penso, pro que eu quero, e me liga várias vezes no dia, pra dizer que me ama, pra saber se já almocei, pra saber se está tudo bem, e outras vezes, quando vem de mansinho, eu já sei que é pra me pedir favores. Favores esses nem sempre dignos de serem feitos, mas com aquele jeitinho que só ele sabe, convence qualquer um de satisfazer suas vontades, muitas delas, vaidades. É aquele que enlouquece com sua paciência inquietante. Que se esforça para agradar a todos que o cercam, mesmo contra a sua vontade. É o verdadeiro cavaleiro, jamais conheci outro igual e acho que jamais conhecerei. Não poupa gentilezas e confortos para me mimar, desde fartar a minha fome de algo novo: um prato diferente, um cheiro inovador, um clima encantador, até o simples fato de saciar minha sede (de água mesmo) pela madrugada. Ele, sempre presente em todos os momentos da minha vida, desde os mais turbulentos aos mais simples, no entanto, inesquecíveis, desde que ao seu lado. Ele é sensível, se permite chorar e virar menino nos meus braços, porque sabe que aqui ele vai encontrar todo abrigo necessário para esperar qualquer tempestade passar. Ele é infinitamente mais do que eu mereço. É um garoto disfarçado de valente. É uma carência disfarçada de suficiência. Simplesmente o amo de verdade!"
"Lance a primeira pedra. Só se deve falar, quando se é digno de ser ouvido. Só se deve julgar, quando se é digno de ser perdoado. Só se deve engrandecer, quando se é digno de ser adorado. Só se deve condenar, quando se é digno de ser absolvido. Aí é com você, meu amigo,... se você se acha capaz o suficiente de ser o primeiro a me apedrejar, deve-se, portanto, ter a certeza de que se é digno de ser imortalizado por essa sua audácia. Até porque, ninguém é digno de se achar em plena perfeição, quando ainda se habita no meio de seres brutamente incapazes de liberar perdão. Não estou querendo com isso justificar os meus pecados, muito menos me fazer de puritana, só quero que você pare pra analisar os seus erros antes de apontar os meus defeitos. Quero que você, agora, aí mesmo onde você está, faça uma análise da sua vida e responda pra si mesmo a pergunta a seguir: "Quem sou eu pra condenar?" Pode um imundo apontar a poeira no corpo alheio? Ninguém é digno do céu. Não existe na Terra um justo sequer. Deus olhou e não viu. Viu sim, homens cheios de falhas, limitados, pecadores, mas pelo seu grande, eterno e sublime amor, capazes de serem alcançados por uma graça maravilhosa chamada: JESUS Graça essa, sem preço, inestimável, indescritível. Como pode um Deus tão soberano em santidade, se importar com as minhas lágrimas e lástimas interiores? Sendo eu assim, pecador e só! Sou muito pequenina para alcançar seus pensamentos. Sou muito ignorante para entender os seus propósitos. Eu creio sim, num Deus que me amou a ponto de entregar o seu filho unigênito por mim. Para a minha salvação. Para a minha redenção. O único que poderia, com todo o direito e domínio que tem no céu e na Terra, me julgar e condenar por toda a eternidade, preferiu acreditar na minha regeneração e mudança. E é por isso que eu o amo e o louvo. E é por isso que só a Ele devo satisfações dos meus atos. Porque só Ele é digno. Ele, que poderia ter lançado a primeira pedra. Ele e mais ninguém. Fez diferente. Preferiu tampar a cova aberta para a minha queda com a pedra que estava pronta pra ser usada contra minha defesa. Por isso, a Ele e só a Ele, a glória para todo o sempre. (By Monique Frebell) (By Monique"
"JUSTIÇA Falar de justiça num país como o Brasil é fácil, já que todos os dias abrimos os jornais, revistas e as janelas da TV, e lá estão, cenas e imagens dignas de julgamento e muitas vezes de condenação. Falar é fácil, no entanto, presenciar um ato como esse é que se torna cada dia mais raro, é como caçar borboletas nas zonas urbanizadas pelos edifícios e suas sombras. Sombras essas, que encobrem a vergonha e a dignidade de um povo subjugado pelo governo ambicioso e indiferente às questões sociais. Não quero com isso lançar toda a culpa de um mundo caótico nas costas dos governantes e líderes (que não deixam de ter suas parcelas de culpa), e sim, levar você a refletir, de alguma forma, e sem intenção de condená-lo, se algum dia deixou de ser justo com alguém que não merecia castigo, ou tornou-se conivente a um erro que trouxe dano a alguém só pra não discordar de um amigo. Quem nunca presenciou um ato de vandalismo, ou uma negligência no trânsito, uma omissão de socorro, ou qualquer outro caso que nos deixa irados como um vulcão em erupção? Quem nunca se sentiu assim, quando se deparou com noticiários do tipo: “Jovens de classe média alta ateiam fogo num mendigo”, ou ainda, “Playboys espancam jovem até morrer após noitada em boate”, ou, “Babá agride criança de 9 meses”, e a mais recente de todas, “Pai e madrasta são acusados pela morte da menina Isabella”? Todos essas tragédias sociais são ocorridas dias após dias, meses após meses, anos após anos. Mudam-se personagens, antagônicos ou não, mudam-se enredos, mudam-se endereços, classes sociais e parentescos, só não muda o juízo. Final este, que já passa da hora da mudança. O povo clama por justiça social, igualdade e fraternidade. Queremos ver os culpados recompensados por seus atos. Queremos um mundo mais harmonioso e pacífico. Mas se queremos paz, a começar por nós. E se amor, amaremos nós. E se perdão, perdoaremos nós. E se justiça, cabe a nós a moderação e a honestidade a fim de obtermos o direito à liberdade tão idealizada. A começar por nós, nos pequenos acontecimentos do dia, a renovação da mente e a oportunidade de fazer alguém feliz. Deixe os influentes engravatados em seus arranha-céus aprisionados, enquanto nós, saímos à busca da borboleta azul, quem sabe entre um prédio e outro não a encontramos."
"Eu fui marcada Marcas, nódoas feitas por contusões, batidas, tropeços. Você com certeza deve ter alguma em seu corpo adquirida por um tombo quando criança ou uma queda por exemplo. Acertei? Eu sabia. Todos nós carregamos marcas. Muitas delas essenciais para o aprendizado de coisas novas, como: andar de bike, de skate, subir em árvores, brincar de queimado, pique-esconde, bandeirinha, aprender a ser livre, sociável, a ser você mesmo. Esses são só os primeiros tombos causados pelos primeiros passos da sobrevivência. Nem deixam tantos traumas assim. Mas há outras marcas necessárias para ensinamentos maiores e mais importantes. Lembro-me exatamente do dia em que fui marcada, sem intenção, pela ponta de um cigarro aceso, bem no pescoço. Foi um acidente, eu devia ter uns 6 anos e ainda me lembro da cena. Minha mãe conversava com minhas tias numa festa de família, fumava cigarro porque achava isso um charme, estavam super animadas. O papo devia estar muito bom. Eu vinha correndo por detrás dela tentando me esconder dos meus primos, quando ela espalhafatosamente traz a mão para trás, e desatenta, me fere. Levo essa marca comigo até hoje, visível. Pelo menos, desse dia em diante ela nunca mais pôs um cigarro na boca. Serviu como lição. Fui marcada por uma boa causa. Valeu a pena. Comecei a escrever sobre isso porque um dia desses, uma cicatriz bem pequenininha no meu dedo mindinho, quase imperceptível, dessas que a gente nem lembra onde foi que se cortou, começou a me incomodar. Eu fiquei olhando pra ela tentando me lembrar aonde eu havia me machucado, mas não vinha nada a mente e foi então que comecei a escrever sobre as feridas cicatrizadas com o tempo. Sobre as marcas emocionais, manchas ocasionadas por ressentimentos. Muitas delas feitas por pessoas também feridas pela vida. É o famoso ciclo da vingança. Todos nós já passamos por isso, já ferimos alguém e já saímos machucados de certas histórias. Tudo isso pra se sentir superior ou amenizar alguma dor. Fiz uma retrospectiva e recordei de algumas situações que fui marcada e de outras várias que com certeza devo ter marcado alguém. Passei a limpo minha vida de erros e acertos, de pedras de tropeço, e descobri que a cura não tem nada a ver com o sumiço das cicatrizes. As marcas continuam, a dor é que vai embora. Cada marca tem a sua história, o sofrimento é que é deletado da memória."
"The End Hoje eu parei para escrever sobre o fim das coisas, das pessoas e de tudo o que elas podem levar sobre si. Fiquei analisando os desenhos infantis e alguns filmes que ilustram histórias de intrigas e brigas durante todo o roteiro e quando tudo começa a tomar um rumo na história, colocam lá as letrinhas pra subir e a famosa frase “... e foram felizes para sempre” acompanhada do trágico “The End”. Fala sério! A história por acaso termina ali? Esses filmes sempre acabam onde deveriam começar, assim como muitas situações semelhantes na vida real e com direito a trilhas sonoras, personagens, enredos, e tudo mais. Dá uma sensação de quero mais. Compartilham conosco todos os momentos ruins: as falcatruas, as traições, as armadilhas, e quando a hora da virada chega, parte-se o bolo da festa e nos despedem assim sem nos dar a chance de saber o que pode vir a acontecer dali por diante. Isso me deixa irada! É como manter uma amizade na hora da calamidade, dar apoio, ombro amigo, aconselhar, ajudar, quem sabe até suprir necessidade. Na hora das tragédias são poucos os que continuam do seu lado, incentivando, encorajando, mas quando tudo começa a se resolver simplesmente com a maior facilidade se esquecem de você, te descartam, jogam pra escanteio feito bola murcha, não serve mais. É como o derradeiro dia de um ser humano, pensa você que a morte é o fim? Engano seu, tudo começa a partir dai. A eternidade nos espera. Nos fazem acreditar que após a vida existe um sono profundo, ininterrupto. Mentira, assim como os finais dos filmes, a história continua, você que não é mais convidado a participar desse misterioso desenrolar. Estive vendo dia desses um filme que mexeu muito comigo “O amor não tira férias”, com Cameron Diaz. Ah, como eu queria ter a oportunidade de viajar pra um lugar desconhecido, sozinha, sem bagagens, sem tralhas, sem malas, sem nada. Viajar com a única pretensão de me encontrar ou me perder completamente. Viajar pra conhecer gente nova, mente nova, fazer novas amizades, provar comida diferente, se perder na cidade, voltar pra casa e descansar. O filme fala sobre duas mulheres, cansadas de sofrer, cansadas de amar, de valorizar demais os outros, e elas tinham motivo pra querer abandonar tudo e sumir do mapa. Elas trocam de casa, de carro, de rotina, de vida. Uma acaba vivendo no mundo da outra, partilhando de momentos que talvez jamais viveriam se continuassem na mesma cidade. O desenrolar do filme é perfeito, a personagem da atriz Cameron se parece até um pouco comigo, ela é louca, gosta de viver a sua própria vida, é independente, bonita, sexy, convencida também (risos), enfim, me empolguei vendo o bendito do filme, mas eu queria mais no final, queria saber o que aconteceu depois, se eles casaram, tiveram filhos, se deu certo, se não deu... Não quero a minha vida comparada a um filme pela metade, onde todos se decepcionem com o fim, não quero ter que mostrar ao mundo parte da minha história, quero mais é ser lida, interpretada e traduzida. Quero ter o tempo necessário pra fazer valer a pena cada cena e depois de rodado o filme de toda a minha trajetória, ficar na memória daqueles que realmente fizeram parte dela como protagonistas, não apenas figurantes, e assim dar prosseguimento ao eterno, que com certeza me espera, onde entrarei pela porta, não pela janela. The End! O Fim? Not! Begin!"
"Respeite os limites Você já tentou beijar o próprio cotovelo? Não? Então tenta, você vai se contorcer todo e ele não se aproximará um só centímetro de sua boca. Já tentou lamber a ponta do seu nariz? Não? Nem tente, você vai se babar todo e mesmo assim não vai conseguir. Estive pensando por esses dias em certos limites que a vida nos impõe, muito difíceis de serem ultrapassados. Há limites por toda a parte, regras a serem obedecidas, fronteiras a serem respeitadas, assim como cada um de nós temos as nossas particularidades e obrigamos aos outros o respeito devido. Pense agora, o que te faz perder o controle, sair da linha, da área segura de si mesmo? Eu respondo por mim, enquanto você se analisa, ok? Não tente interromper minha noite de sono, eu acordo pisando nas tamancas. Esperneio e grito de tanto ódio que ninguém é capaz de conseguir ter uma noite de sono tranquila depois, você jamais me reconheceria. Se quiser conversar comigo, ser meu amigo, seja objetivo. Detesto conversa mole pro meu lado, não acredito muito em quem fala manso, baixo e pausadamente. Parece que arquiteta as palavras no pensamento antes de expor os argumentos. E eu não tenho muito tempo a perder com quem não sabe o que de exato dizer. Não ande devagar na minha frente, odeio gente lerda. Tanto espaço pro lado de lá, tem que ficar logo aqui, atrapalhando minha passagem!? Eu sou um pouco estressada, está bem, eu admito, eu sou muito estressada. Não preciso estar naqueles dias para deixar florescer toda ira daqui de dentro. Não me apego fácil a nada nem a ninguém e o desapego pra mim é a parte mais fácil da vida. Eu não vou levar nada daqui. Nu eu nasci, nu vou partir. Essa é uma certeza que muita gente esquece. Não perco tempo com coisas inúteis nem com pessoas inatas, que ainda não nasceram para a realidade da vida. Não enxergam um palmo à frente sem que precisem de ajuda. E eu não tenho paciência para ensinar, é verdade que não nasci sabendo, mas tudo o que hoje sei da vida, aprendi sozinha, com os próprios esforços, com os próprios erros. Tenho personalidade mais do que própria, auto-estima mais do que sarada, por isso é que talvez me chamam de arrogante e prepotente, mas não é isso. Aprendi a lutar pelos meus ideais e a depender só de Deus para atingi-los e algumas pessoas se incomodam por você não precisar dos favores delas. Elas só se encontram como indivíduos e só se acham úteis quando são requisitados por alguém, quando clamam a elas por socorro, e eu aprendi desde novinha a não acreditar em promessas falíveis nem em pessoas prestativas demais. Pessoas não se doam de graça, sem interesses, aquelas que muito se dão, muito cobram, muito pedem em troca, e acaba saindo mais caro do que ter ido à luta sozinho. Se encontrar comigo no ônibus e quiser sentar ao meu lado, sente com calma, e não invada o meu lado do banco. Você é um e não dois, respeite os limites do meu corpo. Respeite o seu também. Não queira entrar numa calça 38 se você veste 42. Ame-se em primeiro lugar e aí sim, estará apto a amar alguém. Nunca me interrompa quando eu estiver falando, seja lá onde for, como for e com quem for. Não seja mal educado e inconveniente, não se precipite em participar se não for convocado à conversa. Detesto pessoas ignorantes e entronas, isso me tira do sério, me faz perder a classe. Não grite comigo. Não aumente o som da TV. Apague as luzes. Feche a janela. Não me irrite. Não me sufoque. Não me compare. Não me desafie. Não me toque. Não me subestime. Respeite os meus limites!"