"CONFLITOS Eu te amei, mas me iludi. De sonhos alimentei minha paixão, mas você nem quis me ouvir. Depois de um certo tempo cansei de te amar. Saí à procura de alguém que gostasse de mim. Enfim, o encontrei... Conheci a fundo esta pessoa, e nela encontrei o prazer de viver. Pensei que havia esquecido você. Que pretensão! Esta pessoa se esforçou para me agradar. Me deu asas para voar. Me amou sem se importar com o que os outros iam pensar. Foi bom enquanto durou. Pena que tudo acabou! Atravessamos obstáculos e vencemos preconceitos. Aprendi a ser amada e aprendi a amar. Mas de um tempo pra cá esse amor começou a esfriar. O ciúme apoderou-se do corpo e da mente. Brigas desenfreadas de um casal de adolescentes. Tudo acabou, infelizmente! Então você chegou. Voltou a me procurar. Me pedindo um beijo e uma chance pra me amar. Fiquei encantada e ao mesmo tempo desconfiada, com medo que a ilusão se apoderasse do meu coração. Mas quando te vejo, me encanto com tanta beleza. Querendo te chamar e dizer com toda clareza, que eu te quero com toda certeza. E eu espero com toda força e vigor, que essa nossa amizade um dia se transforme em amor. Me responda claramente: Por que isso aconteceu tão de repente? Uma força estranha envolveu a gente. Um dia terei a oportunidade de beijar a sua boca, olhar dentro dos seus olhos, sussurrar no seu ouvido, nossos corações unidos. Em torno de nós o mundo girando. Todas as câmeras nos filmando. Os invejosos reclamando. Porque estamos nos amando."
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Ver todas"The End Hoje eu parei para escrever sobre o fim das coisas, das pessoas e de tudo o que elas podem levar sobre si. Fiquei analisando os desenhos infantis e alguns filmes que ilustram histórias de intrigas e brigas durante todo o roteiro e quando tudo começa a tomar um rumo na história, colocam lá as letrinhas pra subir e a famosa frase “... e foram felizes para sempre” acompanhada do trágico “The End”. Fala sério! A história por acaso termina ali? Esses filmes sempre acabam onde deveriam começar, assim como muitas situações semelhantes na vida real e com direito a trilhas sonoras, personagens, enredos, e tudo mais. Dá uma sensação de quero mais. Compartilham conosco todos os momentos ruins: as falcatruas, as traições, as armadilhas, e quando a hora da virada chega, parte-se o bolo da festa e nos despedem assim sem nos dar a chance de saber o que pode vir a acontecer dali por diante. Isso me deixa irada! É como manter uma amizade na hora da calamidade, dar apoio, ombro amigo, aconselhar, ajudar, quem sabe até suprir necessidade. Na hora das tragédias são poucos os que continuam do seu lado, incentivando, encorajando, mas quando tudo começa a se resolver simplesmente com a maior facilidade se esquecem de você, te descartam, jogam pra escanteio feito bola murcha, não serve mais. É como o derradeiro dia de um ser humano, pensa você que a morte é o fim? Engano seu, tudo começa a partir dai. A eternidade nos espera. Nos fazem acreditar que após a vida existe um sono profundo, ininterrupto. Mentira, assim como os finais dos filmes, a história continua, você que não é mais convidado a participar desse misterioso desenrolar. Estive vendo dia desses um filme que mexeu muito comigo “O amor não tira férias”, com Cameron Diaz. Ah, como eu queria ter a oportunidade de viajar pra um lugar desconhecido, sozinha, sem bagagens, sem tralhas, sem malas, sem nada. Viajar com a única pretensão de me encontrar ou me perder completamente. Viajar pra conhecer gente nova, mente nova, fazer novas amizades, provar comida diferente, se perder na cidade, voltar pra casa e descansar. O filme fala sobre duas mulheres, cansadas de sofrer, cansadas de amar, de valorizar demais os outros, e elas tinham motivo pra querer abandonar tudo e sumir do mapa. Elas trocam de casa, de carro, de rotina, de vida. Uma acaba vivendo no mundo da outra, partilhando de momentos que talvez jamais viveriam se continuassem na mesma cidade. O desenrolar do filme é perfeito, a personagem da atriz Cameron se parece até um pouco comigo, ela é louca, gosta de viver a sua própria vida, é independente, bonita, sexy, convencida também (risos), enfim, me empolguei vendo o bendito do filme, mas eu queria mais no final, queria saber o que aconteceu depois, se eles casaram, tiveram filhos, se deu certo, se não deu... Não quero a minha vida comparada a um filme pela metade, onde todos se decepcionem com o fim, não quero ter que mostrar ao mundo parte da minha história, quero mais é ser lida, interpretada e traduzida. Quero ter o tempo necessário pra fazer valer a pena cada cena e depois de rodado o filme de toda a minha trajetória, ficar na memória daqueles que realmente fizeram parte dela como protagonistas, não apenas figurantes, e assim dar prosseguimento ao eterno, que com certeza me espera, onde entrarei pela porta, não pela janela. The End! O Fim? Not! Begin!"
"PERDOE-ME Perdoe-me por não saber mais de ti. Por não me abrir mais pra ti. Perdoe-me pelas lágrimas que caíram. Pelas palavras que feriram. Perdoe-me pelas noites perdidas. Pelas metas falidas. Perdoe-me pela minha indecisão. Perdoe o meu jovem coração. Que disposto a amar, se entregou a uma paixão. Mas depois percebeu, que era só ilusão. Perdoe-me pelas portas fechadas. Pelas caras amarradas. Pelas mãos atadas. Pelos rios de lágrimas. Perdoe-me por não saber te ouvir. Por não saber falar. Por não saber sentir. Por não saber amar. Encarecidamente, eu lhe peço perdão. Perdoe o meu jovem coração. Perdoe-me pelos planos desfeitos. Por meus inúmeros defeitos. Por meus eufóricos anseios. Por meus contínuos receios. Perdoe a minha ausência. A minha indecência. A minha inconseqüência. A minha impaciência. Perdoe-me pela minha fraqueza. Pela minha incerteza. Pela minha pureza. Pela minha frieza. Perdoe a minha ignorância. A minha intolerância. A minha insignificância. Perdoe a minha infância."
"Deduções Deduzir nem sempre é interpretar a verdade dos fatos. É um pré-julgamento de certezas alheias. É criar um mundo de ilusões baseado na própria maneira de enxergar a vida. Deduzir, é curiosidade aguçada, é tentar desvendar o sagrado de cada um. É definir o abstrato, autenticar o irreconhecível, camuflar o fidedigno. Já não bastam as deduções que temos de enfrentar durante nossa caminhada! Deduções de caráter, de estilo, pensamentos, comportamentos, sentimentos. Saem por aí subtraindo nossa personalidade, nossa estética, descontam por conta própria palavras e atitudes de um vasto conjunto de ideias. Sub-traem, exatamente, traem por baixo. É sujo. Julgam o que vêem no exterior do corpo, da pele. Visam carcaças feito matadouro. Quem olha do lado de fora não identifica as verdadeiras razões e intenções. Mensuram inexatidões, descartam probidades, anulam qualidades. Só aceito e concordo com os descontos comerciais, em notas fiscais, mesmo assim discriminados os percentuais. Agora, reduzir-me feito número decrescente? Não preciso de aproximações feito dízima periódica, sei o que quero dizer quando escrevo exatamente."
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